Pesquisa · Mapa mental

Béla Guttmann

Béla Guttmann foi um treinador e futebolista húngaro de origem judaica que atuou como zagueiro. Em 2019 figurou na 20.ª posição da lista "Os 50 maiores treinadores de futebol de todos os tempos", da revista francesa France Football. Guttmann é considerado ser o descobridor do astro do futebol português Eusébio.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 19/07/2026
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Infância e Juventude

Imagem: Threeohsix · BY-SA · Openverse

Nascido em 1899 em Budapeste, na época capital da província húngara do Império Austro-Húngaro, Guttmann nasceu em uma família judia, seus pais Abraham e Ester, bailarinos de profissão, educaram musicalmente o filho desde pequeno, que ainda muito novo também se dedicou a dança. Durante sua adolescência apaixonou-se também pelo futebol, um esporte recém chegado na Europa central proveniente de Inglaterra. Seus pais insistiram para que ele prosseguisse na dança, e aos dezesseis anos já era professor de dança clássica, mas em 1917 a paixão pelo futebol o levou a abandonar a dança, começando a jogar no Törekvés, onde se tornou profissional. Durante a Segunda Guerra Mundial, foi deportado pelos nazis para um campo de trabalhos forçados, onde foi torturado. Sobreviveu ao Holocausto.

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Carreira

Imagem: Threeohsix · BY-SA · Openverse

Treinador

Como treinador do Honvéd, enfrentou Puskás pela substituição de um jogador, tendo nos balneários anunciado a sua renúncia. O seu estilo ofensivo reinou nas duas décadas de 1950 e de 1960, em vários países, clubes e em dois continentes. Depois da sua saída da Hungria, torna o Sportclub Enschede neerlandês (agora FC Twente) campeão. Assim que chega, leva o AC Milan à vitória no campeonato em 1954-55. No ano seguinte, vai para o futebol uruguaio, e é campeão com o Peñarol. Em 1957, faz outra mudança, desta vez no Brasil, com o São Paulo Futebol Clube. Lá, Béla Guttmann põe uma condição: contratar Zizinho, "Mestre Ziza", 35 anos, o jogador que encarnou o "futebol arte" no Brasil, o modelo e ídolo de Pelé, tendo-se tornado, uma vez mais, campeão. Pelo São Paulo, ele foi treinador em 97 jogos, com 47 vitórias, 28 empates e 22 derrotas.

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A "Maldição"

Imagem: Nationaal Archief, Den Haag, Rijksfotoarchief: Fotocollectie Algemeen Nederlands Fotopersbureau (ANEFO), 1945-1989 - negatiefstroken zwart/wit, nummer toegang 2.24.01.05, bestanddeelnummer 919-7915 · BY-SA · Openverse

Existe, como mito urbano, a história de uma alegada maldição, lançada pelo treinador em 1962, depois de ter conquistado duas Taças dos Campeões Europeus. Supostamente, teria pedido um aumento, que lhe foi negado. A razão pela qual se dizia que Guttmann saíra de forma tão abrupta de Lisboa teve tudo a ver com a recusa da direção do Benfica em aceitar lhe pagar uma bonificação pela conquista da Copa Europeia duas vezes seguidas. Teorias afirmam que ele declarou em uma entrevista que precisaria de 100 anos para o Benfica conquistar novamente duas vezes uma taça continental. Qualquer que seja a versão que você queira acreditar, todas as previsões de Guttmann - verdadeiras ou ficção - se tornaram realidade. A dívida nunca foi paga e o sucesso europeu abandonou o clube desde então. Ao despedir-se, teria lançado uma maldição, onde o clube não mais viria, "nem nos próximos cem anos" a ganhar títulos europeus.

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