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Bauru

Bauru é um município brasileiro localizado no interior de São Paulo, sendo o mais populoso do Centro-Oeste paulista. É uma das 19 cidades que integram a Região Imediata de Bauru que, por sua vez, é uma das quatro regiões imediatas que integram a Região Intermediária de Bauru, que é formada por 48 cidades.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 13/07/2026
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Etimologia

Uma das hipóteses mais utilizadas que explicam o nome do município diz que o nome teria vindo de mbai-yurú, que quer dizer "queda de água" ou "rio de grande inclinação", ou ybá-uru, que, traduzido da língua tupi, significa "cesta de frutas", ou "bauruz", que era como os índios que habitavam as margens do rio Batalha eram conhecidos. Teodoro Sampaio dizia que Bauru é corrupção de "upaú-r-u", ou "upaú-r-y, designando rio da lagoa. Do Tupi: de "Upá" ou "Upaú", lago, lagoa, água represada, e "U", o mesmo que "I", água corrente, rio, líquido.

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História

Primórdios

Historicamente, a região ocupada por Bauru era território disputado entre dois grupos indígenas: os caingangues e os guaranis. No século XVIII, bandeirantes paulistas tentaram se estabelecer na região, que era ponto de travessia das monções (expedições fluviais) que se dirigiam até Mato Grosso e Goiás, mas foram impedidos por ataques dos índios locais. Os não índios somente conseguiram se estabelecer na região no século XIX, com a vinda de população oriunda do litoral do estado, de Minas Gerais e do Rio de Janeiro. Após 1850, na procura de novas terras para ocupação e colonização, pioneiros paulistas e mineiros começam a explorar a vasta região situada entre a Serra de Botucatu, o Rio Tietê, o Rio Paranapanema e Rio Paraná, até então habitado por grupos de indígenas Kaingang.

Após a emancipação

O novo município sobreviveu inicialmente do cultivo do café, mesmo tendo terras mais fracas e inférteis que o restante do estado. Em 1906, foi escolhido como ponto de partida da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, que ligou, por via férrea, Bauru a Corumbá, no Mato Grosso do Sul, junto à fronteira com a Bolívia. Durante a primeira metade do século XX, Bauru tornou-se o principal polo econômico da vasta região compreendida pelo Oeste Paulista, Norte do Paraná e Mato Grosso do Sul. A ausência de um forte setor industrial em Bauru impediu que se constituísse um fluxo de migração interna, como por exemplo a migração nordestina que afluiu a partir da década de 1930 para a Grande São Paulo e a região Leste do Estado. Por sua vez, o extermínio dos grupos indígenas que ocupavam a região de Bauru, com destaque para os Kaingang, foi um dos episódios trágicos da incorporação regional ao território paulista. Tais aspectos acentuaram a importância da imigração estrangeira na composição étnica e demográfica atual de Bauru.

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Geografia

A área do município, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, é de 667,684 km². Situa-se a 22º18′54” de latitude sul e 49º03′39” de longitude oeste e está a uma distância de 326 quilômetros a noroeste da capital paulista. Limita-se com: Reginópolis (a norte); Arealva (a nordeste); Pederneiras (a leste); Piratininga (a sul); Agudos (sudeste); e Avaí (oeste).

Geomorfologia e hidrografia

No relevo de Bauru apresenta-se predominância de áreas onduladas, sendo que as ondulações correspondem a 64,71% do total do território bauruense, enquanto que áreas planas constituem 23,85% do total. É um relevo rebaixado e dissecado em suas bordas, considerado residual de condições tropicais denudacionais pós-cretáceas, tendo altitude média de 526 metros. Em Bauru ocorre predomínio de solos com textura arenosa, sendo que a baixa densidade de drenagem é uma das características do Planalto Ocidental Paulista. Isso se deve ao clima da cidade, quente em grande parte do ano. Os tipos de solo predominantes são o latossolo vermelho-amarelo, que ocorre de forma generalizada, e o argissolo vermelho-amarelo, comumente encontrado em vertentes mais inclinadas, ambos possuindo textura média a arenosa. Áreas onde o solo é do tipo latossolo são mais sujeitas à ocorrência de grandes voçorocas. Eles são desenvolvidos, estáveis e bem drenados, mas quando sofrem fortes atividades de ocupação irregular, perdem seus micro-agregados, causando maiores desgastes.

