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Batalha de Sekigahara

A Batalha de Sekigahara, ou popularmente conhecida como a "Divisão do Reino", foi o conflito decisivo ocorrido em 15 de setembro de 1600, que abriu caminho para a ascensão do Xogum Tokugawa Ieyasu ao poder do Japão. Após o seu desfecho, demorariam apenas 3 anos para Tokugawa consolidar seu poder sobre o clã Toyotomi, da casa de Osaka, e os outros daimyos contrários à casa de Edo dos Tokugawa. A batalha de Sekigahara é amplamente considerada como o começo não oficial do Xogunato Tokugawa - o último xogunato que exerceu controle sobre o Japão. Após o conflito, o Japão viveu um longo período de paz.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 22/07/2026
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Antecedentes e pretexto

Apesar de Toyotomi Hideyoshi ter unificado o Japão e consolidado o seu poder na sequência do Cerco de Odawara em 1590, a invasão japonesa da Coreia (1592-1598) enfraqueceu significativamente o poder do clã Toyotomi, bem como os lealistas e os burocratas que continuaram a servir e apoiar os Toyotomi, mesmo após a morte de Hideyoshi. A presença de Hideyoshi e de seu irmão Hidenaga mantinha sempre os dois lados em equilíbrio, mas na morte de ambos, os conflitos internos aumentaram desembocando em amplas hostilidades. Em razão da conhecida origem camponesa do clã Toyotomi, nem Hideyoshi tampouco seu herdeiro Hideyori poderiam ser reconhecidos ou aceitos como Xoguns. Notadamente, Katö Kiyomasa e Fukushima Masanori foram críticos dos burocratas, especialmente Ishida Mitsunari e Konishi Yukinaga. Tokugawa Ieyasu, aproveitando desta situação, os recrutou, redirecionando a animosidade no sentido de enfraquecer o clã Toyotomi.

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O princípio

Tokugawa Ieyasu estava em vantagem em termos de experiência, categoria, reputação e influência global no clã Toyotomi após a morte do Regente Maeda Toshiie. Os rumores começaram a espalhar-se afirmando que Ieyasu, naquele momento o único sobrevivente aliado de Oda Nobunaga, assumiria o legado de Hideyoshi assim como o de Nobunaga foi assumido. Apesar de ter uma reputação maior que Ishida, o exército de Ieyasu fora derrotado na Batalha de Kuisegawa e sofreram perdas significativas. Mais tarde, uma suposta conspiração para assassinar Ieyasu vem a tona, e muitos lealistas de Toyotomi, incluindo o filho de Toshiie, Toshinaga, foram acusados de participar e obrigados a se apresentar à autoridade de Ieyasu. No entanto, Uesugi Kagekatsu, um dos nomeados do Conselho de Cinco Regentes por Hideyoshi, desafiou Ieyasu montando seu exército. Quando Ieyasu o condenou oficialmente, ele exigiu ao chegar em Kyoto para que se explicasse perante o Imperador. Naoe Kanetsugu, o assessor-chefe de Kagekatsu, respondeu com uma contra-condenação demonstrando os abusos e violações de Ieyasu perante as regras de Hideyoshi, deixando-o furioso com isso.

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A batalha

Em seu Castelo de Sawayama, Ishida Mitsunari reuniu-se com Otani Yoshitsugu, Mashita Nagamori, e Ankokuji Ekei. Lá forjaram a aliança e convidaram Möri Terumoto, que na verdade não participou na batalha, para ser o líder. Mitsunari então oficialmente declarou guerra a Ieyasu e seu primeiro movimento foi sitiar o Castelo Fushimi, guardado pelo retentor de Tokugawa Torii Mototada em 19 de julho. Posteriormente, as forças de Mitsunari capturaram vários postos de Tokugawa na região de Kansai e dentro de um mês, as forças ocidentais haviam se mudado para a Província de Mino, onde Sekigahara foi localizado. Já em Edo, Ieyasu recebeu notícias da inesperada situação em Kansai e decidiu implantar suas forças. Tokugawa em pessoa comandou 30 mil homens e seus subordinados outros 40 mil. Esses por si só faziam o coro do Exército do Leste. Ele tinha alguns antigos daimyos a seu lado para enfrentar o Exército do Oeste enquanto dividia suas tropas marchando à oeste sobre Tokaido para o Castelo de Osaka.

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Queda do exército ocidental

Mesmo com a forças ocidentais tendo enormes vantagens tácticas, Ieyasu tinha já contactado muitos daimyo sobre o lado oeste, prometendo-lhes terras e clemência após a batalha se eles mudarem de lado. Isto levou alguns comandantes ocidentais que ocupavam cargos importantes a serem pressionados para enviar em reforços ou aderir à batalha que já estava em andamento. A batalha não ia bem para Ieyasu, Ii Naomasa e Torii Mototada foram mortos por Ukita Hideie e Ankokuji Ekei. Os canhões que Tokugawa usava para se defender foram capturados por Shima Sakon deixando Tokugawa completamente sem defesa. Ieyasu começou a ficar desesperado, pois estava completamente cercado, Mori Hidemoto e Kobayakawa Hideaki eram dois dos daimyo que Ieyasu contatou e estavam em posições importantíssimas para o Exército do Oeste. Hidemoto fora convencido pelas propostas de Ieyasu e assim convenceu também a Kikkawa Hiroie.

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Ascensão do Xogunato Tokugawa

Tokugawa Ieyasu redistribuiu as terras e feudos dos participantes, geralmente recompensando os que lhe ajudaram e desapropriando, punindo, ou exilando os que lutaram contra ele. Ao fazê-lo, ele ganhou controle de muitos ex-territórios de Toyotomi. Em seguida da execução pública de Ishida Mitsunari, Konishi Yukinaga e Ankokuji Ekei, a influência e a reputação do clã Toyotomi e seus lealistas remanescentes diminuiu drasticamente. Na época, a batalha fora considerada apenas como um conflito interno entre vassalos de Toyotomi. Entretanto, após Ieyasu se tornar Xogum, uma posição deixada vaga desde a queda do Xogunato Ashikaga 27 anos antes, a batalha foi vista como um evento de maior importância. Em 1664, Hayashi Gahō, historiador de Tokugawa e reitor de Yushima Seido, resumiu as consequências da batalha: "Malfeitores e bandidos foram expurgados e todo o território entregue ao Senhor Ieyasu, louvando o estabelecimento da paz e exaltando sua virtude marcial. Que essa gloriosa era que ele fundou continue por milhares e milhares de gerações, pela duração do céu e da terra."

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Sementes da Discórdia

Embora a maioria dos clãs estivesse satisfeita com sua nova situação, houve muitos clãs, em especial os do lado ocidental, que ficaram insatisfeitos com sua desapropriação ou o que consideraram uma punição desonrosa. Três clãs em particular não aceitaram o pós-guerra de bom grado: Os descendentes destes três clãs viriam em dois séculos colaborar para derrubar o Xogunato Tokugawa, levando à Restauração Meiji.

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Miyamoto Musashi

Segundo a tradição, o lendário ronin Miyamoto Musashi estava presente na batalha entre as fileiras do exército de Ukita Hideie. Supostamente, ele lutou bem e escapou da derrota das forças da Hideie ileso. Se isto é verdade ou mito é desconhecido; Musashi teria cerca de 17 anos de idade na época.

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