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Joe Biden

Joseph Robinette Biden Jr. é um político e advogado norte-americano que serviu como o 46.º presidente dos Estados Unidos de janeiro de 2021 a janeiro de 2025. Filiado ao Partido Democrata, também foi o 47.º vice-presidente de 2009 a 2017, durante o governo Obama. Entre 1973 e 2009, exerceu seis mandatos consecutivos como senador pelo Delaware, período em que presidiu importantes comitês do Senado.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 03/11/2026
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Juventude

Biden nasceu em 20 de novembro de 1942 no Hospital St. Mary, em Scranton, Pensilvânia, sendo filho de Catherine Eugenia Biden (née Finnegan; 1917–2010) e Joseph Robinette Biden Sr (1915–2002). Primogênito de quatro irmãos de uma família católica, possui uma irmã e dois irmãos. Sua mãe era descendente de irlandeses, com raízes atribuídas variadamente ao Condado de Louth ou ao Condado de Derry. Seus avós paternos, Mary Elizabeth (Robinette) e Joseph H. Biden, um empresário do ramo petrolífero de Baltimore, Maryland, eram descendentes de ingleses, franceses e irlandeses. Seu tataravô paterno, William Biden, nasceu em Sussex, na Inglaterra, e imigrou para os Estados Unidos. Seu bisavô materno, Edward Francis Blewitt, integrou o Senado do Estado da Pensilvânia. O pai de Biden tinha boa situação financeira no início da sua vida, mas sofreu várias dificuldades em seus negócios na época que seu primeiro filho nasceu, e por vários anos a família teve que viver com os avós maternos de Biden, os Finnegan. Quando a região de Scranton entrou em declínio econômico durante a década de 1950, o pai de Biden não encontrou trabalho suficiente. Em 1953, a família Biden mudou-se para um apartamento em Claymont, Delaware, onde viveram por alguns anos antes de se mudarem para uma casa em Wilmington, Delaware. Biden, Sr. conseguiu um bom emprego como vendedor de carros usados, mantendo a família na classe média.

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Início da carreira política e família

Em 27 de agosto de 1966, enquanto Biden ainda era estudante de direito, se casou com Neilia Hunter. Eles superaram a relutância inicial de seus pais por ela se casar com um católico romano, e a cerimônia foi realizada em uma igreja católica em Skaneateles. Eles tiveram três filhos: Joseph R. "Beau" Biden III em 1969, Robert Hunter em 1970 e Naomi Christina em 1971. No âmbito profissional, Biden trabalhou seis meses durante o ano de 1968 em um escritório de advocacia em Wilmington, liderado pelo proeminente republicano local William Prickett e, como disse mais tarde, "pensava ser um republicano". Biden não gostava da política racial conservadora do governador democrata de Delaware, Charles L. Terry, e apoiou um republicano mais liberal, Russell W. Peterson, que derrotou Terry em 1968. Os republicanos locais tentaram recrutá-lo, mas resistiu devido ao seu desgosto pelo candidato presidencial republicano Richard Nixon, e se registrou como independente.

Candidatura ao Senado em 1972

A entrada de Biden na eleição para o Senado dos EUA em 1972 pelo Delaware apresentou uma circunstância única. O senador republicano J. Caleb Boggs, um político antigo, estava considerando se aposentar, o que provavelmente teria deixado o representante Pete du Pont e o prefeito de Wilmington, Harry G. Haskell Jr., em uma divisiva disputa primária. Para evitar isso, o presidente Richard Nixon ajudou a convencer Boggs a concorrer novamente com o apoio total do partido. Entre os democratas, ninguém queria concorrer contra Boggs. A campanha de Biden praticamente não tinha dinheiro e consideraram-na sem chance de vencer. Sua irmã Valerie Biden Owens gerenciou a campanha, o que repetiria futuramente, sendo também composta por outros membros da família, e confiava em uma estratégia que incluía entregar jornais com suas ideias e encontrar-se com eleitores cara a cara; o pequeno tamanho do estado e a falta de um grande mercado de mídia tornaram a abordagem viável.

Tragédia familiar

Em 18 de dezembro de 1972, algumas semanas após a eleição, a esposa de Biden e sua filha de um ano, Naomi, foram mortas em um acidente automobilístico durante as compras de Natal em Hockessin, Delaware. A caminhonete de Neilia foi atingida por um trator reboque quando ela saiu de um cruzamento; o motorista do caminhão foi inocentado de qualquer irregularidade.[nota 1] Os filhos de Biden, Beau e Hunter, sobreviveram ao acidente e foram levados para o hospital em boas condições; Beau com uma perna quebrada e outras feridas, e Hunter com uma pequena fratura no crânio e outros ferimentos na cabeça. Os médicos logo disseram que ambos se recuperariam totalmente. Biden considerou renunciar para cuidar deles, mas foi persuadido a não fazê-lo pelo líder da maioria no Senado, Mike Mansfield. Após o acidente, Biden comentou que o motorista do caminhão tinha bebido álcool antes da colisão, mas essas alegações foram negadas pela família do motorista e nunca foram comprovadas pela polícia.

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Senador dos Estados Unidos

Após sua primeira eleição em 1972, Biden foi reeleito para seis mandatos consecutivos nas eleições de 1978, 1984, 1990, 1996, 2002 e 2008, geralmente recebendo cerca de 60% dos votos. Em nenhuma das eleições enfrentou forte oposição; o governador Pete du Pont optou por não concorrer contra ele em 1984. Biden passou 28 anos como senador júnior devido à antiguidade de dois anos de seu colega republicano William V. Roth Jr. Depois que Roth foi derrotado em sua candidatura à reeleição por Tom Carper em 2000, se tornou o senador sênior de Delaware. Até 2019, Biden era o 18º senador com mandato mais longevo dos Estados Unidos e o com mandato de maior duração de Delaware. Em maio de 1999, se tornou o senador mais jovem a dar 10 mil votos. Com um patrimônio líquido entre 59 e 366 mil dólares, e quase nenhuma renda externa ou de investimento, Biden foi consistentemente classificado como um dos membros menos ricos do Senado. Biden afirmou que foi listado como o segundo membro mais pobre do Congresso e não estava orgulhoso da distinção, mas atribuiu ao fato de ter sido eleito no início de sua carreira. Biden percebeu no início de sua carreira no Senado o quanto os funcionários públicos mais desfavorecidos são vulneráveis a ofertas de contribuições financeiras em troca de apoio político, e defendeu as medidas de reforma do financiamento de campanhas durante seu primeiro mandato.

Recuperação e nova família

Biden foi empossado em 5 de janeiro de 1973, por Francis R. Valeo, o secretário do Senado, em uma pequena capela na Divisão de Delaware do Centro Médico de Wilmington. Beau permaneceu deitado enquanto sua perna estava estendida e Hunter, que já havia recebido alta, também estava lá, assim como outros membros da família. Testemunhas e câmeras de televisão também estiveram presentes e o evento recebeu atenção nacional. Aos 30 anos, a idade mínima exigida para ocupar o cargo, tornou-se o sexto senador mais jovem na história dos EUA, e um dos apenas 18 senadores que assumiram o cargo antes de atingir os 31 anos de idade. O acidente deixou Biden cheio de raiva e dúvidas religiosas: "Eu gostava de andar à noite quando pensava que havia uma chance melhor de encontrar uma briga... Eu não sabia que era capaz de ter tal raiva... Eu senti que Deus havia jogado um truque horrível comigo". Para estar em casa todos os dias com seus filhos pequenos, começou a pegar um trem da Amtrak, viajando 90 minutos, na ida e na volta, de sua casa dos subúrbios de Wlimington até Washington, D.C., o que continuou fazendo ao longo do mandato. No rescaldo do acidente, tinha dificuldade em se concentrar no trabalho. Em suas memórias, Biden observou que os funcionários estavam apostando em quanto tempo duraria no cargo. Pai solteiro por cinco anos, ordenou aos seus funcionários para que fosse interrompido a qualquer momento se seus filhos ligassem. Em lembrança de sua esposa e filha, não trabalha em 18 de dezembro, o aniversário do acidente.

