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Basílica de Santa Maria sobre Minerva

A Basílica de Santa Maria sobre Minerva ou é uma igreja titular, basílica menor e uma das principais igrejas dominicanas em Roma, Itália. Seu nome é uma referência à primeira igreja construída no local, diretamente sobre as ruínas ou fundações de um templo dedicado à deusa egípcia Ísis, incorretamente identificada com a deusa greco-romana Minerva.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 24/07/2026
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História

No período romano havia três templos na área da moderna basílica, do convento e na vizinhança: o Minérvio (Minervium), construído por Pompeu em honra à deusa Minerva por volta de 50 a.C. e chamado de Delubro de Minerva (em latim: Delubrum Minervae); o Iseu e o Serapeu de Roma. Detalhes sobre o templo de Minerva são desconhecidos, mas investigações recentes indicam que um pequeno templo circular ficava antigamente um pouco mais para o leste, na Piazza del Collegio Romano. Em 1665, um obelisco egípcio foi encontrado enterrado no jardim do claustro dominicano vizinho da igreja e diversos outros obeliscos menores foram depois encontrados na área, conhecidos coletivamente como "Obelisci Isei Campensis", todos provavelmente trazidos para Roma durante o século I e erigidos aos pares na entrada do templo de Ísis (vide Obeliscos em Roma). O templo, já em ruínas, provavelmente ainda existia durante o pontificado do papa Zacarias (r. 741–752), que finalmente cristianizou o local e entregou-o para freiras basilianas de Constantinopla, que construíram ali um oratório dedicado à "Virgem do Minérvio", do qual nada restou.

Convento e studium

Em 1288, o componente teológico do currículo provincial para educação dos frades foi realocado do studium provinciale da basílica romana de Santa Sabina para o studium conventuale de Santa Maria sopra Minerva, que passou a ser chamado de studium particularis theologiae. Muitas vezes durante os séculos seguintes este studium serviu como studium generale para a província romana da Ordem dos Pregadores.

Universidade de São Tomás

No final do século XVI, o studim de Santa Maria passou por uma grande transformação. Tomás de Aquino, canonizado em 1323 pelo papa João XII, foi proclamado o quinto Doutor da Igreja latino pelo papa Pio V em 1567. Dez anos depois, para homenagear o grande doutor, o monsenhor espanhol Juan Solano, O.P, antigo bispo de Cuzco, no Peru, generosamente custeou a reorganização do studium nos moldes do Colegio de San Gregorio de Valladolid. O resultado da iniciativa de Solano, que novamente passaria por uma mudança estrutural pouco antes da morte de Solano em 1580, foi a Universidade de São Tomás (em latim: Collegium Divi Thomae) em Santa Maria sopra Minerva, a futura Pontifícia Universidade de São Tomás de Aquino (Angelicum). A universidade ocupou diversos edifícios do convento e ainda obrigou que novos fossem construídos. Na época, o convento passou por uma considerável reforma para acomodar a universidade e o claustro foi redesenhado para permitir que capelas laterais fossem acrescentadas à lateral norte da basílica. O Mapa de Nolli, de 1748, fornece boas informações sobre a disposição dos edifícios do complexo quando o convento de Santa Maria abrigava a universidade.

Pulcino della Minerva

Em frente da igreja está um dos mais curiosos monumentos de Roma, o chamado Pulcino della Minerva, uma estátua projetado pelo escultor da época do barroco Gian Lorenzo Bernini (e executada pelo seu pupilo Ercole Ferrata em 1667) de um elefante servindo de base para um obelisco egípcio encontrado no jardim do convento dominicano. O mais baixo dos onze obeliscos egípcios em Roma, acredita-se que este seja um dos dois obeliscos de Sais, construídos entre 589 e 570 a.C. durante o reinado do faraó Apriés, da vigésima-sexta dinastia. Os dois foram trazidos para Roma pelo imperador romano Diocleciano (r. 284–305) para decorar o templo de Ísis que ficava nas redondezas.

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Interior

Entre as mais importantes obras de arte da basílica estão a estátua "Cristo della Minerva" (1521), de Michelângelo, e o ciclo de afrescos do final do século XV (1488-93) na Capela Carafa, de Filippino Lippi. Estão ali também muitos monumentos funerários, incluindo os túmulos da doutora da Igreja Santa Catarina de Siena (1347–1380), que era da Ordem Terceira de São Domingos, e do frade dominicano João da Fiesole (Fra Giovanni da Fiesole, nascido Guido di Piero), melhor conhecido como beato Fra Angelico (c. 1395–1455).

Capelas

A Capela Carafa, com seus afrescos do final do século XV (1488-93) de Filippino Lippi, foi encomendada pelo cardeal Oliviero Carafa em honra a São Tomás de Aquino. Duas cenas marianas estão representadas, uma "Anunciação" e uma "Assunção". Sobre o altar, está "São Tomás apresentando o cardeal Carafa à Virgem Maria" e, na parede direita, "Glória de São Tomás". A capela foi inaugurada em 1493 e ficou conhecida também como "Capela de São Tomás", cujas relíquias ficaram preservadas ali até 1511, quando foram levadas para Nápoles. Projetada por Pirro Ligorio em 1559, o túmulo de Gian Pietro Carafa, eleito papa Paulo IV em 1555, está também nesta capela.

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Sepultamentos

Santa Catarina de Siena está enterrada em Santa Maria sopra Minerva (sua cabeça está em San Domenico em Siena). A sala onde ela morreu em 1380 foi reconstruída por Antonio Barberini em 1637 atrás da sacristia, o primeiro exemplo de um ambiente interior totalmente transplantado para outro local e o progenitor das famosas "salas de época" dos museus dos séculos XIX e XX. Infelizmente, porém, os afrescos de Antoniazzo Romano que antes decoravam as paredes se perderam. O famoso pintor do início do Renascimento, Fra Angelico, morreu no convento vizinho e foi sepultado na igreja num túmulo de Isaia da Pisa (1455). Os papas Urbano VII, Paulo IV e os papas Médici, Leão X e Clemente VII (cujos túmulos são obras de Antonio da Sangallo, o Jovem) também estão sepultados na basílica. Antes da construção de San Giovanni dei Fiorentini, Santa Maria era a igreja dos florentinos em Roma e, por isto, abriga diversos túmulos de prelados, nobres e cidadãos de Florença. Curiosamente, Diotisalvi Neroni, o refugiado que participou do complô contra Pedro de Cosme de Médici, foi sepultado na igreja em 1482 e recebeu, depois, a companhia de outros membros de sua família.

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Fontes consultadas

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