Basílio I, o Macedónio
Basílio I, o Macedônio(pt-BR) ou o Macedónio(pt-PT?) foi imperador bizantino fundador da mais esplendorosa dinastia do Império Bizantino, a macedónica.
Era considerado um dos maiores imperadores, porém a opinião dos historiadores modernos é menos lisonjeira, uma vez que se torna mais claro que as reformas associadas ao o seu nome foram efetivamente iniciadas no reinado do seu antecessor Miguel III, o Ébrio, que Basílio mandou matar. Com a dinastia macedónica, ocorreram reformas políticas e campanhas militares que devolveram ao império o status de potência após a expansão muçulmana do século anterior.
Desde os seus próprios dias que a origem étnica de Basílio I tem sido a fonte de abundante controvérsia. Segundo a tradição que já vigorava no seu próprio reinado, Basílio teria ascendência arménia e seria um descendente afastado de uma família nobre da Arménia. Os seus pais terão sido, provavelmente, camponeses arménios que foram deslocados para o tema da Macedónia (uma divisão administrativa correspondente à região de Adrianópolis na Trácia e que nada tem a ver com a Macedónia histórica) de acordo com o que era comum no Império Bizantino. Passou parte da sua infância em cativeiro na Bulgária, para onde a sua família tinha sido levada como prisioneiros de Crum em 813. Juntamente com muita da população cativa reinstalada, Basílio conseguiu escapar por volta de 836 e teve a sorte de ser admitido ao serviço de Teofilitzes, um parente do césar Bardas (tio do Imperador Miguel III, o Ébrio), como pajem.
Basílio I deu início a uma nova era na história do império, associada à dinastia da qual foi o fundador. Foi um período de expansão territorial, durante o qual o império se tornou no estado mais poderoso da Europa. Para reforçar a sua posição e a da sua família no trono, Basílio associou ao trono o seu filho mais velho Constantino (em 869) e o seu segundo filho Leão (em 870). Por causa do grande trabalho legislativo que Basílio empreendeu, e que pode ser descrito como um ressuscitar da legislação de Justiniano I, este imperador é muitas vezes chamado "o segundo Justiniano". As leis de Basílio foram compiladas na Basilica, que consistia em sessenta livros, e em manuais jurídicos mais curtos conhecidos como os Prochiron e os Eisagoge. Leão VI, o Sábio completou estas obras jurídicas. A política financeira de Basílio foi prudente. A sua política eclesiástica ficou marcada pelas boas relações com Roma. Um dos seus primeiros actos como imperador foi exilar o patriarca Fócio e repôr no seu o lugar o rival daquele, Inácio, cujas pretensões eram apoiadas pelo papa Adriano II. As boas relações com Roma iam, porém, só até certo ponto: a decisão de Bóris I da Bulgária de sujeitar a nova igreja búlgara ao patriarcado de Constantinopla foi um grande golpe para Roma, que ambicionava ela própria essa posição. Com a morte, porém, de Inácio em 877, Fócio retomou o lugar de patriarca e verificou-se um corte material, embora nunca formal, com Roma. Este foi um acontecimento decisivo no conflitos que levariam ao Grande Cisma cujos resultados seriam a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa como entidades separadas.
Embora as suas origens sejam algo incertas é considerado como sendo filho de Constantino Porfirogénito (750–828), originário da Macedónia e de Pancalo. Foi casado por mais do que uma vez, uma delas foi Eudócia Ingerina depois desta se divorciar do marido Miguel III, o Ébrio, que tempo depois Basílio I mandou matar, Eudócia Ingerina casou com Basílio com que teve pelos menos seis filhos reconhecidos oficialmente: O outro casamento foi com Maria, de quem teve:


