Elvis Presley
Elvis Aaron Presley foi um cantor, músico e ator estadunidense. Apelidado de "Rei do Rock and Roll" ou simplesmente "O Rei", é considerado um dos ícones culturais mais significativos do século XX. Com uma série de aparições bem-sucedidas na televisão e sucessos no topo das paradas tornou-se a principal figura do rock and roll.
1935–1953: Início de vida e contato inicial com a música
Elvis Aaron Presley nasceu em 8 de janeiro de 1935, em Tupelo, Mississippi, filho de Vernon Elvis e Gladys Love Presley (nascida Smith) em uma casa de dois cômodos que seu pai construiu para a ocasião. O irmão gêmeo do cantor, Jesse Garon Presley, nasceu 35 minutos antes dele, natimorto. O cantor tornou-se próximo de ambos os pais e formou um vínculo estreito especialmente com sua mãe. A família frequentou uma igreja Assembleia de Deus, onde encontrou sua inspiração musical inicial. Seu pai, Vernon, era de origem alemã, escocesa e inglesa; sua mãe, Gladys, era irlandesa, escocesa e com alguma ascendência francesa. Ela e o resto da família aparentemente acreditavam que sua tataravó, Morning Dove White, era Cherokee; isso foi confirmado pela neta de Elvis, Riley Keough, em 2017. Elaine Dundy, em sua biografia, apoia a crença.
1953–1956: Primeiras gravações e aparição na televisão
Em agosto de 1953, Presley deu entrada nos escritórios da Sun Records onde pretendia pagar por alguns minutos de estúdio para gravar um disco de acetato de dois lados: "My Happiness" e "That's When Your Heartaches Begin". Mais tarde, alegou que pretendia presentear o aniversário de sua mãe, ou que estava apenas interessado em como ele "soava", embora houvesse um serviço de gravação amador muito mais barato em uma loja próxima. O biógrafo Peter Guralnick argumentou que escolheu a Sun na esperança de ser descoberto. Perguntado pela recepcionista Marion Keisker que tipo de cantor ele era, Presley respondeu: "Eu canto todos os tipos". Quando ela insistiu sobre quem se parecia, ele respondeu repetidamente: "Eu não pareço ninguém". Após a gravação, o proprietário da Sun, Sam Phillips, pediu a Keisker para anotar o nome do jovem.
1956–1958: Destaque comercial
Em 10 de janeiro de 1956, fez suas primeiras gravações para a RCA Victor em Nashville. Estendendo o habitual grupo do cantor, RCA Victor recrutou o guitarrista Chet Atkins e três cantores de fundo, incluindo Gordon Stoker do popular quarteto Jordanaires, para preencher o som. A sessão produziu "Heartbreak Hotel", lançado como single em 27 de janeiro. Parker finalmente trouxe o artista para a televisão nacional, reservando-o no Stage Show da CBS para seis aparições ao longo de dois meses. O programa, produzido em Nova Iorque, foi apresentado em semanas alternadas pelos líderes de big bands e irmãos Tommy Dorsey e Jimmy Dorsey. Após sua primeira aparição, em 28 de janeiro, ficou na cidade para gravar no RCA Victor New York Studio. As sessões renderam oito músicas, incluindo um cover do hino rockabilly de Carl Perkins "Blue Suede Shoes". Em fevereiro, "I Forgot to Remember to Forget" de Elvis, uma gravação da Sun lançada anteriormente em agosto, alcançou o topo da parada country da Billboard. O contrato de Neal foi rescindido e, em 2 de março, Parker se tornou o empresário de Presley.