Clima

Conforme estudo do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (CEPAGRI) da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), o clima de Bauru é tropical de altitude (tipo Aw segundo Köppen), predominante no centro-oeste do estado de São Paulo, com invernos secos e amenos e verões chuvosos com temperaturas mais altas, sendo a temperatura média do mês mais quente superior a 22° C. Outono e primavera são estações de transição. O índice pluviométrico anual é de aproximadamente 1 330 milímetros (mm), concentrados nos meses de primavera e verão, havendo diminuição considerável no inverno. Durante o período chuvoso, as precipitações caem principalmente sob a forma de chuva e, em algumas ocasiões, de granizo. Tais precipitações são por vezes acompanhadas de descargas elétricas (raios e trovoadas). Por outro lado, nos meses de inverno, quando se configura a estação seca, os índices de umidade relativa do ar despencam, muitas vezes para abaixo de 30%. Nessa mesma época são mais comuns registros de queimadas em matagais, o que contribui com o desmatamento e o lançamento de poluentes na atmosfera, prejudicando ainda a qualidade do ar. Ainda nos meses de inverno são mais comuns as entradas de massas de ar polares, algumas delas com forte intensidade, com potencial para baixar a temperatura para 10 °C ou menos e até mesmo geadas, embora pouco comuns.

Parques e meio ambiente

A vegetação original e predominante no município é a mata atlântica, porém por ação do clima e da devastação das florestas o bioma que cada vez mais vem ganhando espaço em Bauru é o cerrado. No começo do século XX o desmatamento da região para a construção da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil e para a expansão da zona urbana fez com que a cidade registrasse muitos casos de leishmaniose, já que o mosquito transmissor da doença migrou da mata para as casas, proporcionando a epidemia e fazendo com que a doença ganhasse o apelido de "úlcera de Bauru". Para evitar o avanço desmatamento atualmente, foram criadas várias áreas de conservação ambiental. O município contava em 2011 com nove, sendo elas: o Bosque da Comunidade (com 16 200 m²); a Floresta Estadual de Pederneiras (com 1 941 hectares, criada em 2002); a Estação Ecológica de Bauru (278,7 ha, criada em 1983); a Estação Experimental de Bauru (com 43,09 ha, criada em 1939); a Área de Preservação Ambiental (APA) do Rio Batalha (criada em 1998 para proteger a mata ciliar às margens do Rio Batalha); o Jardim Botânico Municipal de Bauru (criado em 1994); a APA Municipal Vargem Alegre (criada em 1996); a APA Água Parada (criada em 1996); e o Parque Zoológico Municipal de Bauru (criado em 1992 com 30 ha, abrigando espécies animais em extinção).

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Demografia

No censo demográfico de 2022 feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população do município era de 379 146 habitantes, apresentando uma densidade populacional de 567,85 hab./km², sendo o 18º mais populoso do estado e o mais populoso da Mesorregião de Bauru, apresentando uma densidade populacional de 510,83 habitantes por km². Segundo o censo demográfico de 2010, 166 692 habitantes eram homens e 177 347 habitantes mulheres. Ainda segundo o mesmo censo, 338 891 habitantes viviam na zona urbana e 5 148 na zona rural. O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) de Bauru é considerado muito elevado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Seu valor é de 0,801, sendo o 20º maior de todo o estado de São Paulo (em 645 municípios); o 24 de toda Região Sudeste do Brasil (em 1666) e o 37° de todo Brasil (entre 5565). O município possui a maioria dos indicadores muito elevados e acima com os da média nacional segundo o PNUD.

