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Base Aérea das Lajes

A Base Aérea das Lajes MHIH, oficialmente designada como Base Aérea N.º 4 (BA4), é uma infraestrutura aeronáutica da Força Aérea Portuguesa. Está subordinada ao Comando da Zona Aérea dos Açores.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 16/07/2026
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História

O Aeródromo da Achada

Durante a primeira metade do século XX o incremento das travessias aéreas do Atlântico implicou na necessidade de bases de assistência às aeronaves. Em 1928 o tenente-coronel Salvador Alberto du Courtills Cifka Duarte, então inspector de Aeronáutica, foi nomeado para estudar a possibilidade de se construir um aeroporto numa das ilhas do arquipélago dos Açores, tendo este emitido o parecer de que o mesmo deveria ser implantado na ilha Terceira, na Achada, zona planáltica entre Angra do Heroísmo e as Lajes. Desse modo, por diligências da Junta Geral do Distrito Autónomo de Angra do Heroísmo, então presidida pelo médico Manuel de Sousa Meneses, foi construído o Aeródromo da Achada. O local escolhido era junto à estrada militar, e a pista era de terra batida, com 600 metros de comprimento por 70 de largura, em uma vasta área de pastagens. A inauguração ocorreu a 4 de outubro de 1930, tendo um biplano Avro 504 K, dotado com um motor "Gnome-Rhone" de 110 cv, alçado voo sob os olhares de centenas de espectadores. A aeronave, batizada como "Açor", era pilotada pelo capitão piloto aviador Frederico Coelho de Melo.

A Base das Lajes

Um outro estudo datado de 1928, de autoria do então coronel Eduardo Gomes da Silva, promovido por determinação do governo militar do arquipélago, destacava a importância da planície nas Lajes, também na ilha Terceira. Em função do mesmo, em 1934 o Serviço de Engenharia Militar iniciou a construção de uma pista de terra compactada na planície das Lajes, sob a supervisão do capitão engenheiro João Magro Romão. Com a eclosão da Segunda Guerra, por volta de 1940 o receio de um desembarque da Alemanha Nazi no arquipélago, em violação à neutralidade portuguesa, ressaltou a importância da implantação de uma estrutura aeroportuária de grandes dimensões nos Açores, não apenas para defesa da soberania do país, mas principalmente como ponto de apoio para as forças aliadas, nomeadamente a Grã-Bretanha e os Estados Unidos. Para dissuadir os planos de ocupação, o Governo de Portugal enviou fortes contingentes militares para as ilhas, onde se incluíam unidades da Aeronáutica Militar do Exército Português que se instalaram em várias bases no arquipélago.

Do fim do conflito aos nossos dias

Com o fim do conflito (1945), as tropas britânicas retiram a 2 de junho de 1946, data que coincide com o retorno da tutela portuguesa e com a transferência para as Lajes da Base Aérea N.º 4, até então no Aeródromo de Santana em São Miguel, de acordo com Portaria publicada no Diário do Governo de 27 do mesmo mês. No mesmo período confirma-se a presença norte-americanas nas Lajes, após a retirada do Aeroporto de Santa Maria. A partir de então o aeródromo conhece uma série de benfeitorias, sendo a estrutura da Base reorganizada. O tráfego de aeronaves aumenta, com destaque para os Boeing B-17, os Douglas C-54, os Albatroz SA-16, os Dakota C-17 e os helicópteros Sikorsky SH-19. Entre as funções da Base destacam-se as de Busca e Salvamento, reconhecimento meteorológico, transporte aéreo, e formação de pilotos e navegadores para aviões plurimotores.

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Destacamentos

A Esquadra 502 e a Esquadra 751 têm nesta base um destacamento permanente, de uma aeronave, no caso da 502 e duas aeronaves, no caso da 751. A Esquadra 711 foi feita Membro-Honorário da Ordem do Infante D. Henrique a 1 de Junho de 2000.

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Fontes consultadas

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