Basílica de Santa Maria do Povo
Santa Maria del Popolo ou Basílica de Santa Maria do Povo é uma igreja titular e basílica menor agostiniana em Roma, Itália, localizada no lado norte da Piazza del Popolo, uma das mais famosas da cidade. O complexo da igreja fica entre a Porta del Popolo e o monte Píncio. A Porta Flamínia era um dos portões fortificados da Muralha Aureliana e também o ponto de partida da Via Flamínia, a mais importante estrada romana para o norte da cidade. A igreja abriga obras de arte de diversos artistas como Rafael, Gian Lorenzo Bernini, Caravaggio, Alessandro Algardi, Pinturicchio, Andrea Bregno, Guillaume de Marcillat e Donato Bramante.
Em 1099, uma capela foi construída pelo papa Pascoal II (r. 1099–1118) em homenagem à Nossa Senhora sobre o Mausoléu dos Domícios, dos Domícios Enobarbos, uma antiga gente da Roma Antiga. Conta a tradição que o local era assombrado pelo espírito de Nero (que era um Domício Enobarbo) ou por demônios na forma de corvos; por isto, o papa cortou a nogueira que abrigava os corvos e construiu uma capela no lugar. O nome "del Popolo" ("do povo") provavelmente é uma referência à sua fundação pelo "povo de Roma", mas algumas fontes defendem que ele vem da palavra latina populus, que significa choupo ou álamo (árvores do gênero Populus), uma referência a uma árvore nas proximidades. A capela foi ampliada e tornou-se uma igreja por ordem do papa Gregório IX (r. 1227–1241) em 1235. Em 1250, foi entregue aos cuidados dos frades agostinianos, que ainda servem no local. Santa Maria del Popolo foi reconstruída por Baccio Pontelli e Andrea Bregno entre 1472 e 1477 por ordem do papa Sisto IV (r. 1471–1484) e entregue à congregação dos frades lombardos em Roma. O resultado da obra foi um excelente exemplo da arquitetura renascentista italiana primitiva. Entre 1655 e 1660, a fachada foi modificada por Gian Lorenzo Bernini, que pediu ao papa Alexandre VII (r. 1655–1667) permissão para atualizar a antiga igreja renascentista para um estilo barroco mais moderno. O resultado foi uma elegante e simples fachada em mármore travertino branco.
A basílica foi concebida como basílica com colunas, nave central e duas naves laterais, em plano cruciforme com capelas laterais. A abside foi projetada por Bramante e abriga o mais antigo vitral original em Roma, uma obra do artista francês Guillaume de Marcillat. Pinturicchio decorou a abóbada com afrescos, incluindo uma "Coroação da Virgem". Os túmulos dos cardeais Ascanio Sforza e Girolamo Basso della Rovere, ambos de Andrea Sansovino, também estão ali. Mas Santa Maria del Popolo é famosa sobretudo por suas maravilhosas capelas, que as famílias romanas importantes mandaram adornar às suas custas.
Capelas
A Capela Della Rovere (ou Capela da Natividade) é a primeira do lado direito e foi construída pelo cardeal Domenico della Rovere entre 1471 e 1484 depois da reconstrução levada a cabo por outro Della Rovere, o papa papa Sisto IV. A decoração pictórica é atribuída a Pinturicchio e sua escola. A principal peça-de-altar, "Adoração do Menino com São Jerônimo", é de Pinturicchio. O túmulo do cardeal Cristoforo della Rovere (m. 1487), de Andrea Bregno e Mino da Fiesole, foi erigido por seu irmão. Do lado direito está o túmulo de Giovanni de Castro (m. 1506), atribuído a Francesco da Sangallo. Esta capela é um dos melhores exemplos do quattrocento preservados em Roma.
Monumentos
A igreja foi durante muito tempo um dos locais de sepultamento favoritos da aristocracia, do clero e dos intelectuais romanos, especialmente depois da intervenção de Bernini. Além dos túmulos nas capelas laterais, diversos importantes monumentos estão espalhados pela nave, transepto e corredores. Na contra-fachada, logo à direita da entrada da basílica está o túmulo de Maria Eleonora I Boncompagni, a princesa de Piombino, morta em 1745. Seu túmulo foi projetado por Domenico Gregorini em 1749. O monumento funerário é uma obra de arte típica do barroco tardio, com notáveis detalhes macabros. Na base está um dragão alado, símbolo da família Boncompagni. A placa do epitáfio é feita de pedras coloridas polidas em pietre dure. A inscrição é coroada por uma personificação do "Tempo" (uma caveira alada), o brasão do Principado de Piombino e duas figuras alegóricas ("Caridade" e "Mansidão"). A placa está afixada numa moldura de mármore branco com uma concha na parte inferior e uma empena na superior, também com uma concha, duas tochas flamejantes e outra caveira alada.