Primeiras atividades no Senado

Durante seus primeiros anos no Senado, Biden concentrou-se em leis sobre a proteção ao consumidor e questões ambientais e pediu uma maior responsabilidade por parte do governo. Em meados de 1974, o novato senador foi nomeado uma das 200 Faces para o futuro pela revista Time, cujo perfil mencionou o que aconteceu com sua família e o caracterizou como "autoconfiante" e "compulsivamente ambicioso". Biden tornou-se o membro mais antigo da minoria no Comitê do Senado dos Estados Unidos sobre o Judiciário em 1981. Em 1984, supervisionou a bancada democrata para garantir a aprovação da Lei Abrangente de Controle do Crime. Com o tempo, as duras disposições desta legislação tornaram-se polêmicas na esquerda e entre os proponentes da reforma da justiça criminal, e em 2019 Biden caracterizou seu papel em aprovar a legislação como um "grande erro". Biden e seus partidários o elogiaram por modificar algumas das piores disposições da legislação, e foi o seu feito como senador mais importante naquele momento. Naquele ano, considerou pela primeira vez concorrer à presidência depois de ganhar notoriedade por fazer discursos para plateias que simultaneamente repreendiam e encorajavam os democratas.

Campanha presidencial de 1988

Biden concorreu à nomeação democrata para a eleição presidencial de 1988, declarando formalmente sua candidatura na estação de trem de Wilmington em 9 de junho de 1987. Se eleito, seria o presidente mais jovem desde John F. Kennedy. Quando a campanha começou, foi considerado um candidato potencialmente forte por conta de sua imagem moderada, seu apelo aos Baby Boomers, sua posição de destaque como presidente do Comitê Judiciário nas audiências de confirmação de Bork, e sua capacidade para arrecadar fundos. No primeiro trimestre de 1987, arrecadou 1,7 milhão dólares, mais do que qualquer outro candidato. Em agosto de 1987, a campanha de Biden, cuja mensagem foi confusa devido à rivalidades na equipe, tinha começado a ficar para trás das campanhas de Michael Dukakis e Dick Gephardt, embora ainda tivesse levantado mais fundos do que todos os candidatos com exceção de Dukakis e estava vendo uma recuperação nas pesquisas de Iowa. Em setembro de 1987, a campanha passou por problemas quando Biden foi acusado de plagiar um discurso que havia sido feito no início daquele ano por Neil Kinnock, o líder do Partido Trabalhista Britânico. De fato, citou Kinnock como a fonte para para a formulação de discursos em ocasiões anteriores, mas não fez nenhuma referência à fonte original nos discursos questionados. Além disso, enquanto os discursos políticos muitas vezes se apropriam de ideias e linguagem uns dos outros, o discurso de Biden ficou sob mais escrutínio pois inventou aspectos do passado de sua própria família para combinar com os de Kinnock. Logo foi descoberto que no passado recente também havia tirado passagens de discursos de Robert F. Kennedy e Hubert Humphrey.

Comitê Judiciário do Senado

Biden foi um membro de longa data do Comitê do Senado sobre o Judiciário. De 1987 a 1995, presidiu o comitê e atuou como o membro sênior da minoria de 1981 a 1987 e de 1995 a 1997. Biden presidiu duas das mais controversas audiências de confirmação da história da Suprema Corte: as de Robert Bork em 1987 e Clarence Thomas em 1991. Nas audiências de Bork, declarou sua oposição a Bork logo após a nomeação, mudando de ideia em relação a uma entrevista concedida no ano anterior e irritando os conservadores que achavam que não poderia conduzir as audiências desapaixonadamente. No final, recebeu elogios por conduzir o processo de maneira justa e com bom humor e coragem, pois sua campanha presidencial de 1988 entrou em colapso no meio das audiências. Rejeitando alguns dos argumentos menos intelectualmente honestos que outros oponentes de Bork estavam fazendo, moldou seus argumentos em torno da crença de que a Constituição fornecia direitos à liberdade e privacidade que se estendiam além daqueles explicitamente enumerados no texto, e que as visões fortemente originalistas de Bork eram ideologicamente incompatíveis com essa visão. A nomeação de Bork foi rejeitada no comitê e pelo pleno do Senado.

Comitê de Relações Exteriores do Senado

Biden foi por muitos anos integrante Comitê de Relações Exteriores. Em 1997, se tornou o membro minoritário sênior e presidiu o comitê em janeiro de 2001 e de junho de 2001 a 2003. Quando os democratas retomaram o controle do Senado após as eleições de 2006, novamente assumiu a chefia em 2007. Biden era geralmente um internacionalista liberal na política externa. Colaborou efetivamente com senadores republicanos importantes, como Richard Lugar e Jesse Helms, e às vezes ia contra elementos de seu próprio partido. Ainda, copresidiu o Grupo de Observadores da OTAN no Senado. Uma lista parcial cobrindo este período mostrou que se reuniu com cerca de 150 líderes de quase 60 países e organizações internacionais. Biden realizou audiências frequentes como presidente do comitê, bem como muitas audiências do subcomitê durante as três vezes em que presidiu a Subcomissão de Assuntos Europeus.