1958–1960: Serviço militar e morte da mãe
Em 24 de março de 1958, o artista foi convocado para o Exército dos Estados Unidos como soldado em Fort Chaffee, perto de Fort Smith, Arkansas. Sua chegada foi um grande evento de mídia. Centenas de pessoas aglomeraram quando desceu do ônibus, e os fotógrafos o acompanharam até o forte. Anunciou que estava ansioso por seu período militar, dizendo que não queria ser tratado de maneira diferente de qualquer outra pessoa: "O Exército pode fazer o que quiser comigo". O cantor começou o treinamento básico em Fort Hood, Texas. Durante uma licença de duas semanas no início de junho, gravou cinco músicas em Nashville. No início de agosto, sua mãe foi diagnosticada com hepatite e sua condição piorou rapidamente. O artista recebeu licença de emergência para visitá-la e chegou a Memphis em 12 de agosto. Dois dias depois, ela morreu de insuficiência cardíaca aos 46 anos. Elvis ficou devastado e nunca mais foi o mesmo; o relacionamento deles permaneceu extremamente próximo — mesmo em sua idade adulta. Blackwood Brothers Quartet era o grupo favorito de Gladys e cantaram em seu funeral, o que J. D. Sumner, um dos integrantes do quarteto, afirmou: "Eu nunca vi um homem sofrer tanto pela perda de sua mãe".
1960–1968: Foco na carreira cinematográfica
O cantor retornou aos Estados Unidos em 2 de março de 1960, sendo dispensado honrosamente três dias depois com o posto de sargento. O trem que o levou de Nova Jersey para o Tennessee foi cercado por uma multidão, e Elvis foi chamado para aparecer em paradas programadas para agradar os fãs. Na noite de 20 de março, entrou no estúdio da RCA Victor em Nashville para gravar faixas para um novo álbum junto com um single, "Stuck on You", que foi lançado às pressas e rapidamente se tornou um hit número um. Outra sessão de Nashville, duas semanas depois, rendeu um par de seus singles mais vendidos, as baladas "It's Now or Never" e "Are You Lonesome Tonight?", junto com o resto de Elvis Is Back! O álbum apresenta várias músicas descritas por Greil Marcus como cheias de "ameaça" do Chicago blues, impulsionado pelo próprio violão super-microfonado de Presley, brilhante interpretação de Scotty Moore e trabalho demoníaco de saxofone de Boots Randolph. O canto de Elvis não era sexy, era pornográfico". Na totalidade, o disco "evocou a visão de um artista que poderia ser todas as coisas", segundo o historiador da música John Robertson: "um ídolo adolescente paquerador com um coração de ouro; um amante tempestuoso e perigoso; um cantor de blues; um sofisticado animador de boate; [um] roqueiro estridente". Lançado apenas alguns dias após a conclusão da gravação, alcançou o número dois na parada de álbuns.
1968–1973: Retorno
A única filha de Presley, Lisa Marie, nasceu em 1 de fevereiro de 1968, durante um período em que ficou profundamente infeliz com sua carreira. Lisa faleceu de parada cardíaca em 12/01/2023, aos 54 anos. Dos oito de seus singles lançados entre janeiro de 1967 e maio de 1968, apenas dois ficaram no top 40, e nenhum acima do número 28. Seu próximo álbum de trilha sonora, Speedway, ficaria no número 82 na parada da Billboard. Parker já havia mudado seus planos para a televisão, onde o cantor não aparecia desde o programa Sinatra Timex em 1960. Então, o empresário manobrou um acordo com a NBC que comprometeu a rede a financiar um recurso teatral e transmitir um especial de Natal.
1973–1977: Problemas de saúde e morte
O divórcio do cantor foi finalizado em 9 de outubro de 1973. Até então, sua saúde estava em grande e grave declínio. Duas vezes durante o ano, teve uma overdose de barbitúricos, passando três dias em coma em sua suíte de hotel após o primeiro incidente. No final de 1973, foi hospitalizado, em coma leve pelos efeitos de um vício em petidina. De acordo com seu médico, Dr. George C. Nichopoulos, Presley "sentiu que, ao obter medicamentos de um médico, não era o viciado comum do dia a dia recebendo algo da rua". Desde seu retorno, ele encenou mais shows ao vivo a cada ano que passava, e 1973 viu 168 shows, sua agenda mais movimentada de toda carreira. Apesar da saúde debilitada, em 1974, empreendeu outra programação intensa de turnês.
