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País Basco

O País Basco é a região histórico-cultural em que residem os bascos, localizada no extremo norte da Espanha e no extremo sudoeste da França, cortada pela cadeia montanhosa dos Pirenéus e banhada pelo golfo da Biscaia. Compreende as comunidades autónomas do País Basco e Navarra, na Espanha, e Iparralde, na França.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 14/07/2026
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Etimologia

A palavra basco, em português, assim como as palavras basque, em francês, basco, em gascão, e vasco, em espanhol, deriva do latim Vasco (plural: Vascones). Essa palavra tem um significado desconhecido, mas acredita-se que proceda de uma raiz basca e aquitaniana, usada por esses povos para se autodenominar. Esta raiz é eusk, pronunciada /ewsk/, que é realmente próxima do latim /wasko/. Havia também um povo aquitaniano a que os romanos chamavam Auscii (pronunciado /awski/ em latim), e que parece proceder da mesma raiz.

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Território

Desde o Paleolítico a região tem sido influenciada por diversos povos: celtas, romanos, francos, visigodos, árabes, castelhanos e ingleses. Atualmente, o País Basco recebe a influência do resto da Espanha e da França. Entretanto, o povo manteve sua identidade cultural, incluindo a língua basca. O noroeste da Península Ibérica, incluindo o território basco, foi alcançado pelos romanos sob a liderança do general Pompeu, mas o domínio não foi consolidado até a época do imperador Augusto. À época do domínio romano, o território das tribos bascas incluía todos os Pirenéus, desde o Golfo da Biscaia até o mar Mediterrâneo.[carece de fontes?] A história do País Basco torna-se novamente obscura com a chegada dos povos germânicos e o colapso do Império Romano do Ocidente. Provavelmente foram os suevos que atravessaram pela primeira vez os Pirenéus ocidentais, em 409. A reivindicação moderna para a extensão do País Basco, cunhado no século XIX, é de sete regiões tradicionais. Alguns bascos referem-se às sete regiões coletivamente como Zazpiak Bat (em basco: Zazpiak Bat; romaniz.: lit. "As Sete [são] Uma").

País Basco Espanhol

O País Basco Espanhol (em castelhano: País Vasco y Navarra; em basco: Hegoalde) inclui duas regiões principais: a Comunidade Autônoma do País Basco (com capital em Vitoria-Gasteiz) e a Comunidade Foral de Navarra (com capital em Pamplona). A Comunidade Autônoma do País Basco (7 234 km²) é composta por três províncias, especificamente designados "territórios históricos": Além disso, algumas fontes consideram dois enclaves como parte da Comunidade Autónoma Basca:

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História

Diversas hipóteses afirmam que já na Pré-história os bascos, ou diferentes tribos que falavam línguas muito similares com o atual Euskara, já habitavam as terras que hoje compõem Euskal Herria. Já no princípio do século XIX, o escritor e pesquisador Juan Antonio Moguel expusera em seu livro Historia y geografía de España ilustrada desde el idioma vascuence — um estudo da etimologia dos topônimos da Península Ibérica tomando por base o idioma basco — que os antigos habitantes da Ibéria falavam línguas da mesma família à qual pertence o basco atual, corroborando com seu contemporâneo o cientista alemão Wilhelm von Humboldt. Segundo os historiadores romanos Estrabão, Plínio, o Velho, Mela, Lucio Floro e Sílio Itálico a zona estava habitada em tempos pré-romanos por diversas tribos cujo idioma é desconhecido. A romanização foi forte nestas terras. Há testemunhos desta romanização em cidades importantes e restos de importantes minas de ferro ou outras indústrias.

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Movimentos autonomistas e independentistas

Há em todo o País Basco diversas organizações que buscam a maior autonomia e até mesmo a independência política do país basco, como o Partido Nacionalista Basco, Eusko Alkartasuna, Esker Batua, Aralar, Herritarren Zerrenda, Herri Batasuna, Euskal Heritarrok, entres outros. Tanto Herri Batasuna como Euskal Heritarrok foram declarados ilegais pela Justiça espanhola por supostas ligações com o grupo terrorrista Euskadi Ta Askatasuna, o ETA.

