Beck
Beck David Hansen é um cantor, compositor e multi-instrumentista estadunidense.
Imagem: MeetTheCrazies · BY · Openverse
Beck nasceu em 8 de Julho de 1970 em Los Angeles, filho da atriz Bibbe Hansen e do músico de raiz David Campbell. Com uma família de artistas, o jovem Beck cresceu num ambiente que incentivava o seu interesse pelas artes e claro, por música, especialmente folk e blues. Aos quatorze anos, Beck já tocava violão e durante a adolescência acompanhou o surgimento da cena hip hop de Los Angeles. Algum tempo depois, Beck passa a morar com seus avós em Kansas, onde seu avô era um pastor da igreja presbiteriana. Em seguida, ele passa um tempo na Europa com seu outro avô, o também artista Al Hansen. Nessa época, Beck tocava violão com influência de blues do Mississippi, com letras improvisadas.
Nova York
Beck saiu da escola aos dezesseis anos e depois de algum tempo, ele resolve mudar para Nova York, já decidido a seguir na música. Naqueles tempos, surgia no East Village em Nova York, um movimento underground chamado antifolk, que combinava a sonoridade folk com a estética e atitude do punk. Beck foi influenciado e daquilo que acontecia em NY, embora não tenha se firmado na cena. Por volta de 1990, ele estava de volta a Los Angeles. Em Los Angeles, ele se apresenta pela primeira vez em bares e festas. A esta altura, a música de Beck refletia todos os estilos a que ele havia sido exposto, do folk ao blues do delta do Mississippi, de hinos presbiterianos ao hip hop de rua, além de punk com letras de improviso.
Em fevereiro de 2008, Beck afirmou em uma entrevista à revista Rolling Stone que ele estava trabalhando em um novo álbum, "com um produtor desconhecido" e que ele espera que o álbum seja lançado até o final do ano. No início de março de 2008, o produtor não identificado foi revelado sendo Danger Mouse. O novo álbum, Modern Guilt, foi lançado pela Interscope na América do Norte e Austrália, e pela XL Records no resto do mundo. O single "Chemtrails" foi disponibilizado no site de Beck e no MySpace. Em julho de 2008, Modern Guilt foi lançado. Em 8 de agosto de 2012, Beck anunciou seu novo projeto Beck Hansen's Song Reader, cujo lançamento ocorreria em dezembro de 2012, sendo um livro de partituras. Em junho de 2013, Beck anunciou que estava trabalhando em dois novos álbuns de estúdio: um disco acústico parecido com One Foot in the Grave e outro descrito como um "acompanhamento adequado" soando como Modern Guilt. Beck revelou que espera lançar os dois álbuns de forma independente. Os singles "Defriended", "I Won't Be Long" e "Gimme" foram lançados de maneira independente.
Os primeiros anos (1985-1993)
O caldeirão de influências vai tomando forma enquanto Beck seguia batalhando em empregos de segunda categoria e morando de favor, dormindo em sofás alheios. O primeiro fruto de sua ainda nascente carreira musical é o single MTV Makes Me Want to Smoke Crack para a gravadora independente Bong Load Custom Records. A tiragem era limitadíssima e os objetivos, além de registrar o seu trabalho, era puramente promocional e não comercial. Mais alguns singles depois surge "Loser", a canção que iria mudar a carreira de Beck para sempre. A canção foi produzida pelo próprio Beck e o produtor de hip-hop Karl Stephenson e em muito pouco tempo se tornou popular nos circuitos alternativos de Los Angeles.