Causa da morte
Enquanto uma autópsia, realizada no mesmo dia em que o cantor morreu, ainda estava em andamento, o médico legista de Memphis, Jerry Francisco, anunciou que a causa imediata da morte foi uma parada cardíaca. Perguntado se os remédios estavam envolvidos, ele declarou que "os medicamentos não desempenharam nenhum papel na morte de Presley". Na verdade, "o uso de remédios foi fortemente implicado" em seu falecimento, escreve Guralnick. Os patologistas que conduziram a autópsia acharam possível, por exemplo, que tivesse sofrido um "choque anafilático causado pelas pílulas de codeína que havia recebido de seu dentista, às quais era conhecido por ter uma alergia leve". Dois relatórios de laboratório arquivados dois meses depois sugeriam fortemente que a polifarmácia era a principal causa de morte; um relatou "quatorze medicamentos no sistema de Elvis, dez em quantidade significativa". Em 1979, o patologista forense Cyril Wecht realizou uma revisão dos relatórios e concluiu que uma combinação de depressores do sistema nervoso central resultou na morte acidental de Presley. O historiador forense e patologista Michael Baden viu a situação como complicada: "Elvis teve um coração dilatado por muito tempo. Isso, junto com seu vício em medicamentos, causou sua morte. Mas ele era difícil de diagnosticar; foi um julgamento".
Lançamentos póstumos
Entre 1977 e 1981, seis dos singles lançados postumamente do cantor foram os dez maiores sucessos dos Estados Unidos. Graceland foi aberta ao público em 1982. Atraindo mais de meio milhão de visitantes anualmente, tornou-se a segunda casa mais visitada nos Estados Unidos, depois da Casa Branca. Foi declarado Patrimônio Histórico Nacional em 2006. Presley foi introduzido em cinco halls da fama da música: o Rock and Roll Hall of Fame (1986), o Country Music Hall of Fame (1998), o Gospel Music Hall of Fame (2001), o Rockabilly Hall of Fame (2007), e o Memphis Music Hall of Fame (2012). Em 1984, recebeu o prêmio W. C. Handy da Blues Foundation e o primeiro Golden Hat Award da Academy of Country Music. Em 1987, recebeu o Prêmio de Mérito do American Music Awards.
Influências
A primeira influência musical de Presley veio da música gospel. Sua mãe lembrou que, a partir dos dois anos de idade, na igreja da Assembleia de Deus em Tupelo, frequentada pela família, "ele escorregava do meu colo, entrava no corredor e subia até a plataforma. Lá ficava olhando o coro e tentando cantar com eles". Em Memphis, frequentemente assistia a cantos do evangelho a noite inteira no Ellis Auditorium, onde grupos como o The Statesmen Quartet lideravam a música de um estilo que, sugere Guralnick, plantou as sementes do futuro do cantor. Era amigo de muitos músicos gospel e trabalhou por vários anos com o cantor de baixo superprofundo J. D. Sumner, que descreveu em várias ocasiões ser seu cantor favorito deste gênero. Sumner passava muito tempo na casa de Elvis e sempre ficava surpreso com a quantidade de álbuns gospel que possuía. "Tudo o que ouvia era gospel", disse J. D. "Ele nem ouvia seus próprios discos". J. D. Sumner conheceu o artista por volta de 1949, quando Elvis tinha 14 anos e J.D. era membro do Sunshine Quartet. O artista sempre foi um fã de música gospel e Memphis era um viveiro para essa atividade, sendo a casa e sede dos Blackwood Brothers, o quarteto líder do gospel sulista na época. Quando J. D. se juntou aos Blackwood Brothers Quartet, continuou a ver Presley nos shows, deixando-o ocasionalmente na porta dos fundos do Memphis Coliseum para que não tivesse que pagar a entrada.