Fim do cessar-fogo

Após catorze meses de trégua, o grupo anuncia em novembro de 1999 a retomada da luta armada e em janeiro de 2000 mata um militar. A ação provoca protestos em todo o país, o que leva a uma manifestação de 1 milhão de pessoas em Madrid. Em setembro, já são treze o número de mortos nos atentados. A acirrada reprovação popular aos atentados leva o grupo ao maior isolamento de sua história, o que motiva a declaração da trégua, em setembro de 1998. Em 1999, no entanto, o ETA exige a transferência de seiscentos ativistas para presídios no País Basco e um referendo sobre a independência. O governo rejeita e o ETA põe fim ao cessar-fogo. Em junho de 2006 autoridades do ETA fazem uma declaração em vídeo e a enviam ao canal espanhol TVE onde é anunciada a renúncia ao movimento armado. O cessar-fogo permanente acontece na região desde que o governo espanhol concordasse com o início de discussões pacíficas sobre o aumento da autonomia e uma possível independência do País Basco, apesar do cessar-fogo as discussões ainda não foram iniciadas oficialmente.

Atentado em Madrid

No dia 30 de dezembro de 2006 o ETA provocou a explosão de um carro-bomba, num piso de estacionamento do moderno Terminal 4, do aeroporto de Barajas, em Madrid. As autoridades espanholas receberam avisos da organização ETA com duas horas de antecedência (a bomba foi deflagrada às 9h01, no horário local). As autoridades conseguiram evacuar, a tempo, o local. Acredita-se que vinte mil pessoas ocupavam as instalações do terminal aéreo. O tráfego aéreo ficou suspenso durante um dos dias mais agitados do ano nos aeroportos da região. Dezenas de pessoas ficaram feridas e dois equatorianos faleceram. Este terminal viria a ser reinaugurado em setembro de 2007.

Fim das ações armadas

No dia 5 de setembro de 2010, o grupo anunciou, por meio do jornal basco "Gara", o fim dos ataques armados por tempo indeterminado, embora não esteja claro se temporariamente ou permanentemente. De acordo com o diário espanhol El País, em um vídeo enviado pelo grupo à BBC os integrantes anunciaram que o grupo não realizará mais ações armadas e que esta decisão foi tomada há meses para seguir um caminho democrático. O governo Basco considerou insuficiente e ambígua a notícia anunciada pelo grupo, uma vez que este não esclareceu se o fim é definitivo, considerando suas outras promessas de cessar-fogo não cumpridas. Enfim, no dia 10 de janeiro de 2011, o ETA confirmou um cessar-fogo permanente e geral, a ser verificado pela comunidade internacional, ao mesmo tempo em que reafirmou o direito do País Basco à independência e a ser formalmente reconhecido. No entanto, enfatizou que esse processo deve ocorrer por vias democráticas, usando o diálogo e a negociação como ferramentas para alcançar seus objetivos. Não houve comentários imediatos do governo espanhol, mas observadores internacionais continuam céticos sobre as intenções do grupo, dada a sua história de retomar ações armadas em ocasiões anteriores.

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Cultura

Esportes

O principal esporte no País Basco, como no resto da Espanha e em grande parte da França, é o futebol. As principais equipes — Athletic Bilbao, Real Sociedad, Club Atlético Osasuna, SD Eibar, Deportivo Alavés, Real Unión e Barakaldo Club de Fútbol jogam nas ligas espanholas. O Athletic Bilbao tem a política de contratar apenas jogadores bascos, aplicados com flexibilidade variável. O rival local Real Sociedad costumava praticar a mesma política, até contratar o atacante irlandês John Aldridge no final dos anos 80. Desde então, a Real Sociedad teve muitos jogadores estrangeiros. A política do Athletic não se aplica aos treinadores. O futebolista basco mais conhecido de todos os tempos é possivelmente o goleiro Andoni Zubizarreta, que detém o recorde de participações em La Liga com 622 jogos e conquistou seis títulos da liga e uma Copa da Europa. Outros jogadores famosos são Xabi Alonso, Mikel Arteta, Javi Martínez, Iker Muniain, César Azpilicueta, Asier Illarramendi, Andoni Iraola, Aritz Aduriz e Ander Herrera. Tanto o Athletic quanto a Real Sociedad venceram a liga espanhola, inclusive dominando a competição no início dos anos 80, com o último título conquistado por um clube basco sendo o título do Athletic em 1984.

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Fontes consultadas

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