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Basalto

O basalto é uma rocha ígnea magmática, de granulação fina e cor escura, formada a partir de lava. É rico em magnésio e ferro, com baixo teor de sílica, o que o torna extremamente abundante na crosta terrestre, especialmente nos oceanos. Frequentemente apresenta cristais visíveis (fenocristais) como olivina e plagioclásio, imersos em uma matriz fina. Sua dureza e resistência o tornam valioso para construção civil, revestimentos e como rocha ornamental. A produção de fibras de basalto é uma área industrial em crescimento.

Fonte: Wikipédia (pt)Texto didático por IAAtualizado em 17/08/2026

Pontos-chave

  • Basalto é uma rocha ígnea de granulação fina, rica em ferro e magnésio, com baixo teor de sílica.
  • É uma das rochas mais abundantes na crosta terrestre, formando a base dos oceanos.
  • Sua cor escura, dureza e resistência o tornam útil na construção civil e como rocha ornamental.
  • Ocorre em diversas partes do Sistema Solar, como na Lua e em Marte.
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Descrição Detalhada

O basalto é classificado como uma rocha ígnea afanítica (grão fino) com cerca de 45-55% de sílica. É a rocha vulcânica mais comum na Terra, compondo a maior parte da crosta oceânica e ilhas vulcânicas como Islândia e Havaí. Geralmente tem uma matriz de grãos muito finos ou vidro vulcânico, com fenocristais visíveis. Sua cor varia de cinza-escura a preta, mas pode oxidar para tons de marrom ou vermelho. Sua densidade média é de 2,8 a 3,0 g/cm³.

Etimologia

A palavra 'basalto' vem do latim 'basanites', que significa 'pedra muito dura', originário do grego 'basanites' (pedra de toque). Georgius Agricola, em 1556, popularizou o termo na petrologia moderna para descrever rochas vulcânicas escuras, embora ele tenha associado incorretamente a rocha egípcia 'basanites' ao basalto.

Formas e Ocorrência

O basalto cobre cerca de 70% da superfície terrestre, sendo a rocha principal do fundo oceânico (MORB - Mid-Ocean Ridge Basalt). Grandes extensões de basalto, chamadas 'trapps', ocorrem em locais como a bacia do Paraná e a Sibéria. Também é encontrado em arcos vulcânicos continentais e insulares, e em ilhas oceânicas.

Basalto Extraterrestre

O basalto também é encontrado em outros corpos celestes como Marte, Vênus e a Lua, cobrindo cerca de 17% de sua superfície. O basalto lunar difere do terrestre por ter mais ilmenita. Alguns meteoritos, como as 'shergottitas', são basaltos que se originaram em Marte.

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Composição e Mineralogia

O basalto é uma rocha melanocrática (escura), rica em ferro e magnésio, com baixo teor de sílica. Pode conter vidro vulcânico, mas geralmente possui fenocristais de olivina, augita e plagioclásio em uma matriz fina. Sua classificação mineralógica pode ser representada em um 'tetraedro basáltico', que o divide em grupos com diferentes evoluções químicas.

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Origem do Magma Basáltico

A origem do magma basáltico ainda é debatida, mas acredita-se que derive principalmente da fusão parcial de peridotitos no manto terrestre. Outras rochas como piroxenitos e eclogitos também podem ser fontes. O mecanismo de fusão varia com o ambiente tectônico: nas dorsais oceânicas, ocorre por descompressão; em zonas de subducção, por fluidos aquosos; e no interior de placas, por plumas de manto quentes.

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Rochas Derivadas

O magma basáltico pode originar outras rochas ígneas, como andesitos, dacitos e riolitos, através de cristalização fracionada e assimilação de rochas crustais. O basalto também pode se transformar em diversas rochas metamórficas (metabasaltos), como xistos azuis, xistos verdes, anfibolitos e eclogitos, dependendo das condições de pressão e temperatura.

Rochas Ígneas

O magma basáltico, por processos como cristalização fracionada e assimilação de rochas da crosta, pode gerar magmas félsicos que solidificam como andesito, dacito e riolito. Experimentos sugerem que riolitos podem se formar pela fusão parcial do basalto.

Rochas Metamórficas

O basalto é o protólito (rocha original) de vários metabasaltos. Sob alta pressão, forma eclogitos. Alterações hidrotermais perto de dorsais oceânicas produzem espilitos. Outras rochas metamórficas derivadas incluem xistos azuis, xistos verdes e anfibolitos.

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Alteração e Meteorização

Os componentes do basalto se alteram quimicamente em uma ordem específica: primeiro o vidro (sideromelano), seguido por olivina, plagioclásio e piroxena. A meteorização do basalto consome dióxido de carbono. O sideromelano reage com a água formando palagonita e, eventualmente, minerais de argila como a esmectita.

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Usos e Propriedades

O basalto possui baixo coeficiente de dilatação térmica, o que o torna resistente a incêndios. Sua cor escura faz com que absorva mais calor solar. É uma rocha densa (2,8-2,9 g/cm³), dura (4,8-6,5 na escala Mohs) e resistente à meteorização. Essas propriedades o tornam ideal para construção, estatuária e, atualmente, para a produção de fibras usadas no reforço de concreto.

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História do Estudo

No século XIX, houve um grande debate científico sobre a origem do basalto. Os 'neptunistas' acreditavam que era uma rocha sedimentar formada em oceanos antigos, enquanto os 'plutonistas' e 'vulcanistas' defendiam sua origem ígnea (intrusiva ou vulcânica). A presença de basalto em locais sem vulcanismo ativo gerou controvérsia, mas a observação de lavas basálticas recentes confirmou sua natureza vulcânica.

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Fontes consultadas

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