Bebê a Bordo
Bebê a Bordo é uma telenovela brasileira produzida e exibida pela TV Globo de 13 de junho de 1988 a 10 de fevereiro de 1989, em 209 capítulos. Substituindo Sassaricando e sendo substituída por Que Rei Sou Eu?. Foi a 40ª "novela das sete" exibida pela emissora.
Despertar as mais diversas sensações nos que a cercam, dentro da sua completa inocência, parece ser o destino da pequena Heleninha, desde o seu nascimento, que acontece no carro de Tonico Ladeira, quando a quase mamãe Ana pega uma estratégica carona para fugir da polícia. Estava selada a união de Ana e Tonico. De motorista a parteiro, Tonico fica irremediavelmente ligado a Heleninha, ainda mais que Ana desaparece. Ana acaba por repetir a história de sua mãe Laura, que também a abandonou no nascimento. Mas Laura está disposta a conseguir para si a guarda da pequena Helena, sua neta. Novamente o destino dá uma ajudinha, pois mais tarde Ana decide deixar o neném na porta da casa de Laura, sem saber quem é ela. Enquanto isso, vários personagens masculinos disputam a paternidade da criança, pois Ana não faz a mínima ideia de quem seja o pai de Heleninha, pois Ana ficou grávida em uma festa onde trabalhava de garçonete, quando houve um apagão e todos da festa começaram a praticar sexo sem consentimento. Entre eles, Tonico Ladeira, Zezinho, Antônio Antonucci e os irmãos Rei e Rico.
O título inicial da novela seria A Filha da Mãe. Mas Boni, o vice-presidente de operações da Globo, não gostou do nome, e mudou para Bebê a Bordo. Esse nome foi usado em 2001 por Silvio de Abreu para sua novela das 19 horas, As Filhas da Mãe. Quatro crianças se revezaram para o papel da bebê Heleninha, em diferentes fases de seu crescimento: Adriana Valbon e Roberto (enquanto bebê de colo), e Caroline e Beatriz Bertu (quando Heleninha começa a engatinhar). Mas foi a menina Beatriz Bertu (da última fase) quem encantou a todos: o elenco, a produção da novela e, principalmente, os telespectadores. Tony Ramos exercitou seu estilo cômico, para compor o personagem Tonico Ladeira, de forma inusitada. Carlos Lombardi havia escrito o perfil do personagem pensando em dar ao ator um papel que ele nunca tinha vivido até então, o de um rapaz muito ansioso. Que seria uma mistura da personalidade do próprio autor com a do diretor da novela, Roberto Talma.
A lambada estava em uma crescente no Brasil, então a novela introduziu a Lambateria Tropical, casa do gênero frequentada pelos personagens da novela, cujo logotipo era inspirado no da própria novela, cujo sucesso do novo ritmo fez com a fosse lançada uma trilha sonora complementar pela Somlivre. O êxito foi tanto que, mesmo com o fim da novela em fevereiro de 1989 a gravadora do Grupo Globo lançou mais duas edições da Lambateria Tropical, o volume 2 em 1989 e o volume 3 em 1990. Outra novela que aproveitou a febre da Lambada foi Rainha da Sucata, exibida em 1990, que também possuía uma casa de shows inspirada no ritmo, a Lambateria Sucata, que também teve uma trilha sonora complementar e se passava em um imponente edifício da Avenida Paulista, o Cetenco Plaza Torre Norte, que serviu como cenário para a cena em que Laurinha Figueroa, interpretada por Gloria Menezes, se jogava do topo, no final da trama, uma das mais memoráveis da teledramaturgia nacional.
Imagem: Iberia Airlines · BY · Openverse
Foi reexibida pelo Vale a Pena Ver de Novo de 9 de novembro de 1992 a 12 de março de 1993, em 90 capítulos, substituindo Vale Tudo e sendo substituída por Sinhá Moça. Foi reexibida pelo Viva de 15 de janeiro a 15 de junho de 2018, em 131 capítulos, substituindo a minissérie Grande Sertão: Veredas e sendo substituída por Vale Tudo, às 15h30. Os primeiros 90 capítulos foram exibidos na íntegra. A exibição causou controvérsia a partir do capítulo 91, em 30 de abril, quando o canal começou a compactar os capítulos, numa atitude inédita que irritou seus telespectadores. Por não ter explicação aparente, o jornalista Maurício Stycer, do UOL, afirma em crítica que o Viva usa "lógica de TV aberta" para fazer os cortes: "a trama de Carlos Lombardi estaria provocando fuga de espectadores". Cristina Padiglone, no site Telepadi, sugere que a trama foi rejeitada pela audiência conservadora e fez alusão aos cortes realizados em Celebridade, encurtada em sua exibição no Vale a Pena Ver de Novo por baixa audiência. Após as queixas, o Viva se pronunciou nas redes sociais afirmando que a telenovela seria exibida na íntegra a partir de 7 de maio até 15 de julho, na plataforma Viva Play. Na TV, Bebê a Bordo continuou sendo exibida editada. Em outra mudança, a novela substituta também foi alterada, em vez de Brega & Chique foi escalada uma reprise de Vale Tudo.
Outras mídias
Em 8 de novembro de 2021, foi disponibilizada na íntegra pelo Globoplay, como parte do Projeto Resgate.