Déficit habitacional

No ano de 2008, segundo a prefeitura, havia registros de favelas, palafitas e loteamentos irregulares, sendo que em 2000 5 888 habitantes viviam em aglomerados subnormais, de acordo com o IBGE, porém dados de novembro de 2008 divulgados pela Secretaria de Planejamento estimam que atualmente há quase 15 mil pessoas morando em barracos. Segundo o IBGE em 2010 havia 23 favelas em Bauru (Jd. Ivone, Barreirinho, Ferradura, V. Aimorés, Sta. Teresinha, Jd.Olímpico, Jd. Nicéia, Jd. Yolanda, J. Europa, Vila Zilo, Parque das Nações, Comendador/Santista, Jd. Vitória, Cutuba, Parque Real, Jd. Andorfato, Parque Jaraguá, São Manoel, Vila Sta. Filomena, J. Gerson França, Jd. Marise, Jd. Maria Célia e Pousada da Esperança). Os primeiros núcleos de habitações irregulares começaram a se formar em meados da década de 1980, quando muitas pessoas que vinham de fora à procura de melhores condições de vida iam se afixando nos aglomerados subnormais, que se proliferaram pelo fato de Bauru nunca ter tido uma política de habitação e secretaria da habitação. Muitos destes pontos ocupados eram áreas públicas destinadas à criação de áreas verdes.

Religião

Tal qual a variedade cultural verificável em Bauru, são diversas as manifestações religiosas presentes na cidade. Embora tenha se desenvolvido sobre uma matriz social eminentemente católica, tanto devido à colonização quanto à imigração — e ainda hoje a maioria dos bauruenses declara-se católica —, é possível encontrar atualmente na cidade dezenas de denominações protestantes diferentes, assim como a prática do budismo, do islamismo, espiritismo, entre outras. Nas últimas décadas, o budismo e as religiões orientais têm crescido bastante na cidade. Também são consideráveis as comunidades judaica, mórmon, e das religiões afro-brasileiras. De acordo com dados do censo de 2000 realizado pelo IBGE, a população bauruense está composta por: católicos (62,37%), evangélicos (23,59%), pessoas sem religião (7,31%), espíritas (3,12%) e os demais divididos entre outras religiões. Segundo o censo brasileiro de 2022, a composição religiosa da cidade era de 43,94% católicos, 35,93% evangélicos ou protestantes, 3,77% espíritas, 1,48% umbandistas ou candomblecistas, 0,04% religião tradicional, 6,59% outras religiões, 8,2% irreligiosos, 0% desconhecidos e 0,05% não declarados.

Composição étnica

Em 2010, segundo dados do censo IBGE daquele ano, a população bauruense era composta por 243 028 brancos (70,66%); 17 041 pretos (4,95%); 78 039 pardos (22,69%); 5 394 amarelos (1,57%); e 435 indígenas (0,13%). No ano de 2010 havia 1 070 emigrantes que vieram de outras partes do estado de São Paulo e do Brasil, de acordo com o IBGE. A cidade recebeu um grande contingente de pessoas vindas de outras partes do país durante a Marcha para o Oeste, onde muitos afixaram-se na região com esperanças de melhores condições de vida. Por outro lado 1 070 saíram de Bauru para ir para outros países, sendo que 345 deles foram para o Japão (32,45%), 217 (20,28%) foram para os Estados Unidos e 63 (5,89%) para o Reino Unido.

