Pesquisa · Mapa mental

Bárbara Paz

Bárbara Raquel Paz é uma atriz, diretora e produtora brasileira. Iniciou sua carreira de atriz no teatro, e tornou-se mais conhecida por seus papéis como mulheres complexas e emocionalmente instáveis na televisão. Paz é ganhadora de vários prêmios, incluindo quatro Grandes Otelo, dois Prêmios Guarani e um Kikito do Festival de Gramado, além de ter recebido indicações para um APCA, dois Prêmios Qualidade Brasil, um APTR e um Prêmio Shell.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 11/07/2026
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Início de vida

Infância e adolescência

Bárbara Raquel Paz nasceu em 17 de outubro de 1974 em Campo Bom, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Caçula de quatro irmãs, aos seis anos perdeu o pai, que era político na cidade. Sua mãe teve sequelas depois do parto de Bárbara e morreu depois de dezessete anos fazendo hemodiálise. Aos nove anos, Bárbara começou a trabalhar, pois a morte do pai fez com que a família passasse a ter dificuldades financeiras. Começou a pintar esculturas de gesso e vender na praça da cidade, para ajudar na compra dos medicamentos para a mãe. Adolescente, decidiu ter sua carteira de trabalho e começou a trabalhar em uma fábrica de calçados, onde permaneceu por dois meses. Voltou a estudar pela manhã e trabalhar à tarde, desta vez em uma butique, onde ficou por dois anos. Depois ingressou em uma agência de publicidade, onde fez os primeiros trabalhos como modelo.

Acidente e retomada

Em dezembro do mesmo ano, seis meses depois de chegar à capital paulista, viajou para o sul para passar as festas de final de ano. No dia de Natal, Bárbara e algumas amigas sofreram um grave acidente de carro, depois de terem bebido. Bateram em uma árvore logo depois de saírem da casa onde estavam reunidas. Ela teve um grande trauma facial e que precisou de uma sutura de 400 pontos. Depois voltou a São Paulo mas, com as cicatrizes deixadas pelo acidente, abandonou a carreira de modelo e trancou-se em casa. Depois de recuperada, retomaria a carreira. Decidiu então estudar teatro, no Centro de Pesquisa Teatral de Antunes Filho e de lá ingressou no grupo Parlapatões.

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Carreira

1997–2007: Formação artística e início na televisão

Na década de 1990, após superar o trauma do acidente de carro, retomou sua carreira artística e decidiu ingressar em cursos de artes cênicas. Bárbara formou-se pela Escola de Teatro Macunaíma e pelo Centro de Pesquisa Teatral (CPT), do dramaturgo Antunes Filho. Desde então, começou a ensaiar algumas peças e fez sua estreia profissional como atriz no espetáculo Memórias de Infância, sob a direção de Beth Lopes. O ano de 1999 foi muito prolífico para Bárbara no teatro. A atriz participou de sete produções, desempenhando papéis importantes em Romeu e Julieta e Suas Facetas, de Geraldine Quaglia, uma montagem de O Gato de Botas, na qual foi dirigida por Paolino Raffanti, protagonizando Os Mané ao lado de Hugo Possolo e Raul Barretto, Água Fora da Bacia, Mistérios Gulosos, Poemas Fesceninos, ambas com Possolo, e Grogue, na direção de Débora Dubois.

2009–18: Estreia na TV Globo e consagração artística

Em 2009, teve a oportunidade atuar em uma produção de destaque na TV Globo, a novela Viver a Vida, escrita por Manoel Carlos e exibida no horário nobre da emissora. Na trama, chamou atenção ao interpretar "Renata", uma jovem que sofria de anorexia alcoólica. Sua complexa performance na produção a levou a conquistar definitivamente seu lugar de destaque entre as atrizes de sua geração, e Bárbara recebeu indicações como Melhor Atriz Coadjuvante no Prêmio Qualidade Brasil e Prêmio Contigo! de TV, além de ser nomeada a Atriz Revelação no Melhores do Ano. Com o destaque da personagem, a atriz assinou contrato com a emissora e passou a ser recorrente em diversas produções na mesma, consolidando-se como uma atriz de forte carga dramática e tornando-se conhecida por desempenhar papéis de mulheres complexas e emocionalmente instáveis.

2019–presente: Aclamação da crítica no cinema e trabalhos recentes

Em 2019, recebeu aclamação da crítica especializada ao realizar sua estreia na direção de longa-metragem com seu documentário Babenco – Alguém tem que ouvir o coração e dizer: Parou, que reúne memórias e reflexões de Héctor Babenco, dos 38 até os 70 anos. O filme percorreu importantes festivais de cinema ao redor do mundo, destacando-se desde a sua estreia no festejado Festival Internacional de Cinema de Veneza, na Itália, onde venceu o prêmio de melhor documentário sobre cinema, Venice Classics, e o prêmio da crítica independente, Bisato D'oro. O filme também arrebatou outros prêmios importantes ao redor do mundo, incluindo melhor documentário no Festival Internacional de Cine de Viña del Mar e Festival Internacional de Cinema de Mumbai. O filme acabou sendo o escolhido pela Academia Brasileira de Cinema, entre dezenove longas brasileiros, para representar o Brasil no Oscar de melhor filme internacional na 93ª edição do prêmio.

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Vida pessoal

Na época que fazia faculdade de jornalismo e trabalhava como secretária, arrumou seu primeiro namorado, e se envolveu com o fotógrafo Marcos Lopes, em 1992. Em 1993 ficaram noivos e foram morar juntos, mas por conta de brigas constantes, a união conjugal terminou em 1995. Em 1996 começou a namorar o ator Raul Barreto, e a relação durou até 2001, terminando devido a desentendimentos. Neste mesmo ano, participou do reality show Casa dos Artistas sendo a grande vencedora, levando o prêmio de R$300 mil reais. No reality, Bárbara derrotou o roqueiro Supla, que ficou em segundo lugar. Os dois se envolveram no reality, e formaram um casal. Eles foram namorados por dois anos, até 2003, quando se separaram, para surpresa do público, pois eles se davam muito bem, estavam noivos e falavam em casamento. O término fora por causa dos ciúmes excessivos de Supla, mas o namoro terminou de forma amigável, e eles se tornaram colegas.

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Prêmios, indicações e homenagens

Ela recebeu duas condecorações da Ordem do Mérito Cultural - nas classes Cavaleiro (2013) e Comendador (2025) - por sua contribuição artística. Ganhou destaque inicial como atriz ao vencer o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Gramado pelo curta Produtos Descartáveis (2003). Na televisão, alcançou grande notoriedade ao interpretar Renata em Viver a Vida (2009), papel que lhe rendeu indicação ao Prêmio Qualidade Brasil. No teatro, foi elogiada por atuações em Vênus em Visom (2013) e Gata em Telhado de Zinco Quente (2016), recebendo indicações aos prêmios Shell e APCA, respectivamente. Como diretora, foi amplamente aclamada pelo documentário Babenco – Alguém Tem que Ouvir o Coração e Dizer: Parou, vencedor de Melhor Documentário no Festival de Veneza. O filme recebeu múltiplos prêmios, incluindo quatro Grande Otelo e dois Guarani, e foi escolhido para representar o Brasil no Oscar de Melhor Filme Internacional, embora não tenha sido indicado.==Referências==

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Fontes consultadas

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