Batalha de Pehuajó
A Batalha de Pehuajó, também conhecida como Batalha de Corrales ou Batalha de Itati, sob o contexto da Guerra do Paraguai, foi travada em 31 de janeiro de 1866.
Após a invasão paraguaia do Brasil e o bombardeio de Paysandú (dezembro de 1864 - janeiro de 1865) o Paraguai declara guerra ao Brasil visto que ambos os países assinaram um tratado em que garantiriam a independência uruguaia (embora a validade do tratado seja contestada). Usando este argumento o Paraguai o fez para defender o governo blanco uruguaio. Depois de uma vitoriosa mas ineficaz campanha em Mato Grosso, as tropas do presidente Paraguaio, Marechal de Campo Francisco Solano López pretendiam alcançar o Uruguai através da província argentina de Entre Rios. Enquanto Mitre foi secretamente dando apoio militar ao golpe de estado no Uruguai e permitindo que as tropas passassem por território argentino, ele negou o acesso das tropas paraguaias. Isto levou à declaração de Guerra do Paraguai à Argentina e, mais tarde, resultou na Campanha de Corrientes. Depois de várias derrotas do Exército Paraguaio em Corrientes (onde em Gen. Wenceslao Robles recusou-se a obedecer as ordens de López de avançar até uma posição perigosa e muito distante das linhas de suprimentos) e em Uruguaiana (onde o General Antonio de la Cruz Estigarribia, por sua própria vontade, entrou em uma armadilha, se rendendo com 10 000 homens), os soldados "guaranis" tinham se retirado da Argentina, depois de duras batalhas com geral Wenceslao Paunero e seus homens.
As tropas paraguaias se retiraram para seu próprio território, protegidos pela Fortaleza de Itapirú. O general Conesa, líder dos aliados, tentou capturar os fugitivos retrocedendo logo em seguida pelo alto risco da operação, permitindo assim que os paraguaios pudessem organizar contra-ataques. Solano López entendeu isso e enviou uma pequena incursão de cerca de 100 a 200 homens através do rio contra postos aliados. Mais notáveis foram as incursões dos dias 13, 16, 17, 19 e 25 de janeiro. Em 29 de janeiro de 1866, 400 paraguaios atravessaram orio Paraná e expulsaram os argentinos de Corrales (Correntina Paso de la Patria). O presidente Mitre ordenou ao Coronel Conesa recapturar Corrales. Ainda, no dia 31, o Presidente López enviou uma nova força 1.200 homens sob o comando do Tenente Coronel José Eduvigis Diaz, mas organizados em três unidades. A primeira, sob o comando do Tenente Celestino Prieto dirigiu-se para Corrales, a segunda sob o comando do Tenente-coronel Saturnino Viveros dirigiu-se para o forte de Itapiru, enquanto a terceira foi posto na reserva.
Apesar da vitória obtida pelo Exército Paraguaio, Lopez nunca mais organizou um assalto similar com suas tropas contra os aliados. Os Paraguaios embarcaram em seus navios na noite de 1 de fevereiro, de volta a Itapiru. O general Bartolomé Mitre, elogiou a coragem dos soldados argentinos (incluindo entre as mortes de Juan Serrano e Bernabé Márquez), mas exortou as suas tropas que tivessem mais cautela em futuros combates. A Fortaleza de Itapiru, eventualmente, iria cair em 5 de abril de 1866. A cidade argentina de Pehuajó tem o seu nome em honra do seu fundador, Dardo Rocha, veterano que lutou nesta batalha.==Referências==