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Política e administração

A administração municipal se dá pelo poder executivo e pelo poder legislativo. O primeiro a governar o município foi José Alves de Lima, que ficou no cargo de intendente entre janeiro e maio de 1896. A prefeita municipal é Suéllen Silva Rosim, do Partido Social Democrático (PSD), que venceu a eleição municipal em 2020 no segundo turno com 89.725 votos (na época pelo partido Patriota), totalizando 55,98% dos votos válidos. Na eleição municipal em 2024 no município, Suéllen Rosim foi reeleita prefeita. Suéllen tornou-se a primeira mulher a ser eleita prefeita de Bauru. O poder legislativo é constituído pela câmara, composta por 17 vereadores eleitos para mandatos de quatro anos (em observância ao disposto no artigo 29 da Constituição) e está composta da seguinte forma: duas cadeiras do Partido Social Liberal (PSL); duas cadeiras Democratas (DEM); duas cadeiras do Partido Progressista (PP); duas cadeiras do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB); uma cadeira do Republicanos (REP); uma cadeira do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB); uma cadeira do Partido Democrático Trabalhista (PDT); uma cadeira do Cidadania; uma cadeira do Partido dos Trabalhadores (PT); uma cadeira do Partido Social Democrático (PSD); uma cadeira do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB); uma cadeira do Patriota (PATRI); uma cadeira do Podemos (PODE). Cabe à casa elaborar e votar leis fundamentais à administração e ao executivo, especialmente o orçamento participativo (Lei de Diretrizes Orçamentárias).

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Economia

O Produto Interno Bruto (PIB) de Bauru é o maior da Microrregião de Bauru, o 18º maior do estado de São Paulo e o 68 de todo o país. De acordo com dados do IBGE, relativos a 2009, o PIB do município era de R$ 6 795 517 mil. 747 297 mil. eram de impostos sobre produtos líquidos de subsídios a preços correntes. O PIB per capita era de R$ 18 906,42. De acordo com o IBGE, a cidade possuía, no ano de 2010, 14 233 unidades locais e 13 613 empresas e estabelecimentos comerciais atuantes. 131 698 trabalhadores eram classificados como pessoal ocupado total e 114 667 categorizavam-se em pessoal ocupado assalariado. Salários juntamente com outras remunerações somavam 2 082 034 mil. reais e o salário médio mensal de todo município era de 2,9 salários mínimos. Até a década de 1940 a economia da cidade era totalmente dependente da agricultura, porém a localização privilegiada da cidade, situada em um grande entroncamento rodo-aéreo-hidro e ferroviário do Estado de São Paulo, a oferta de energia e de rede telefônica fizeram com que a indústria e o comércio fortalecerem-se no decorrer do século XX, especialmente na segunda metade deste.

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Infraestrutura

Saúde

Em 2009, o município possuía 149 estabelecimentos de saúde entre hospitais, pronto-socorros, postos de saúde e serviços odontológicos, sendo 49 deles públicos e 100 privados. Neles a cidade possuía 1 046 leitos para internação, sendo que 465 estão nos públicos e os 581 restantes estão nos privados. Em 2011 98,5% das crianças menores de 1 ano estavam com a carteira de vacinação em dia. Em 2010 foram registrados 4 429 nascidos, sendo que o índice de mortalidade infantil era de 11,3 a cada mil crianças menores de um ano de idade e 99,7% do total de nascidos vivos tiveram seus partos assistidos por profissionais qualificados de saúde. Neste mesmo ano 14,1% do total de mulheres grávidas eram de meninas que tinham menos de 20 anos. 11 817 crianças foram pesadas pelo Programa Saúde da Família, sendo que 0,1% delas estavam desnutridas.

Educação

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) médio entre as escolas públicas de Bauru era, no ano de 2009, de 5,1 (numa escala de avaliação que vai de nota 1 à 10), sendo que a nota obtida por alunos do 5º ano (antiga 4ª série) foi de 5,5 e do 9º ano (antiga 8ª série) foi de 4,7; o valor das escolas municipais e estaduais de todo o Brasil era de 4,0. Entre as instituições particulares o índice municipal sobe para 6,1 (6,4 de alunos do 5º ano e 5,9 de alunos do 9º ano). O município contava, em 2009, com aproximadamente 66 237 matrículas nas redes públicas e particulares. Segundo o IBGE, naquele mesmo ano, das 97 escolas do ensino fundamental, 48 pertenciam à rede pública estadual, 48 à rede pública estadual e 33 eram escolas particulares. Dentre as 51 instituições de ensino médio, 32 pertenciam à rede pública estadual e 19 às redes particulares. Em 2000, 10,5% das crianças de 7 a 14 anos não estavam cursando o ensino fundamental. A taxa de conclusão, entre jovens de 15 a 17 anos naquele ano, era de 66,5%. O índice de alfabetização da população 15 ou mais de idade, em 2010, era de 99,2%. Em 2006, para cada 100 meninas do ensino fundamental (de 7 a 14 anos), havia 105 meninos.