Assuntos de Delaware

Biden era uma figura familiar para seu eleitorado de Delaware, por conta de suas viagens de trem diárias, e geralmente procurava atender às necessidades do estado. Defendeu fortemente o aumento do financiamento da Amtrak e da segurança ferroviária; também organizou churrascos e um jantar anual de Natal para as tripulações da Amtrak, e eles às vezes seguravam o último trem da noite por alguns minutos para que Biden pudesse pegá-lo. Acabou ganhando o apelido de "Amtrak Joe" e em 2011 a Estação Wilmington da Amtrak foi nomeada Estação Ferroviária Joseph R. Biden Jr., em homenagem às mais de 7 000 viagens que fez de lá. Advogou, ainda, pelas instalações militares de Delaware, incluindo as bases aéreas de Dover e New Castle.

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Campanha presidencial de 2008

À presidência

Biden tinha pensado em concorrer à presidência novamente desde a sua fracassada candidatura em 1988.[nota 3] Em 31 de janeiro de 2007, anunciou sua candidatura à presidência para a eleição de 2008 depois de ter considerado durante meses entrar na disputa. Anunciou formalmente sua candidatura para Tim Russert no programa Meet the Press, afirmando que seria "o melhor Biden que eu posso ser". Durante sua campanha, concentrou-se na guerra do Iraque e seu apoio à implementação do plano Biden-Gelb para alcançar um sucesso político. Elogiou seu histórico no Senado como chefe de grandes comitês do Congresso e sua experiência em política externa. Apesar da especulação em contrário, rejeitou a ideia de aceitar o cargo de secretário de Estado, concentrando-se apenas na presidência. Em meados de 2007, enfatizou sua experiência em política externa comparada à do senador Barack Obama, dizendo que, embora Obama pudesse estar preparado para a presidência, não estava naquele momento; Biden também afirmou que Obama copiou algumas de suas ideias para a política externa. Nos debates em que participou, suas performances foram uma mistura eficaz de humor, com comentários afiados e surpreendentemente disciplinados.

À vice-presidência

Logo depois de Biden desistir da nomeação democrata, Obama vinha dizendo que estava interessado em encontrar um lugar importante para ele em um possível governo. Inicialmente, Biden temia que a vice-presidência representasse uma perda de status e representação em relação ao Senado, mas acabou mudando de ideia. No início de agosto, ambos se reuniram em segredo para discutir uma possível relação vice-presidencial, e se deram bem pessoalmente. Em 22 de agosto, Obama anunciou que Biden seria seu companheiro de chapa. O The New York Times noticiou que a estratégia por trás da escolha refletia o desejo de completar a chapa com alguém que tivesse experiência em política externa e segurança nacional. Outros observadores apontaram o apelo de Biden à classe média e aos eleitores da classe trabalhadora, bem como sua disposição de desafiar agressivamente o candidato republicano John McCain de uma forma que Obama, às vezes, parecia desconfortável. Em 27 de agosto, foi oficialmente designado como o candidato a vice-presidente pelo Partido Democrata na Convenção Nacional Democrata, em Denver, Colorado.

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Vice-presidente dos Estados Unidos

Primeiro mandato

Durante o período de transição, Biden pretendia eliminar alguns dos papéis explícitos assumidos pelo antecessor Dick Cheney, que se estabeleceu como um centro de poder autônomo. Biden afirmou que seria um vice-presidente "diferente" e que procuraria aconselhar Obama sobre todas as decisões críticas que tomaria. Em 20 de janeiro de 2009, foi empossado o 47º vice-presidente norte-americano, se tornando o primeiro vice-presidente com base eleitoral no Delaware e o primeiro católico romano. Biden e sua esposa moraram na residência oficial em Washington, D.C., Number One Observatory Circle, onde mantiveram um ambiente descontraído, muitas vezes entretendo alguns de seus netos, e regularmente voltavam para a casa que mantinham em Delaware.