"Loser", Mellow Gold e álbuns independentes (1993–1995)
O 'perdedor' Beck e seu hit instantâneo passaram a ser disputados em um verdadeiro leilão pelas grandes gravadoras. Para a DGC Records levar a melhor, precisou da intervenção direta do fundador David Geffen, que convenceu o cantor com um telefonema. O resultado foi o lançamento de Mellow Gold, no início de 1994, contendo "Loser" como principal single. O trabalho de Beck conquistou a crítica que considerava "Loser" um hino da 'slacker generation' (ou geração da preguiça ou relaxada, uma variação do termo "Generation X", muito usado nos anos 90, que denominava uma geração marcada pela apatia).[carece de fontes?] Numa época em que nunca se discutiu tanto as questões de comercialismo e autenticidade, era fácil tachar Beck de cínico (ou no mínimo sarcástico) por uma canção como "Loser", já que ele conquistou o sucesso e fez um grande contrato com uma gravadora importante. Mas o que pouca gente sabia é que na época em que compôs "Loser", Beck vivia em um galpão infestado de ratos e trabalhava numa locadora de vídeo onde, entre outras coisas, separava as fitas da seção de filmes pornográficos em ordem alfabética por um salário risível.
Odelay (1996–1997)
O segundo disco pela Geffen saiu somente em 1996. Odelay foi recebido imediatamente com o status de clássico. O disco teve a produção dos Dust Brothers e conseguiu um resultado ainda mais harmonioso e explosivo da mistura bizarra do som do Beck. Odelay as vezes lembra colagens de diferentes referências, unindo bossa nova (existe um sample de "Desafinado", de João Gilberto em uma das faixas) com rock, country, folk, rap e o que for. O disco trouxe muitos hits, como Devil's Haircut, New Pollution e Where It's At, e esteve presente na maioria das listas dos melhores de 1996, ficando em primeiro lugar em muitas delas.
Mutations e Midnite Vultures (1998–2001)
Em 1998, Beck trabalhou com o produtor Nigel Godrich, que havia produzido a obra-prima Ok Computer, do Radiohead, no ano anterior. O resultado da parceria foi Mutations, um disco bem menos híbrido que os trabalhos anteriores, sendo mais reminiscente da influência folk do Beck, assim como One Foot In The Grave. Só que, diferente deste último, Mutations trazia uma sonoridade muito bem trabalhada, explorada ao extremo pelos requintes da produção de Godrich e pela banda de apoio. Foi a primeira vez que Beck entrou em estúdio com uma banda de apoio, ao contrário do que acontecia antes, quando o cantor contava com participações especiais e músicos contratados. O disco deveria ter sido lançado por uma gravadora independente, mais precisamente a Bong Load, mas a Geffen achou Mutations tão bom que resolveu lançá-lo. No entanto, nem a Geffen, nem Beck consideravam Mutations como o sucessor de Odelay, sendo tratado como um trabalho paralelo sem maiores pretensões.[carece de fontes?] Como curiosidade, o título Mutations seria uma referência aos Mutantes e a música Tropicalia uma homenagem ao movimento de mesmo nome.[carece de fontes?] Beck é fã assumido da música brasileira.
Sea Change (2002–2003)
Em 2002, Beck volta a trabalhar com Nigel Godrich e o resultado é o álbum Sea Change. O disco é recebido com entusiasmo pela crítica e mostra mais uma mudança de direção. Desta vez, as melodias são mais melancólicas e introspectivas, com influência do folk britânico de Nick Drake e mesmo Donovan. Os arranjos são impecáveis, misturando a simplicidade de violões acústicos com belos arranjos de cordas e discretos efeitos eletrônicos. Para a turnê de divulgação de Sea Change, Beck contou com um reforço notável, o Flaming Lips. Além de banda de abertura, o Flaming Lips tornou-se a banda de apoio do Beck, numa turnê que se tornou lendária.
Guero e The Information (2004–2006)
E então chegou o momento de retomar o Beck que o grande público conheceu. O próximo álbum teria a produção dos Dust Brother e isso foi o suficiente para começarem as especulações sobre o novo Odelay. O lançamento do disco foi adiado por várias vezes, até que uma versão não finalizada do disco vazou na rede e o lançamento de Guero foi marcado definitivamente para abril de 2005. Beck havia prometido guitarras e Jack White, do White Stripes, participou de uma faixa. Em 3 de outubro de 2006, foi lançado o álbum The Information. O álbum supostamente levou mais de três anos para ser produzido e tem é descrito como "quase hip-hop".