Habitação, serviços e comunicação

O primeiro sistema de abastecimento de água de Bauru foi instalado em 1912 pelo então intendente José Carlos de Freire Figueiredo, sendo que a empresa responsável pelo serviço de distribuição denominava-se Cia. de Água e Esgotos de Bauru. O sistema foi reinaugurado em 19 de abril de 1942, passando a retirar água do Rio Batalha, e anos mais tarde, pela Lei nº 1.006, de 24 de dezembro de 1962, foi criado o Departamento de Água e Esgoto de Bauru (DAE), órgão que desde então é o responsável pelos serviços públicos de água e esgoto na cidade. No começo de 2012 havia 29 poços profundos (mananciais subterrâneos), além da estação de captação do Rio Batalha, a qual abastece a 40% da população total. Há também duas estações de tratamento de esgoto (ETEs); a ETE Tibiriçá e a ETE Candeia, além de haver projetos para a construção de outra, a ETE Vargem Limpa, que deverá entrar em funcionamento a partir de 2020.

Criminalidade e segurança pública

Como na maioria dos municípios médios e grandes brasileiros, a criminalidade ainda é um problema em Bauru. Em 2008, a taxa de homicídios no município foi de 10,0 para cada 100 000 habitantes, ficando na 62ª posição a nível estadual e no 694° lugar a nível nacional. O índice de suicídios em 2008 para cada 100 000 habitantes também foi de 7,0, sendo o 66ª a nível estadual e o 735° a nível nacional. Na edição 2018 do Atlas da Violência, elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Bauru consta como a cidade com o melhor resultado relativo a taxa de homicídios e crimes violentos dentre as cidades com mais de 300 mil habitantes no Brasil. Considerando os 309 municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes, Bauru ocupa a 16ª posição.

Transportes

O município possui dois aeroportos, ambos de médio porte e administrados pelo Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (DAESP). O Aeroclube Estadual de Bauru foi inaugurado em 8 de abril de 1939, contando com pista asfaltada de 1 500 metros e um terminal de passageiros, sendo que sedia um aeroclube e uma oficina de aviões e planadores e está a menos de 3 km do centro da cidade. O Aeroporto Estadual Moussa Nakhl Tobias foi inaugurado em 2006, havendo um terminal de passageiros com 2 500 m², pista de 2 100 metros de extensão e pátio de manutenção de aeronaves. Há voos para São Paulo e Campinas. O aeroporto da cidade fica em uma região afastada do centro.

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Cultura

A responsável pelo setor cultural de Bauru é a Secretaria Municipal de Cultura, que tem como objetivo planejar e executar a política cultural do município por meio da elaboração de programas, projetos e atividades que visem ao desenvolvimento cultural. Ela foi criada em 1993, dividindo-se em dois departamentos, da Ação Cultural e de Patrimônio Histórico, sendo que este analisa as necessidades dos espaços culturais e da própria Secretaria e o outro promove a política municipal de defesa do patrimônio cultural. A cidade ainda é a terra natal de vários cantores, compositores e artistas que obtiveram destaque nacional ou mesmo internacional, tais como José Marciano, Luiz de Carvalho, Chico Dehira, Edson Celulari, Tina Kara, Paulo Villaça, Gustavo Haddad, além do astronauta Marcos Pontes, o jornalista Amauri Soares, entre outros. No perímetro urbano os principais atrativos são os vários hotéis, restaurantes, museus, bares, redes de fast-food, cinemas e shopping centeres, além de um calçadão no centro da cidade e concentração de lojas que se estende da região central para a sul. No Automóvel Clube de Bauru, por exemplo, inaugurado em 8 de abril de 1939, é comum a realização de eventos, sendo que tem um espaço amplo e possui traços arquitetônicos marcantes.