Campanha à reeleição em 2012

Em outubro de 2010, Biden afirmou que Obama pediu que permanecesse como seu companheiro de chapa na eleição presidencial de 2012. No entanto, com a popularidade do presidente em declínio, no final de 2011 o chefe de gabinete da Casa Branca, William M. Daley, conduziu em segredo uma pesquisa para medir a viabilidade de escolher Hillary como candidata a vice-presidente ao invés de Biden. A ideia foi abandonada quando os resultados não mostraram melhora considerável para Obama, e mais tarde funcionários da Casa Branca disseram que Obama nunca se animou com a ideia. Em maio de 2012, a declaração de Biden de que estava "absolutamente confortável" com o casamento entre pessoas do mesmo sexo ganhou considerável atenção pública em comparação com a posição do presidente Obama, que foi descrita como "evolutiva". Biden fez esta declaração sem o consentimento do governo, e Obama e seus assessores ficaram bastante irritados, já que o presidente havia planejado mudar de posição vários meses depois, e o vice anteriormente o aconselhou a evitar a questão para que os eleitores católicos não se sentissem ofendidos. Dias depois, Obama anunciou que também apoiava o casamento entre pessoas do mesmo sexo, uma ação em parte forçada pelos comentários inesperados de Biden, que se desculpou com o presidente em privado. O episódio mostrou que Biden ainda lutava para disciplinar suas declarações, e conforme a revista Time afirmou: "todos sabem que a maior força de Biden é também sua maior fraqueza". As relações entre as campanhas também foram tensas pois Biden parecia usar sua campanha para reforçar contatos que poderiam ajudá-lo a captar recursos para uma possível candidatura à presidência em 2016; como consequência, o vice acabou sendo excluído das reuniões de estratégia da campanha presidencial.

Segundo mandato

Em dezembro de 2012, Biden foi nomeado por Obama para liderar a Força-Tarefa contra a Violência com Armas de Fogo, criada para tratar das causas da violência com armas de fogo nos Estados Unidos após o tiroteio na escola primária de Sandy Hook. Mais tarde naquele mês, durante os últimos dias antes do país cair no "abismo fiscal", o relacionamento de Biden com McConnell mais uma vez se mostrou importante, pois os dois negociaram um acordo que levou à aprovação da Lei Americana de Socorro ao Contribuinte no início de 2013, que tornou permanente a maior parte dos cortes de impostos de Bush, mas aumentou as taxas para os níveis de renda mais altos. Em 20 de janeiro, Biden foi empossado para seu segundo mandato como vice-presidente em uma pequena cerimônia realizada em sua residência oficial, com o juramento sendo administrado pela associada de Justiça Sonia Sotomayor (uma cerimônia pública ocorreu em 21 de janeiro). Biden continuou liderando a força-tarefa contra a violência com armas de fogo, e Obama acabou assinando ordens executivas para controlar a venda de armas após suas propostas legislativas serem derrotadas pelos congressistas.

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Pós vice-presidência

Em 2017, Biden foi nomeado o professor de Prática Presidencial Benjamin Franklin da Universidade da Pensilvânia, onde pretendia se concentrar em política externa, diplomacia e segurança nacional enquanto liderava o Centro Penn Biden de Diplomacia e Engajamento Global. Também queria combater o câncer, uma tarefa que chamou de "a única coisa bipartidária deixada na América". Quando o senador McCain faleceu em agosto de 2018 vitimado pelo mesmo câncer de Beau, Biden proferiu um tributo em seu funeral. Biden manteve um discurso crítico em relação ao presidente Trump e suas políticas. Em maio de 2017, defendeu o Acordo de Paris e criticou a posição do governo republicano quanto ao aquecimento global. Naquele ano, também criticou a proposta republicana de revogar o Obamacare, a separação de famílias imigrantes na fronteira e defendeu os direitos LGBT, denunciando o tratamento que as autoridades da Chechênia estavam dando para os homossexuais.

