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Benedita da Silva

Benedita Sousa da Silva Sampaio é uma servidora pública, professora, auxiliar de enfermagem, assistente social e política brasileira filiada ao Partido dos Trabalhadores (PT). Foi vice-governadora e governadora do Rio de Janeiro, estado pelo qual foi senadora e atualmente é deputada federal.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 09/07/2026
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Biografia

Primeira senadora negra do Brasil, também sendo ativista política do Movimento Negro e assumidamente feminista, Benedita Sousa da Silva nasceu no dia 26 de abril de 1942, no Hospital Municipal Miguel Couto, no Rio de Janeiro. Filha da lavadeira Maria da Conceição Sousa da Silva, e do pedreiro e lavador de carro José Tobias da Silva. A família era de baixa renda e residia na favela da Praia do Pinto, no Leblon. Esta comunidade não existe mais, pois foi completamente destruída nos anos 1960 por um incêndio. Ainda recém-nascida, foi morar na favela do Chapéu-Mangueira, no Leme, onde foi criada. Com uma família numerosa de 14 irmãos, todos precisaram interromper os estudos para ajudar nas despesas do lar. Benedita, apelidada de Bené, passou a trabalhar ainda na infância, vendendo limões e amendoins pelas ruas da cidade. Na adolescência foi trabalhar como tecelã em uma fábrica de tecidos, e em casa ajudava sua mãe a lavar, passar e entregar as roupas dos clientes.

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Vida pessoal

Casou-se em 1962 com seu primeiro namorado, o pedreiro Nilton Aldano da Silva. Eles começaram a namorar em 1960. Juntos, tiveram dois filhos: Pedro Paulo Sousa da Silva Aldano, nascido em 1964, e Nilcéa Sousa da Silva Aldano, nascida em 1966. Em 1981 ficou viúva. Em 1982 conheceu o líder comunitário Aguinaldo Bezerra dos Santos, e em 1983 casaram-se. Benedita ficou novamente viúva em 1988. Em 1990 conheceu e iniciou um relacionamento afetivo com o ator e político Antônio Pitanga. Benedita casou-se pela terceira vez em 1992, e até hoje está junto de seu marido. Com o matrimônio, tornou-se madrasta dos atores Rocco Pitanga e Camila Pitanga.

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Carreira política

Em 1980 tomou parte na fundação do Partido dos Trabalhadores (PT), mas iniciou sua carreira política ao se eleger vereadora do Rio de Janeiro em 1982, após militância na Associação de Favelas do Estado do Rio de Janeiro. Em 1986, foi eleita deputada federal, e se reelegeu para este cargo em 1990. Na Legislatura de 1987-91, Benedita participou da Assembleia Nacional Constituinte, onde atuou como titular da Subcomissão dos Negros, das Populações Indígenas e Minorias. Em seguida, passou à Comissão de Ordem Social e da Comissão dos Direitos e Garantias do Homem e da Mulher. Em 1992, foi candidata do Partido dos Trabalhadores (PT) a prefeitura do Rio de Janeiro. Terminou o primeiro turno em primeiro lugar, mas foi derrotada no segundo turno por César Maia, candidato do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Em 1994, Benedita da Silva foi eleita com expressiva votação (2 248 861 votos) para o Senado Federal, a câmara alta do Poder Legislativo brasileiro. Alguns anos mais tarde, Benedita largaria o Senado para disputar o Governo do Estado do Rio de janeiro, numa aliança política inédita que reuniu todos os partidos progressistas do país.

Denúncias de improbidade administrativa

Em 2003, a deputada recebeu denúncias por improbidade administrativa pela Procuradoria da República no Distrito Federal. O órgão apontava enriquecimento ilícito, prejuízo ao erário e violação aos princípios da administração pública, em razão de supostas irregularidades em viagens que fizeram em 2003. As acusações estavam associadas a viagens aparentemente de compromisso oficial utilizadas para emprestar legalidade a viagens pessoais bancada com recursos públicos. De acordo com a mesma ação, também há indícios de irregularidades na viagem da ministra ao participar, em Washington, no mês de setembro, do encontro "Mulheres no Governo: Impacto na Governabilidade Democrática", promovido pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento. Segundo os procuradores, a deputada e a gerente de projetos do Ministério da Assistência e Promoção Social, Valéria Vieira de Moraes, tinham antecipado, na época, a viagem para Nova York acarretaram um gasto adicional de R$ 9 mil aos cofres públicos.

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Prêmios e honrarias

Em 2025, Benedita recebeu o título de doutora honoris causa pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

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Fontes consultadas

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