Pesquisa · Mapa mental

Batalhão da Guarda Presidencial

O Batalhão da Guarda Presidencial (BGP), também conhecido como Batalhão Duque de Caxias, é uma unidade do Exército Brasileiro sediada em Brasília e subordinada ao Comando Militar do Planalto. É responsável pela segurança das sedes do Poder Executivo federal e outras áreas públicas, alternando com o 1.º Regimento de Cavalaria de Guardas a guarda do Palácio do Planalto, local de trabalho do Presidente da República. O batalhão tem tropas de choque e outros componentes, com uniformes históricos, que participam constantemente do cerimonial de Estado na capital federal. A unidade pode também servir como infantaria convencional e já participou de combate real na cidade em 1963, quando derrotou a Revolta dos sargentos.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 09/07/2026
01

Funções

O BGP é subordinado ao Comando Militar do Planalto, e assim, ao Exército e ao Ministério da Defesa, mas na prática tem um duplo comando, pois é acionado pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Ele é uma das unidades de “infantaria de guarda”, categoria com semelhanças à Polícia do Exército.[a] É composto por cinco companhias de Infantaria de Guardas, dentre as quais a 4ª e 5ª são tropa de choque especializada na garantia da lei e da ordem, uma Companhia do Cerimonial, uma Companhia de Comando e Serviço, uma banda de música e um Núcleo de Preparação de Oficiais da Reserva. Responsável pela segurança das sedes da Presidência, a unidade é estratégica. A guarda e o cerimonial do presidente, chefes de Estado e corpo diplomático estão a cargo do BGP. Suas sentinelas com uniformes históricos, remontando à época do Imperador Dom Pedro I, são presença marcante na Praça dos Três Poderes, onde alternam a cada seis meses a guarda do Palácio do Planalto com o 1º Regimento de Cavalaria de Guarda, os Dragões da Independência. A banda de música também participa de solenidades, como a abertura dos trabalhos do Congresso Nacional.

02

História

O ancestral da atual formação é o “Batalhão do Imperador” formado por D. Pedro I em 1823 para combater na Guerra de Independência do Brasil na Bahia. Tinha estado-maior e seis companhias, numerando 735 homens, tendo o coronel José Joaquim de Lima e Silva por comandante. O batalhão fez sua entrada triunfal em Salvador depois de expulsar as tropas portuguesas de Madeira de Melo. Em 1825 ele participou também da Guerra da Cisplatina. Luís Alves de Lima e Silva, o futuro Duque de Caxias, chegou a ser o subcomandante da unidade. Após a abdicação do Imperador em 1831, esse batalhão foi abolido. Sua segunda iteração foi o Batalhão de Guardas, criado em 1933 no Rio de Janeiro, então capital federal. Ele já usava seus uniformes solenes nessa época, e combateu a Intentona Comunista de 1935 e o Levante Integralista de 1938. Após a transferência da capital para Brasília em 1960, foi, conforme sua história oficial, também transferido e adotou a denominação atual. Enquanto isso, um decreto criou o 1.º Batalhão de Guardas no Rio de Janeiro. Existente até hoje, ele reivindica a mesma genealogia ao Batalhão do Imperador e Batalhão de Guardas, ressaltando que um núcleo foi enviado a Brasília para constituir o BGP.

Vídeos recomendados

Fontes consultadas

Continue pesquisando