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BASIC

BASIC é uma linguagem de programação, criada com fins didáticos, pelos professores John George Kemeny, Thomas Eugene Kurtz e Mary Kenneth Keller em 1964 no Dartmouth College.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 28/06/2026
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Caracterização da linguagem

Imagem: neonihil · BY-NC-SA · Openverse

BASIC é uma linguagem imperativa de alto nível, pertencente à terceira geração, originalmente compilada (apesar de suas implementações em microcomputadores ter disseminado a versão interpretada) e não estruturada, por ter sido fortemente baseada em Fortran II.[carece de fontes?] O fato de sua versão original ser compilada se explica por ter sido implementada num sistema de tempo compartilhado, o que faz bastante sentido. Com o tempo, BASIC evoluiu, criando condições para a programação estruturada e até mesmo para a programação orientada a objetos, como é o caso das últimas versões do Visual Basic.

Evolução

No começo a linguagem podia ser usada em computadores com pouca memória e era bem limitada, possuía apenas um tipo de dado em ponto-flutuante. Um programa em BASIC tradicional tem suas linhas numeradas, sendo que é quase que padrão usar números de 10 em 10 (o que facilita a posterior introdução de linhas intermediárias, se necessário). Os comandos são poucos, simples e facilmente compreensíveis na língua inglesa (LET, IF,...). Um programa em BASIC, que imprime todos os números pares entre A e B, lidos do teclado, seria escrito como: O programa demonstra a falta de estruturação da linguagem original, pois o IF funciona como um GOTO condicional, o que favorece o código espaguete.

Aprendizagem

Todas as versões de BASIC são geralmente fáceis de aprender, principalmente por serem muito permissivas quando comparadas a linguagens fortemente estruturadas e tipadas, como Pascal. Porém, a aprendizagem de BASIC é muitas vezes informal e é por muitos considerado prejudicial, por não reforçar as regras tradicionais de programação estruturada e outros cuidados de programação que se tornaram prática quase que obrigatória com o tempo.[carece de fontes?] Por sua extrema simplicidade, o BASIC permitia a implementação de interpretadores razoavelmente poderosos em memórias mínimas, o que era uma vantagem enorme em relação aos micro-computadores.[carece de fontes?]

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A linguagem

Imagem: eevblog · BY · Openverse

Sintaxe

Cada instrução em BASIC ocupa uma linha. Para usar mais de uma linha é necessário usar um caractere de continuação. Um dos aspectos mais conhecidos de BASIC era a utilização de numeração para as linhas. A maioria dos interpretadores possui um comando RENUMBER que permite renumerar todas as linhas de acordo com um intervalo pré-determinado (como em RENUMBER 10). Alguns, mas não todos, dialetos mais modernos abandonaram os números e suportam a maioria, ou todas, as instruções de controle estruturada e declaração de dados, permitindo a construção de programas estruturados como em Pascal.[carece de fontes?] Variantes recentes, como Visual Basic, introduziram características de orientação a objeto. A gerência de memória é mais fácil que na maioria das linguagens de procedimentos, pois normalmente existe um coletor de lixo.[carece de fontes?]

Procedimentos e controle de fluxo

Ao contrário de outras linguagens, como C, a biblioteca de funções de BASIC não é externa, mas considerada parte intrínseca da linguagem.[carece de fontes?]

Tipos de dado

No BASIC original existem apenas dois tipos de variáveis, as textuais e as numéricas. Para declarar uma variável numérica você precisa escrever uma caractere alfabético seguido ou não de um numérico. E para as variáveis textuais você deve escrever caracteres alfabéticos e no final o símbolo “$”.[carece de fontes?] O BASIC, mesmo o original, oferece bons recursos para a manipulação de "strings" (variáveis alfanuméricas, de tipo texto) e esta é uma facilidade prevista no projeto da linguagem. A evolução da linguagem, entretanto, possibilitou que novos tipos de dados fossem acrescentados, como a manipulação de ponto flutuante.

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Criação

Imagem: eevblog · BY · Openverse

A linguagem original foi projetada em 1963 por John George Kemeny e Thomas Eugene Kurtz, sendo implementada por uma equipe de estudantes de Dartmouth sob sua direção. BASIC foi projetado para permitir que os estudantes escrevessem programas para o Dartmouth Time-Sharing System. A 1 de maio, às 4 horas, dois programas escritos em BASIC correram ao mesmo tempo nos computadores de Dartmouth. A linguagem atacava a complexidade das linguagens existentes na época e se destinada a uma nova classe de usuários que passava a ter acesso ao computador com o aparecimentos dos sistemas de tempo compartilhado, isto é, usuários que não estavam tão interessados na velocidade, mas sim em usar a máquina, e que não pretendiam dedicar suas vidas à computação. A ideia por trás da criação de BASIC é permitir principalmente a estudantes de diferentes áreas de conhecimento, incluindo aqueles que não se dedicariam às ciências exatas, como era o caso dos alunos de Kurtz e Kemeny, oriundos de cursos de ciências humanas (foco principal de Darthmouth à época), escreverem simples programas que não dependam de profundos conhecimentos técnicos. Alguns desses alunos, mesmo não sendo de cursos de engenharia, auxiliaram na criação de BASIC. Nos anos seguintes, com o aparecimento de outros dialetos da linguagem, a versão original passou a ser conhecida como Darthmouth BASIC.

