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Desembarques na Normandia

Os desembarques na Normandia consistiram nas operações de desembarque que ocorreram na terça-feira, 6 de Junho de 1944, da invasão dos Aliados da Normandia na Operação Overlord durante a Segunda Guerra Mundial. Com o nome de código Operação Neptuno e muitas vezes referido como o Dia D, foi a maior invasão por mar da história. A operação deu início à libertação dos territórios ocupados da Europa noroeste pelos alemães do controlo nazi e implantou os alicerces da vitória dos Aliados na Frente Ocidental.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 22/07/2026
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Antecedentes

Após a invasão da União Soviética pelo exército alemão em Junho de 1941, o líder soviético Josef Stalin começou a pressionar os seus novos aliados para a criação de uma segunda frente na Europa Ocidental. No final de Maio de 1942, a União Soviética e os Estados Unidos fizeram um anúncio conjunto de que "... foi alcançado um completo entendimento em relação à necessidade urgente da criação de uma segunda frente na Europa em 1942". No Entanto, o Primeiro-Ministro britânico Winston Churchill convenceu o Presidente norte-americano Franklin D. Roosevelt a adiar prometida invasão pois, mesmo com a ajuda norte-americana, os Aliados não tinham as forças adequadas para essa acção. Em vez de um regresso imediato a França, os Aliados ocidentais passaram por ofensivas no Teatro de Operações do Mediterrâneo, onde as tropas britânicas já estavam estacionados. Em meados de 1943, a campanha no Norte de África foi bem-sucedida. Em seguida, os Aliados deram início à invasão da Sicília em Julho de 1943, e, posteriormente, invadiram o continente italiano em Setembro do mesmo ano. Até então, as forças soviéticas estavam na ofensiva e obtiveram uma grande vitória na Batalha de Estalingrado. A decisão de empreender uma invasão atravessando o canal no ano seguinte foi tomada na Conferência Trident em Washington, em Maio de 1943. O planeamento Inicial foi restringido pelo número de embarcações de desembarque, a maioria dos quais já estavam em operação no Mediterrâneo e Pacífico. Na Conferência de Teerão, em Novembro de 1943, Roosevelt e Churchill prometeram a Estaline que iriam abrir a tão adiada segunda frente em Maio de 1944.

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Operações

Operação Overlord foi o nome atribuído para o estabelecimento de bases no Continente. A primeira fase, a invasão anfíbia e estabelecimento de uma base de partida segura, tinha o nome de código Operação Neptuno. Para obter a superioridade aérea necessária para garantir o sucesso da invasão, os Aliados realizaram uma campanha de bombardeamentos (nome de código Operação Pointblank) direccionados às indústrias de produção de aeronaves, abastecimento de combustível e aeródromos. Nos meses que precederam a invasão, foram realizadas acções de engodo, com o nome de código Operação Bodyguard, para impedir que os alemães tivessem conhecimento do local e hora da invasão. Os desembarques seriam precedidos por operações aerotransportadas perto de Caen, no flanco oriental, para controlar as pontes do rio Orne e a zona norte de Carentan no flanco oeste. Os norte-Americanos que desembarcariam nas praias de Utah e Omaha, teriam o objectivo de capturar Carentan e St. Lô no primeiro dia e, em seguida, bloquear a península de Cotentin e, eventualmente, capturar as instalações portuárias em Cherbourg. Os britânicos das praias de Sword e Gold e os canadianos da praia Juno, iriam proteger o flanco norte-americano e tentar estabelecer aeroportos perto de Caen. Numa segunda fase, seria realizada uma tentativa para conquistar todo o território a norte da linha Avranches-Falaise nas três semanas seguintes. Montgomery previa uma batalha com cerca de noventa dias de duração, até todas as forças Aliadas terem alcançado o rio Sena.

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Planos de engodo

Debaixo da protecção da Operação Bodyguard, os Aliados realizaram diversas operações concebidas para iludir os alemães em relação à data e ao local dos desembarques Aliados. A Operação Fortitude incluía Fortitude Noth, uma campanha de desinformação que utilizava transmissões de rádio falsas para levar os alemães a crer que estava iminente um ataque na Noruega, e Fortitude South, que consistia na informação, falsa, da criação de um fictício Primeiro Grupo de Exército dos Estados Unidos, sob o comando do tenente-general George S. Patton, supostamente localizada em Kent e Sussex. Fortitude South tinha a intenção de enganar os alemães levando-os a acreditar que o ataque principal teria lugar em Calais. Mensagens genuíno de rádio do 21.º de Grupo de Exército foram encaminhados para Kent via telefone fixo e, em seguida, difundidas, para dar aos alemães a impressão de que a maioria das tropas Aliadas estava lá estacionada. Patton esteve em Inglaterra até 6 de Julho, continuando, assim, a enganar os Alemães e levando-os a crer que um segundo ataque teria lugar em Calais.