Musicalidade
O artista recebeu seu primeiro violão aos 11 anos de idade. Aprendeu a tocar e cantar, mas não teve treinamento musical formal, apesar de possuir um talento natural inato que o permitia captar músicas facilmente. Tocava violão, baixo e piano, e embora não pudesse ler ou compor músicas, era um músico natural e tocava tudo de ouvido. O cantor frequentemente tocava um instrumento em suas gravações e produzia sua própria música, sendo o violão rítmico na maioria de suas gravações nos álbuns da Sun e da RCA nos anos 1950. Presley tocou baixo elétrico em uma de suas gravações chamada "(You're So Square) Baby I Don't Care" depois que seu baixista Bill Black teve problemas com o instrumento. Ele tocou piano em músicas como "Old Shep" e "First In Line" do seu álbum de 1956 chamado Elvis. Mais tarde, também é creditado por tocar piano em alguns dos álbuns que gravou, como From Elvis in Memphis e nas canções "Moody Blue" e "Unchained Melody", uma das últimas músicas que gravou. O artista tocou guitarra em dois de seus singles de sucesso "One Night" e "Are You Lonesome Tonight". No '68 Comeback Special, Elvis assumiu o comando da guitarra, a primeira vez que foi visto com o instrumento em público, e a tocou em músicas como "Baby What You Want Me to Do", "Lawdy Miss Clawdy". Também tocou a parte de trás de seu violão em alguns de seus hits, como "All Shook Up", "Don't Be Cruel", "(Let Me Be Your) Teddy Bear", proporcionando percussão ao bater no instrumento para criar uma batida. O álbum Elvis Is Back! o apresenta tocando o instrumento em músicas como "I Will Be Home Again", "Like a Baby".
Estilos e gêneros musicais
Foi uma figura central no desenvolvimento do rockabilly, segundo historiadores da música. "O rockabilly se cristalizou em um estilo reconhecível em 1954 com o primeiro lançamento de Elvis Presley, no rótulo da Sun", escreve Craig Morrison. Paul Friedlander descreve os elementos definidores do rockabilly, que também caracteriza como "essencialmente ... uma construção de Elvis Presley": "o estilo vocal cru, emotivo e arrastado e a ênfase no sentimento rítmico do blues com a banda de cordas e o violão rítmico dedilhado do country". Apesar de Katherine Charlton também chama o cantor de "originador do rockabilly", Carl Perkins declarou explicitamente que "[Sam] Phillips, Elvis e eu não criamos o rockabilly" e, de acordo com Michael Campbell, "Bill Haley gravou o primeiro grande sucesso rockabilly". Na visão de Moore, também, "já estava lá há um bom tempo, na verdade. Carl Perkins estava basicamente fazendo o mesmo tipo de coisas em torno de Jackson e eu sei de fato que Jerry Lee Lewis toca esse tipo de música desde que tinha dez anos".
Estilo vocal
O desenvolvimento da sua voz, conforme descrito pelo crítico Dave Marsh, vai de "alto e emocionado nos primeiros dias, a mais baixo e perplexo nos meses finais". Marsh credita ao cantor a introdução da "gagueira vocal" em "Baby Let's Play House" de 1955. Quando em "Don't Be Cruel", ele "desliza para um 'mmmmm' que marca a transição entre os dois primeiros versos", e mostra "quão magistral é seu estilo descontraído". Marsh descreve a performance vocal em "Can't Help Falling in Love" como uma "gentil insistência e delicadeza do fraseado". Jorgensen chama a gravação de 1966 de "How Great Thou Art", "uma realização extraordinária de suas ambições vocais", enquanto "elaborou para si um arranjo ad-hoc em que assumiu todas as quatro partes do vocal, da introdução do baixo às alturas crescentes do clímax operático da música", tornando-se "uma espécie de quarteto de um homem só". Guralnick encontra "Stand By Me" nas mesmas sessões do gospel em "uma performance lindamente articulada, quase nua", mas, por outro lado, sente que o artista ultrapassa seus poderes em "Where No One Stands Alone", recorrendo "a uma espécie de berro deselegante para emitir um som" que Jake Hess do Statesmen Quartet tinha em seu comando. O próprio Hess pensou que, embora outros possam ter vozes iguais às de Elvis, "ele tinha aquela coisa que todo mundo procura durante toda a vida". Guralnick tenta identificar essa coisa: "O calor de sua voz, seu uso controlado da técnica do vibrato e do alcance natural do falsete, a sutileza e a profunda convicção de seu canto eram todas qualidades reconhecidamente pertencentes ao seu talento, mas igualmente reconhecíveis que não devem ser alcançadas sem dedicação e esforço sustentados".
