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Batalha de Almançora

A Batalha de Almançora ocorreu entre 8 e 11 de fevereiro de 1250, no Egito, perto da atual cidade de Almançora. Foi um confronto crucial entre os cruzados, liderados pelo rei Luís IX da França, e as forças aiúbidas, comandadas pela sultana Xajar Aldur e seus vizires Facradim ibne Xaique, Fariçadim Actai e Baibars.

Fonte: Wikipédia (pt)Texto didático por IAAtualizado em 24/10/2026

Pontos-chave

  • A Sétima Cruzada visava enfraquecer a dinastia Aiúbida e reconquistar a Terra Santa.
  • Os cruzados desembarcaram em Damieta em junho de 1249 e a ocuparam sem resistência.
  • A Batalha de Almançora viu a ascensão dos mamelucos como líderes militares egípcios.
  • Apesar de uma vitória inicial, os cruzados foram cercados e sofreram pesadas perdas.
  • A derrota final na Batalha de Fariscur resultou na captura do rei Luís IX e no fim da Sétima Cruzada.
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O Contexto da Sétima Cruzada

Em meados do século XIII, os cruzados viam o Egito como a principal barreira para a retomada de Jerusalém. O Papa Inocêncio IV apoiou a Sétima Cruzada, liderada por Luís IX da França, com o objetivo de desmantelar a dinastia Aiúbida e recuperar a Terra Santa. Uma tentativa de aliança com os mongóis falhou, pois estes exigiram submissão dos europeus. A frota cruzada partiu em 1248, chegando ao Egito e desembarcando em Damieta em junho de 1249. Após a retirada da guarnição aiúbida, os cruzados ocuparam Damieta, que estava deserta. A evacuação da cidade gerou pânico e a declaração de emergência geral (al-Nafir al-Am). Os muçulmanos empregaram táticas de guerrilha, capturando muitos cruzados. Com a chegada de reforços e a notícia da morte do sultão aiúbida Sale Aiube, os cruzados avançaram em direção ao Cairo. A viúva do sultão, Xajar Aldur, escondeu a notícia da morte e convocou o herdeiro, Turã Xá, para liderar o exército.

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A Batalha de Almançora

Os cruzados se aproximaram do exército muçulmano pelo canal de Asmum. Um guia local mostrou-lhes um caminho através de um banco de areia. Liderados por Roberto de Artésia, com os Cavaleiros Templários e um contingente inglês, os cruzados lançaram um ataque surpresa ao acampamento egípcio em Gideila, avançando em direção a Almançora. As forças egípcias passaram a ser lideradas pelos mamelucos Fariçadim Actai e Baibars, que conseguiram conter o ataque e reorganizar as tropas. Baibars permitiu que os cruzados entrassem na cidade, onde foram cercados e atacados pelas forças egípcias e pela população local. Roberto de Artésia, Guilherme de Salisbury e a maioria dos Cavaleiros Templários foram mortos. Os sobreviventes recuaram e fortificaram seu acampamento. Em 9 de fevereiro, os aiúbidas atacaram, mas foram repelidos. Na manhã de 11 de fevereiro, uma ofensiva muçulmana com fogo grego foi lançada, mas os cruzados resistiram, resultando em uma vitória franca naquele dia.

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As Consequências da Batalha

Após a batalha, os egípcios recuaram para Almançora, enquanto os cruzados ocuparam o acampamento abandonado. Apesar da vitória tática, os cruzados estavam encurralados em frente a Almançora, sem condições de avançar e sem receber reforços esperados. Uma epidemia de peste atingiu o exército cruzado. Luís IX tentou negociar a troca do porto de Damieta por Jerusalém e cidades sírias, mas a oferta foi rejeitada. Em 5 de abril, os cruzados, enfraquecidos pela doença, recuaram para Damieta, perseguidos pelas forças muçulmanas. Na Batalha de Fariscur, a última grande confrontação da Sétima Cruzada, o exército cruzado foi aniquilado e Luís IX foi capturado em 6 de abril. Na Europa, notícias falsas sobre vitórias francesas circularam, mas a verdade sobre a derrota e a captura do rei levou à Cruzada dos Pastores.

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