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Condições meteorológicas

Os estrategas da invasão determinaram um conjunto de condições que envolviam as fases da Lua, as marés, e a hora do dia que seria satisfatório em apenas alguns dias em cada mês. Uma Lua cheia era desejável, pois iria fornecer uma iluminação aos pilotos dos aviões e dar origem a marés mais altas. Os Aliados queriam agendar os desembarques para pouco antes do amanhecer, a meio caminho entre a maré baixa e alta, no período da vazante. Isso iria melhorar a visibilidade dos obstáculos na praia, além de minimizar a quantidade de tempo que os homens estariam expostos a céu aberto. Eisenhower pensado no dia 5 de Junho como data para o assalto. No entanto, a 4 de Junho, as condições eram inadequadas para um desembarque: os ventos fortes e o mar agitado tornaram impossível realizar o lançamento de embarcações de desembarque, e as nuvens baixas iriam impedir que aeronaves encontrassem os seus alvos.

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Ordem de batalha das forças alemãs

A Alemanha nazi tinha à sua disposição cinquenta divisões em França e Países Baixos, com mais dezoito estacionados na Dinamarca e na Noruega. Quinze divisões estavam em processo de formação na Alemanha. As perdas em combate durante a guerra, especialmente na Frente Oriental, significavam que os alemães já não tinham uma reserva de homens jovens. Os soldados alemães eram, agora, em média, seis anos mais velhos do que suas contrapartes Aliadas. Muitos na área da Normandia eram Ostlegionen (legiões do leste) – conscritos e voluntários da Rússia, da Mongólia e outras áreas da União Soviética. Foram fornecidos principalmente com equipamentos capturado de baixa qualidade e não tinham transporte motorizado. Muitas unidades alemãs estavam fragilizadas.

Península de Cotentin

As forças Aliadas que desembarcaram na praia "Utah" enfrentaram as seguintes unidades alemãs estacionadas na península de Cotentin:

Sector Grandcamps

Os americanos que desembarcaram na praia "Omaha" enfrentaram as seguinte tropas alemãs: As forças Aliadas que desembarcaram na praia "Gold" e "Juno" enfrentaram os seguintes elementos da 352.ª Divisão de Infantaria alemã:

Forças em redor de Caen

As forças Aliadas que atacaram as prais de "Gold", "Juno" e "Sword" enfrentaram as seguintes unidades alemãs:

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Muralha do Atlântico

Alarmado com as incursões em St Nazaire e Dieppe em 1942, Hitler ordenou a construção de fortificações ao longo de toda a costa Atlântica, desde a Espanha até à Noruega, para proteger contra a prevista invasão dos Aliados. Ele imaginou de 15 mil posições ocupadas por 300 mil tropas, mas a falta de recursos, particularmente de betão e mão de obra, fez com que a maioria das fortificações e obstáculos nunca fossem construídas. Como o local de invasão esperado era Pas-de-Calais, esta zona foi fortemente protegida. Na região da Normandia, as melhores fortificações foram concentradas nas instalações portuárias em Cherbourg e Saint-Malo. Rommel foi designado para supervisionar a construção de novas fortificações ao longo da esperada frente de invasão frente, que se estendiam desde a Holanda até Cherbourg, e foi-lhe dado o comando do recém-formado Grupo de Exércitos B que inclui o 7.º Exército, o 15.º Exército e as forças que guardavam a Holanda. As tropas de reserva para este grupo incluíam a 2.ª, 21.ª e 116.ª Divisões Panzer.

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Reserva de blindados

Rommel acreditava que a melhor hipótese que a Alemanha tinha era parar a invasão na praia. Solicitou que as reservas blindadas, especialmente tanques, fossem estacionadas o mais perto possível da costa. Rundstedt, Geyr e outros comandantes superiores opuseram-se. Eles acreditavam que a invasão não poderia ser travada nas praias. Geyr argumentou a favor de uma doutrina convencional: manter as formações Panzer concentradas numa posição central em torno de Paris e Rouen, mobilizá-las apenas quando as forças Aliadas principais tivessem sido identificadas. Também observou que, na Campanha italiana, as unidades blindadas estacionadas perto da costa tinham sido danificadas por bombardeamentos navais. Rommel achou que, por causa da supremacia aérea Aliada, o movimento em larga escala de tanques não seria possível com a invasão em curso. Hitler tomou a decisão final, que foi deixar três divisões Panzer sob o comando de Geyr e dar a Rommel o controlo operacional de mais três reservas. Hitler assumiu o controlo pessoal de quatro divisões como reservas estratégicas, só para serem usadas com a sua ordem directa.