Relacionamento com a comunidade afro-americana
Quando Dewey Phillips transmitiu pela primeira vez "That's All Right" na rádio WHBQ de Memphis, muitos ouvintes que contataram a estação por telefone e telegrama, para pedir a música novamente, assumiram que seu cantor era negro. Desde o início de sua fama nacional, Elvis expressou respeito pelos artistas afro-americanos e sua música, e desrespeito pelas normas de segregação e preconceito racial então predominantes no sul. Entrevistado em 1956, lembrou como em sua infância ouvia o músico de blues Arthur Crudup — o criador de "That's All Right" — "bater sua caixa do jeito que eu faço agora, e eu disse que se eu chegasse ao lugar onde eu pudesse sentir tudo o que o velho Arthur sentia, eu seria um homem da música como ninguém jamais viu". O Memphis World, um jornal afro-americano, informou que, "o fenômeno do rock 'n' roll", "quebrou as leis de segregação de Memphis" ao frequentar o parque de diversões local no que foi designado como sua "noite colorida". Tais declarações e ações o levaram a ser geralmente saudado na comunidade negra durante o início de seu estrelato. Em contraste, muitos adultos brancos, de acordo com Arnold Shaw, da Billboard, "não gostavam dele e o condenavam como depravado. O preconceito sem dúvida figurava no antagonismo adulto. Independentemente de os pais estarem cientes das origens sexuais negras da frase 'rock 'n' roll', Presley os impressionou como a personificação visual e auditiva do sexo".
Símbolo sexual
A atratividade física e o seu apelo sexual foram amplamente reconhecidos. "Já foi lindo, surpreendentemente lindo", segundo o crítico Mark Feeney. O diretor de televisão Steve Binder, nenhum fã de suas músicas antes de supervisionar o '68Comeback Special, relatou: "Sou hétero como uma flecha e tenho que te dizer, você pare, seja homem ou mulher, para olhar para Elvis. Ele era tão bonito. E se você nunca soube que era um superstar, não faria nenhuma diferença, se ele entrasse na sala, você saberia que alguém especial estava na sua presença". Seu estilo de atuação, tanto quanto sua beleza física, foi responsável por sua imagem erotizada. Escrevendo em 1970, o crítico George Melly o descreveu como "o mestre do símile sexual, tratando seu violão como falo e menina". Em seu obituário sobre o artista, Lester Bangs o creditou como "o homem que trouxe um frenesi sexual vulgar descarado às artes populares na América". A declaração de Ed Sullivan de que percebeu uma garrafa de refrigerante nas calças do cantor foi ecoada por rumores envolvendo um tubo de papel higiênico ou barra de chumbo posicionado de forma semelhante.
Cavalos em Graceland
Elvis manteve vários cavalos em Graceland, e eles continuam sendo importantes para a propriedade. Uma ex-professora local, Alene Alexander, cuida dos cavalos há 38 anos. Ela e Priscilla Presley têm um amor por cavalos e formaram uma amizade especial. Foi por causa de Priscilla que Elvis trouxe cavalos para Graceland. "Ele me deu meu primeiro cavalo como presente de Natal — Domino", disse Priscilla. Alexander agora serve como embaixadora de Graceland. Ela é um dos três funcionários originais que ainda trabalham na propriedade. O cavalo chamado Palomino Rising Sun era o cavalo favorito de Elvis, e há muitas fotos dele montado nele.