Artes cênicas

A cidade conta com vários espaços dedicados à realização de eventos culturais das áreas teatral e musical. O Teatro Municipal de Bauru é importante tanto na cidade e no estado e sempre traz muitas atrações e peças renomadas o ano todo e para todos os gostos. Eventualmente são realizadas apresentações musicais abertas ao público, feiras e exposições. Outro importante espaço é o Centro Cultural de Bauru foi inaugurado em 15 de março de 1942. A Secretaria de Cultura também se ocupa em oferecer aulas de artes à população. A Divisão de Ensino às Artes atende a mais de 500 alunos por semestre em cursos como violão, guitarra, flauta, balé clássico, jazz, street dance, dança moderna, teatro infantil, teatro adulto, desenho de observação, cerâmica e capoeira, formando ainda grupos de dança compostos por alunos e que representam a cidade em festivais de diferentes regiões do estado e até do Brasil.

Eventos

Bauru é uma dos municípios sede do Virada Cultural Paulista, que acontece todos os anos em vários municípios do estado de São Paulo, a exemplo do que ocorre na Virada Cultural da capital do estado. O evento é organizado na cidade desde 2007, com o intuito de promover em Bauru 24 horas ininterruptas de eventos culturais dos mais variados tipos, como espetáculos musicais dos mais variados gêneros musicais, peças de teatro, exposições de arte e história, entre outros. O Carnaval de Bauru já foi considerado na década de 1980 como o mais famoso do interior do estado. O Sambódromo Municipal de Bauru foi o segundo a ser inaugurado em todo o Brasil, sendo mais novo apenas que o Sambódromo da Marquês de Sapucaí. Ainda no início da década de 2000, houve transmissão dos desfiles de escolas de samba ao vivo via internet, então uma novidade, sendo que os desfiles sempre eram transmitidos até então via rádio e, menos comumente, por canais de televisão locais. No entanto, a partir de 2002, os desfiles oficiais foram suspensos, sem competição oficial. Em 2010 os desfiles retomaram e aos poucos os organizadores tentam fazer com que volte a ser um grande atrativo como nas décadas passadas.

Esporte

A cidade tem diversos clubes esportivos, dentre eles o Esporte Clube Noroeste, que além de ser o maior da cidade é também uma das mais tradicionais equipes do futebol paulista, tendo sido fundado em 1 de setembro de 1910. Seu estádio é o Estádio Alfredo de Castilho, o maior de Bauru, com capacidade para mais de 17 mil espectadores.[carece de fontes?] Destaca-se também o campeonato amador de futebol de Bauru, que possui 2 divisões com inúmeros clubes, com destaque para o Parquinho Futebol Clube, sendo o maior vencedor do amadorismo da cidade. Ainda no futebol, o município é conhecido por ter sido onde Pelé iniciou sua carreira, atuando nas categorias infanto-juvenil do Bauru Atlético Clube, antes de se transferir para o Santos.

Feriados

Em Bauru há dois feriados municipais, oito feriados nacionais e seis pontos facultativos. Os feriados municipais são o dia do aniversário da cidade, comemorado em 1 de agosto e sempre marcado por uma grande festa gratuita na cidade, e o Dia de Finados, celebrado a 2 de novembro. De acordo com a lei federal nº 9.093, aprovada em 12 de setembro de 1995, os municípios podem ter no máximo quatro feriados municipais de cunho religioso, já incluída a Sexta-Feira Santa.

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Fontes consultadas

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