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Ordem de batalha dos Aliados

Comandante, SHAEF: General Dwight D. Eisenhower Comandante, 21.º Grupo de Exército: General Bernard Montgomery

Zonas norte-americanas

Comandante, Primeiro Exército (Estados Unidos): Tenente-General Omar Bradley O contingente do Exército ascendia a cerca de 73 mil homens, incluindo 15,6 mil das divisões aerotransportadas

Zonas britânicas e canadianas

Comandante do Segundo Exército (Grã-Bretanha e Canadá): Tenente-General Sir Miles Dempsey No geral, o contingente do Segundo Exército consistia de 83 115 homens, 61 715 deles britânicos. As unidades navais e aéreas de apoio britânicas incluíam um grande número de pessoal das nações Aliadas, incluindo vários esquadrões da RAF dirigidos por tripulação das colónias. Por exemplo, a contribuição australiana para a operação incluiu um esquadrão regular da Royal Australian Air Force (RAAF), nove esquadrões Article XV, e centenas de funcionários ligado às unidades da RAF e navios de guerra RN. A RAF forneceu dois terços das aeronaves envolvidas na invasão.

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Coordenação com a Resistência francesa

Através do Estado-maior des Forces Françaises de l'Intérieur (Forças Francesas do Interior) baseadas em Londres, o Executivo de Operações Especiais britânico organizou uma campanha de sabotagem a ser implementada pela Resistência francesa. Os Aliados desenvolveram quatro planos para a Resistência levar a cabo no Dia D e nos dias seguintes: A resistência foi informada para realizar aquelas acções através de mensagens de pessoais transmitidas pelo serviço francês da BBC de Londres. Várias centenas de mensagens, as quais podem consistir em trechos de poesia, citações de literatura, ou frases aleatórias, foram regularmente transmitidos, mascarando as poucas que eram realmente significativas. Nas semanas que antecederam os desembarques, foram distribuídas listas de mensagens e os seus significados aos grupos de resistência. Um aumento na actividade de rádio no dia 5 de Junho foi correctamente interpretado pelos serviços de informação alemães como uma invasão iminente ou em curso. No entanto, devido ao elevado volume de mensagens falsas anteriores e à desinformação, a maioria das unidades ignorou o aviso.

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Actividade naval

As operações navais para a invasão foram descritas pelo historiador Correlli Barnett como um "uma obra-prima de planeamento nunca ultrapassada". No comando geral estava o almirante britânico Sir Bertram Ramsay, que tinha servido como Oficial de Bandeira em Dover durante a evacuação de Dunkirk quatro anos antes. Foi também responsável pelo planeamento naval da invasão do Norte de África em 1942, e por uma das duas frotas de transporte de tropas para a invasão da Sicília no ano seguinte. A frota de invasão era composta por 6 969 embarcações de oito países: 1 213 navios de guerra, 4 126 embarcações de desembarque de vários tipos, 736 embarcações auxiliares e 864 navios mercantes. A maioria da frota era de origem britânica, a qual forneceu 892 navios de guerra e 3 261 embarcações de desembarque. REF 77 As tropas de marinha ascendiam a 195 700. A frota de invasão foi separada entre Força Naval Ocidental (comandada pelo almirante Alan G Kirk) para dar apoio aos sectores norte-americanos, e Força Naval Oriental (comandada pelo almirante Sir Philip Vian) nos sectores britânico e canadiano. A frota incluía cinco couraçados, 20 cruzadores, 65 contratorpedeiros e dois monitores As embarcações alemãs na zona no Dia D consistiam em três barcos-torpedos, 29 lanchas de ataque rápidas, 36 barcos R e 36 caça-minas e barcos-patrulha REF 91 Os alemães também possuíam vários U-Boot, e todas as aproximações às praias tinham sido densamente minadas.

Perdas navais

Às 05h10, quatro embarcações-torpedo chegaram perto da Força Leste e lançaram quinze torpedos, afundando o contratorpedeiro norueguês HNoMS Svenner ao largo da praia Sword, falhando osmas falta dos couraçados HMS Warspite e HMS Ramillies. Depois do ataque, as embarcações alemãs fugiram para leste paras uma cortina de fumo que tinha sido lançada pela RAF para proteger a frota da artilharia de longo alcance em Le Havre. As perdas Aliados devido às minas incluíram o USS Corry ao largo de Utah e o USS PC-1261, um barco-patrulha de 57 m. Para além disso, muitas embarcações de desembarque foram destruídas.

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Fontes consultadas

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