Campanha à presidência em 2020

Em dezembro de 2016, durante uma visita ao Senado, Biden se recusou a descartar uma candidatura à presidência na eleição presidencial de 2020. No mesmo mês, enquanto participava do programa The Late Show with Stephen Colbert, afirmou que "nunca diria nunca" quanto a uma candidatura em 2020, mas reconheceu que não via um cenário em que voltaria a se candidatar a um cargo eletivo. Uma semana antes de deixar a vice-presidência, afirmou: "Eu não vou concorrer à presidência em 2020, mas estou trabalhando para curar o câncer". Poucos dias depois, entretanto, recuou, dizendo que seria candidato "se pudesse andar". Em janeiro de 2018, o comitê de ação política "Hora de Biden" foi formado para incentivá-lo a concorrer à presidência em 2020.

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Presidente dos Estados Unidos

Transição, formação do gabinete e posse

A transição de poder foi bastante tumultuada diante da recusa de Trump em admitir a derrota. O presidente fez uma série de alegações infundadas sobre fraudes e buscou reverter os resultados nos estados em que foi derrotado, desde ingressando com dezenas de ações judiciais a recontagens. Seus esforços, contudo, não foram exitosos. No final de novembro, a Administração dos Serviços Gerais reconheceu que Biden era o "aparente vencedor da eleição" e, em meados de dezembro, o Colégio Eleitoral confirmou sua vitória. Apesar disso, Trump ainda se recusou a admitir a vitória do rival e demandou que os congressistas anulassem os resultados do Colégio Eleitoral. Em 6 de janeiro, uma multidão de apoiadores de Trump, incitada por ele, invadiu o Congresso, suspendendo a certificação dos resultados e causando a morte de cinco pessoas. O episódio foi classificado por Biden como uma insurreição, levando ao segundo impeachment de Trump, que por fim reconheceu sua derrota.

Primeiros cem dias

No seu primeiro dia no cargo, Biden assinou dezessete ordens executivas, abordando o requerimento de máscaras faciais em prédios e propriedades do governo federal, a reentrada dos Estados Unidos no Acordo Climático de Paris, o encerramento do decreto de estado de emergência na fronteira com o México e a autorização para reentrada do país na Organização Mundial da Saúde. Também revogou a Ordem Executiva 13769, permitindo a entrada de pessoas provenientes de alguns países com maiorias muçulmanas. O presidente Trump, que estava deixando o cargo, abandonou várias tradições realizadas durante a transição, sendo o primeiro presidente em 150 anos a não comparecer a posse do seu sucessor ou sequer reconhecer que havia perdido a eleição e concedido a derrota, atrapalhando a transição política. Porém, cumpriu uma tradição ao deixar uma carta na mesa do presidente no Salão Oval. O presidente Biden afirmou que a carta era "bem generosa", mas disse que não comentaria publicamente sobre seu conteúdo por respeito a Trump até que pudesse ter uma conversa com seu antecessor.

Economia e política interna

Biden assumiu a presidência no contexto da parte final da recessão causada pela pandemia de COVID-19 e ele centrou suas políticas domésticas no seu primeiro ano no cargo para aliviar a pressão sobre os americanos e a economia. Seus primeiros doze meses no cargo foram caracterizados por um crescimento robusto do PIB (a melhor performance em 37 anos), queda no desemprego, aumento dos salários e recuperação do mercado de ações, em meio a inflação significativamente elevada. No final de 2021, a inflação chegou a atingir a faixa de 7,1% ao ano, a maior marca em quase quarenta anos, que foi parcialmente compensada pelo maior crescimento salarial em pelo menos vinte anos. O crescimento da renda e o aumento na oferta de emprego foi particularmente forte nas classes sociais mais baixas.

Política externa

Biden assumiu a presidência dizendo que uma de suas prioridades era fortalecer as alianças dos Estados Unidos, afirmando para aliados que "a America está de volta", com o país buscando se reassumir como a principal potência do planeta, enquanto ressaltava que a China e a Rússia permaneciam como os maiores rivais da nação. Forças militares dos Estados Unidos começaram a se retirar do Afeganistão ainda em 2020, quando o Governo Trump assinou um acordo com o Talibã em fevereiro de 2020, estipulando a conclusão da retirada para 1º de maio de 2021. Biden, uma vez na presidência, resolveu estender este prazo para setembro, citando razões de segurança. Nesse meio tempo, o Talibã lançou uma enorme ofensiva e rapidamente começou a ganhar terreno. Em julho, os serviços de inteligência americanos estimaram que, após a evacuação das forças americanas, o governo central em Cabul iria cair em questão de semanas, ou no máximo alguns meses. Nessa altura, boa parte das tropas dos Estados Unidos já tinham se retirado. Numa entrevista coletiva, Biden abordou a retirada, dizendo: "a probabilidade de o Talibã invadir tudo e dominar todo o país é altamente improvável".