Coronel Parker e os irmãos Aberbach
Visto que ele se tornou o empresário do cantor, Coronel Tom Parker insistiu em um controle excepcionalmente rígido sobre a carreira de seu cliente. No início, ele e seus aliados de Hill and Range, os irmãos Jean e Julian Aberbach, perceberam a estreita relação que se desenvolveu entre o artista e os compositores Jerry Leiber e Mike Stoller como uma séria ameaça a esse controle. Parker efetivamente encerrou o relacionamento, deliberadamente ou não, com o novo contrato que enviou a Leiber no início de 1958. Leiber achou que havia um erro — a folha de papel estava em branco, exceto pela assinatura de Parker e uma linha para inserir a dele. "Não há erro, rapaz, apenas assine e devolva", dirigiu o empresário. "Não se preocupe, vamos preenchê-lo mais tarde". Leiber recusou, e a colaboração frutífera de Elvis com a equipe de roteiristas acabou. Outros compositores respeitados perderam o interesse ou simplesmente evitaram escrever para Elvis devido à exigência de que eles entregassem um terço de seus royalties usuais.
Máfia de Memphis
No início dos anos 1960, o círculo de amigos com quem o artista se cercou constantemente até sua morte passou a ser conhecido como a "Máfia de Memphis". "Rodeado pela presença parasitária", como diz o jornalista John Harris, "não era de admirar que, quando caiu no vício e no torpor, ninguém deu o alarme: para eles, Elvis era o banco, e tinha que permanecer aberto". Tony Brown, que tocou piano regularmente para ele nos últimos dois anos de sua vida, observou sua saúde em rápido declínio e a necessidade urgente de resolvê-lo: "Mas todos nós sabíamos que era inútil porque Elvis estava cercado por aquele pequeno círculo de pessoas... todos aqueles chamados amigos". Em defesa da Máfia de Memphis, Marty Lacker disse: "[Presley] era seu próprio homem... Se não estivéssemos por perto, teria morrido muito antes".
Eu sei que ele inventou o rock and roll, de certa maneira, mas... não é por isso que ele é adorado como um deus hoje. Hoje ele é adorado como um deus porque, além de inventar o rock and roll, era o maior cantor de baladas ao lado de Frank Sinatra... —Robert Christgau 24 de dezembro de 1985 A ascensão de Presley à atenção nacional em 1956 transformou o campo da música popular e teve um enorme efeito no escopo mais amplo da cultura popular. Como catalisador da revolução cultural que foi o rock and roll, Elvis foi central não apenas para defini-lo como um gênero musical, mas também para torná-lo um marco da cultura jovem e da atitude rebelde. Com suas origens racialmente misturadas — afirmadas repetidamente pelo cantor — a ocupação do rock and roll de uma posição central na cultura estadunidense dominante facilitou uma nova aceitação e apreciação da cultura afro-americana. A esse respeito, Little Richard disse: "Era um integrador. Elvis era uma bênção. Não deixavam a música negra passar. Ele abriu a porta para a música negra". Al Green concordou: "Quebrou o gelo para todos nós". O presidente Jimmy Carter comentou seu legado em 1977: "Sua música e sua personalidade, fundindo os estilos country dos brancos e rhythm and blues dos negros, mudaram permanentemente a face da cultura popular americana. Era um símbolo para as pessoas de todo o mundo da vitalidade, rebeldia e bom humor de seu país". Presley também anunciou o alcance amplamente expandido das celebridades na era da comunicação de massa: aos 21 anos, dentro de um ano de sua primeira aparição na rede estadunidense de televisão, já era considerado uma das pessoas mais famosas do mundo.
Conquistas
Presley continua sendo o artista de música solo mais vendido conforme o Guinness World Records, com vendas estimadas em até 1 bilhão de discos. Referente aos álbuns, é creditado com o recorde de maior número na Billboard 200: com 129, à frente do segundo lugar de Frank Sinatra, 82. Também detém o recorde de maior tempo gasto no número um na Billboard 200: 67 semanas. Em 2015 e 2016, dois álbuns que colocam os vocais do artista contra a música da Royal Philharmonic Orchestra, If I Can Dream e The Wonder of You, alcançaram o número um no Reino Unido. Isso deu-lhe um novo recorde de álbuns número um no Reino Unido por um artista solo, com treze, e estendeu seu recorde de maior intervalo entre álbuns número um de qualquer pessoa — Presley liderou a parada britânica em 1956 com sua estreia autointitulada.


