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Batalha de Dorileia

A Batalha de Dorileia ocorreu durante a Primeira Cruzada, a 1 de julho de 1097. Nas proximidades da cidade de Dorileia, perto da atual Esquixequir, na Anatólia, as forças cruzadas foram emboscadas pelos turcos seljúcidas e danismêndidas, mas acabariam por sair vitoriosas.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 17/10/2026
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Antecedentes

A Primeira Cruzada avançava sobre a Anatólia e conquistara Niceia (atual İznik), a capital do Sultanato de Rum, do seljúcida Quilije Arslã I. Do lado cristão, a inicial desconfiança dos cruzados quanto aos seus aliados bizantinos fora agravada na sequência do cerco de Niceia: Aleixo I Comneno negociara a rendição da cidade sitiada ao Império Bizantino, impedindo a glória da conquista e a pilhagem de Niceia, que traria dinheiro e provisões para a cruzada. Para simplificar o problema de obter provisões para tão grande número de peregrinos, ao sair da região a 26 de junho, os cruzados dividiram-se em dois exércitos, o que resultou numa lacuna de cerca de cinco quilómetros entre a vanguarda e a força principal na retaguarda: Na travessia em diagonal do planalto anatólio, o trajecto da cruzada passava próximo às ruínas da antiga cidade de Dorileia (Dorylaeum em latim, actualmente pensa-se que Esquixequir foi construída nesse local), uma zona montanhosa na margem norte do rio Timbres, propícia para emboscadas. Foi lá que o exército de Boemundo acampou ao anoitecer do dia 30 de junho, depois de uma marcha de três dias durante a qual se tinham apercebido de estarem a ser seguidos por batedores turcos - e no dia anterior tinham sido informados que o inimigo planeava uma emboscada.

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Batalha

Na madrugada de 1 de julho, os normandos de Boemundo de Taranto foram surpreendidos pelo ataque rápido dos arqueiros turcos a cavalo que, usando uma táctica de cavalaria ligeira, disparavam as suas flechas e depois eram substituídos na linha da frente. Deste modo dizimaram peregrinos cristãos não-combatentes e soldados sem armadura - não conseguindo fugir e tomados de pânico, estes estavam demasiadamente desorientados para formar linhas de batalha. Os cavaleiros cruzados montaram rapidamente nos seus cavalos, mas as respostas esporádicas que conseguiram criar não detinham os inimigos. Boemundo ordenou-lhes que desmontassem e formassem uma linha defensiva, e conseguiu com dificuldade reunir os soldados de infantaria e não-combatentes no centro do campo; as mulheres transportavam água no campo de batalha, geralmente a função de membros de baixo estatuto em um exército. Apesar de ter criado alguma protecção para os mais vulneráveis, esta organização dava mais liberdade à estratégia preferida dos turcos - investir sobre o campo disparando as suas flechas e retirar rapidamente antes de uma resposta cruzada. Ainda que não conseguissem vitimar facilmente os cavaleiros cristãos que mantinham as suas armaduras pesadas, cavalos e outros combatentes sofreram um grande número de baixas.

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Consequências

As perdas de ambos os lados terão sido pesadas, talvez 4 000 cruzados e 3 000 turcos, o número indicado por Alberto de Aquisgrão. Os turcos fugiram e depois o sultão seljúcida teve de se concentrar nos seus territórios do leste. Os cruzados conseguiram mesmo tornar-se ricos, pelo menos por um curto período de tempo, ao tomar o campo de Quilije Arslã I. Lá encontraram uma grande quantidade de víveres, magníficas tendas ornamentadas, tesouros do sultão e animais, entre os quais um grande número de camelos. A marcha pela Anatólia prosseguiu sem mais resistência significativa até à chegada a Antioquia. O obstáculo durante os quase três meses da travessia seria a falta de provisões e o calor do Verão na planície turca. Em outubro iniciariam a sua mais desesperada batalha, o cerco de Antioquia.

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