Precursores

A linguagem foi criada a partir de Fortran II e parcialmente inspirada em ALGOL 60, com adições para torná-la adequada ao time-sharing, tendo sido consideradas características de outros sistemas como JOSS, CORC e até mesmo LISP.[carece de fontes?] Em Dartmouth, a linguagem foi precedida de outros experimentos destinados ao ensino de programação, como as implementações de SAP e DART (um Fortran II simplificado) DARSIMCO e DOPE.[carece de fontes?] Inicialmente a linguagem se concentrava apenas em trabalho matemático, incluindo uma extensão para aritmética de matrizes, sendo que o suporte completo a manipulação de cadeias de caracteres em ASCII foi adicionado em 1965.[carece de fontes?]

O BASIC original

O BASIC original possuía apenas 15 comandos: Um programa em BASIC é composto de linhas numeradas, possivelmente com intervalos entre os números. Era normal numerar as linhas dos programas de 10 em 10. Além disso, a linguagem fornecia funções como SIN (seno) e ABS (valor absoluto). O próprio manual já apresenta algumas extensões, como a capacidade de manipular matrizes em CARDBASIC.[carece de fontes?] Um típico programa em BASIC (original), seria o seguinte: Note que o BASIC original não tinha uma instrução de entrada de dados (que mais tarde seria nomeada de INPUT), e que o READ, ao não encontrar mais dados para ler (em uma declaração DATA), considerava o programa terminado. Além disso, note que a forma de programar escolhida para esse exemplo é típica de um programa BASIC, o que leva à questão do código espaguete.[carece de fontes?] O comando INPUT foi acrescentado à linguagem em sua versão 4, conforme o manual de 1968.

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Impacto da linguagem

Imagem: blakespot · BY · Openverse

Durante a época de 1970 e 1980, no Brasil o BASIC ajudou a espalhar os conceitos básicos sobre algoritmos e armazenamento de dados, o seu aprendizado simples aboliu a crença de que escrever um programa era algo muito complicado. Por conta da linguagem que Bill Gates começou a programar, assim desenvolvendo mais tarde um interpretador da linguagem para um dos primeiros computadores pessoais nos EUA, o Altair 8800. Em 1983 professores da Universidade Dartmouth fundaram a cia. True Basic, após estudantes os convencerem. A empresa está em ativa até os dias de hoje.

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A era de ouro do BASIC

Imagem: neonihil · BY-NC-SA · Openverse

Apesar do uso da linguagem em vários minicomputadores, foi a introdução do Altair 8800 e a posterior explosão dos computadores pessoais a partir de 1975 que iniciou a disseminação do BASIC. Praticamente todo microcomputador fornecia um ambiente de programação BASIC residente já em suas ROMs.[carece de fontes?] A maioria das linguagens de programação é muito grande para caber na pequena memória que a maioria dos usuários tinha condição de comprar para suas máquinas. Além disso, as baixíssimas velocidades da memória secundária utilizadas, fitas de papel e cassetes de áudio, faziam com que uma linguagem pequena como BASIC fosse uma boa opção.[carece de fontes?] Esse BASIC, acrescido de comandos típicos de sistemas operacionais (mesmo que simplíssimos) e de edição, residente em ROM, funcionava como uma espécie de linguagem própria do computador, o mais próximo existente do que hoje chamamos de sistema operacional, e a maioria das aplicações da época seria escrita no dialeto de BASIC específico da máquina.[carece de fontes?]

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Críticas

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Muitos anos após seu lançamento, profissionais respeitados da computação, especialmente Edsger W. Dijkstra, expressaram a opinião que o uso da expressão GOTO, que existia em várias linguagens além de BASIC, promovia práticas não desejáveis de programação. Alguns também acusaram BASIC de ser muito simples ou muito lenta.[carece de fontes?] Um dos principais problemas com as versões originais de BASIC era a falta de uma estrutura re-entrante de chamada de sub-rotinas ou funções, como acontece ALGOL, Pascal e na maioria das linguagens modernas de programação (mesmo em versões mais modernas de BASIC). Isso é uma propriedade similar a dos Fortran originais e um grande entrave à modularização de programas.[carece de fontes?] Durante algum tempo, BASIC foi a linguagem de escolha para ensinar programação, porém hoje em dia é considerada uma linguagem pouco adequada para o ensino, pois a facilidade e permissividade da linguagem permitia a construção de programas que não seguem princípios básicos de programação, o que se reflete mais tarde na construção de programas mais complexos por aqueles que foram ensinados com BASIC. Como linguagem de aprendizado, BASIC foi substituída principalmente por Python.[carece de fontes?]

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