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Bento Prado Júnior

Bento Prado de Almeida Ferraz Júnior, conhecido como Bento Prado, ou Prado Jr., foi um filósofo, escritor, professor, crítico literário, tradutor e poeta brasileiro. Lecionou na Universidade de São Paulo, posteriormente na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, e na Universidade Federal de São Carlos. Prado foi um dos principais personagens da construção do estudo de filosofia no país.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 06/07/2026
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Carreira e biografia

Na USP defendeu em 1965 sua tese de livre-docência sobre Henri Bergson. Presença e campo transcendental: consciência e negatividade na filosofia de Bergson, defendida em 1965, só seria lançado em livro no ano de 1988, pela Edusp – em 2002, foi traduzido e publicado na França. Editou apenas mais três títulos: Alguns ensaios, em que reúne artigos de filosofia e de crítica literária (Max Limonad, 1985) e Erro, ilusão, loucura (Editora 34, 2004). Organizou ainda Filosofia da psicanálise (Brasiliense, 1991). "Todos os estudos que versam sobre Bergson, assim como sobre a fenomenologia francesa do século 20, que inclui autores como Jean-Paul Sartre e Maurice Merleau-Ponty, precisam manter uma interlocução com os livros e ensaios de Bento Prado". Graduação na USP e pós-doutorado no Centre National de la Recherche Scientifique, professor titular na Universidade Federal de São Carlos. Produziu obras bastante ecléticas, entre elas: história da filosofia, filosofia da psicanálise, filosofia da linguagem, crítica literária e poesia. É tido, por muitos,[quem?] como um dos maiores ensaístas da filosofia brasileira.

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Cassação, exílio, retorno

Foi aposentado compulsoriamente pela ditadura militar em abril de 1969, na ação conduzida pelo então ministro da Justiça, Gama e Silva, na verdade reitor licenciado da universidade, contra seus próprios colegas, inclusive o vice-reitor em exercício, Hélio Lourenço. Bento Prado Jr. foi cassado juntamente com seu colega José Arthur Giannotti e autoexilou-se na França, de onde somente retornou no final dos anos 1970, para lecionar, primeiro na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e depois na UFSCar, onde se tornou titular.

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Fontes consultadas

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