Batalha de Oudenaarde
A Batalha de Oudenaarde, ocorrida em 11 de julho de 1708, foi um confronto crucial na Guerra da Sucessão Espanhola. Uma força da Grande Aliança, com cerca de oitenta mil homens sob o comando do Duque de Marlborough, Henrique de Nassau (Lorde Overkirk) e do Príncipe Eugênio de Sabóia, enfrentou oitenta e cinco mil soldados franceses liderados pelo Duque da Borgonha e pelo Duque de Vendôme. A batalha, travada perto de Oudenaarde, nos Países Baixos Espanhóis, resultou em uma vitória expressiva para a Grande Aliança. Este triunfo garantiu a conquista de diversos territórios franceses, conferindo uma vantagem estratégica e tática significativa para a aliança naquela fase da guerra. O conflito em si surgiu da apreensão da Inglaterra, da República Holandesa e dos Habsburgos com a possibilidade da Casa de Bourbon francesa suceder o falecido Rei Carlos II da Espanha, o que uniria as duas nações e seus vastos impérios.
Pontos-chave
- A Batalha de Oudenaarde foi um confronto decisivo na Guerra da Sucessão Espanhola.
- A Grande Aliança, liderada por Marlborough e Eugênio de Sabóia, obteve uma vitória expressiva sobre as forças francesas.
- A batalha ocorreu em 11 de julho de 1708, perto da cidade de Oudenaarde.
- A vitória garantiu à Grande Aliança a conquista de territórios franceses, alterando o curso da guerra.
- O conflito maior visava impedir a união dos impérios espanhol e francês sob a Casa de Bourbon.
A Guerra da Sucessão Espanhola (1701-1714) eclodiu após a morte do rei Carlos II da Espanha em 1700, sem herdeiros diretos. A disputa pela sucessão entre as famílias Habsburgo (austríaca) e Bourbon (francesa) ameaçava o equilíbrio de poder na Europa. Carlos II legou a coroa espanhola a Filipe, neto de Luís XIV da França, o que gerou forte oposição do Reino da Inglaterra, do Sacro Império Romano e da República Holandesa, que formaram a Grande Aliança em apoio a Carlos, arquiduque da Áustria. Inicialmente, a França obteve vantagens, mas derrotas em Blenheim e Ramillies levaram a um impasse, impedindo avanços significativos de ambos os lados.
A batalha começou com a captura de soldados franceses pela cavalaria aliada, alertando a vanguarda francesa. Ao avançar, o Tenente-General Charles-Armand de Gontaut, duque de Biron, foi surpreendido pela presença de grande número de soldados aliados já do outro lado do rio. Apesar das ordens de ataque, Biron hesitou ao constatar a força aliada, especialmente a infantaria que reforçava as pontes. As forças de Biron eram inferiores em número e o terreno pantanoso desaconselhava o uso da cavalaria. O Príncipe Eugênio, com cavalaria prussiana, ocupou posições estratégicas. A principal brigada britânica, sob o comando de John Campbell, 2º Duque de Argyll, chegou e Cadogan, com autoridade de Marlborough, atacou a infantaria de Biron. Mercenários suíços foram repelidos, e as unidades de Biron foram destruídas até encontrarem a cavalaria francesa, onde a força aliada, em menor número, foi forçada a recuar.
O exército francês retirou-se desordenadamente em direção a Ghent, com os comandantes, Duque da Borgonha e Duque de Vendôme, trocando acusações sobre a derrota. A retirada foi facilitada pelo anoitecer e pela quebra de pontes flutuantes, evitando uma aniquilação completa. Surpreendentemente, cerca de metade das forças francesas disponíveis permaneceu na reserva, sem participar do combate. Uma grande massa de cavalaria e infantaria francesa, juntamente com tropas da Borgonha, permaneceu inativa ao norte do Rio Norken, sem intervir mesmo quando a situação se deteriorou com a chegada das tropas holandesas de Overkirk. A inação de parte do exército francês foi atribuída, em parte, à crença de que o terreno à frente era intransitável para a cavalaria.