Avaliações

Uma pesquisa da American Political Science Association de fevereiro de 2024 com historiadores e acadêmicos classificou Biden como o décimo quarto maior presidente, divergindo das avaliações públicas (Biden deixou a presidência com índices de popularidade baixo entre o público). Os pesquisadores notaram que a classificação de Biden era excepcionalmente alta para uma presidência com falta de vitórias militares ou expansão institucional, e com escândalos pessoais como o do seu filho Hunter Biden. Os especialistas entrevistados geralmente consideraram a conquista marcante de Biden como sua vitória sobre Trump na eleição de 2020, que foi percebida como uma ajuda para proteger e restaurar normas políticas e institucionais no governo americano.

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Campanha presidencial de 2024

Em 25 de abril de 2023, Biden confirmou que concorreria à reeleição como presidente na eleição de 2024, tendo Harris novamente como sua companheira de chapa. No dia do anúncio, uma pesquisa de opinião constatou que a aprovação de Biden era de 37%. Biden conquistou em 13 de março de 2024 o número suficiente de delegados para ser indicado como candidato à Casa Branca pelo Partido Democrata. As principais propostas da campanha são de aumentar a taxa de imposto corporativo a bilionários, eliminar as reduções de impostos implementadas por Donald Trump para famílias que ganham acima de US$ 400 mil por ano, fornecer crédito para compra da primeira casa, estabelecer programa nacional de licença familiar remunerada, e universalizar o acesso à pré-escola. No dia 21 de julho de 2024, através de suas redes sociais, o presidente Joe Biden anunciou que estava saindo da disputa da eleição presidencial. Sua desistência veio após uma performance ruim no debate semanas antes, questionamentos a respeito da sua aptidão mental e a perda de apoio dentro do Partido Democrata. Em seguida, ele endossou sua vice-presidente, Kamala Harris, como sucessora na candidatura democrata.

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Pós-presidência (2025–presente)

Biden deixou o cargo em 20 de janeiro de 2025, sendo sucedido pelo 45º e agora 47º presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Biden foi o segundo presidente, com o primeiro sendo Benjamin Harrison, a ter a mesma pessoa como seu antecessor como seu sucessor na presidência. Harrison, no caso, foi precedido e sucedido por Grover Cleveland. No final da presidência de Biden, a ex-assessora sênior Annie Tomasini foi designada pelo ex-presidente para arrecadar fundos para o Biblioteca Presidencial Joseph R. Biden. Em maio de 2025, Biden foi diagnosticado com câncer de próstata agressivo com metástase óssea durante um exame físico de rotina. Sua equipe médica afirmou que o câncer é sensível a hormônios e que as opções de tratamento estão sendo avaliadas.

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Posições políticas

Biden foi caracterizado como um democrata moderado. Entre suas posições políticas, apoiou o déficit público como forma de estímulo fiscal no rescaldo da Grande Recessão de 2009, o aumento dos gastos com infraestrutura proposto pelo governo Obama, o transporte em massa (incluindo subsídios para a Amtrak, ônibus e metrô), o casamento entre pessoas do mesmo sexo, e a descriminalização da maconha. Um método que os cientistas políticos usam para avaliar a ideologia de um político é comparar as classificações anuais dadas pelas organizações Americanos por Ação Democrática (ADA) e a União Conservadora Americana (ACU). Em 2008, Biden tinha uma pontuação geral dada pela ADA no espectro liberal de 72%, enquanto a ACU concedeu-lhe um índice de 13% no espectro conservador. Usando outra métrica, possui uma média liberal de 77,5% segundo o National Journal em 2008. O Almanaque da Política Americana, que classifica os votos dos congressistas como liberais ou conservadores no espectro político em três áreas, indicou que, entre 2005 e 2006, Biden era 80% liberal e 13% conservador na economia, 78% liberal e 18% conservador em assuntos sociais e 71% liberal e 25% conservador na política externa. Tais posições não mudaram muito ao longo do tempo; suas classificações liberais na década de 1980 também estavam na faixa de 70 a 80%.

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Fontes consultadas

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