Barbara Juliane von Krüdener
Barbara Juliane von Krüdener, Baronesa de Krüdener, foi uma mística russa.
Imagem: ubleipzig · PDM · Openverse
Filha de Otto Hermann von Vietinghoff, um militar de carreira, e da condessa Anna Ulrica von Munnich, Barbara Juliane casou-se aos 18 anos de idade (em 29 de Setembro de 1782), com o barão Burckhard Alexis Constantin von Krüdener, um diplomata viúvo e bem mais velho do que ela. Em janeiro de 1784, nasceu o primeiro filho do casal, Paul. Em 1787, o nascimento de uma menina, Juliette, trouxe complicações à saúde frágil da baronesa e ela resolveu viajar em convalescença para a França com a filha e a enteada Sophie. Durante o período que passou em Montpellier em 1790, ela conheceu um jovem capitão de cavalaria, Charles Louis de Fregeville, por quem se apaixonou. O capitão acompanhou a baronesa até Copenhaga, onde o barão servia como embaixador, e lá, ela comunicou ao marido que não mais poderia viver com ele. Todavia, Von Krüdener recusou-se a falar em divórcio, e, com a partida do capitão para a guerra, Juliane resolveu viajar pela Europa, atividade na qual passou alguns anos.
Vida nova
Em janeiro de 1804 a baronesa decidiu retornar à sua cidade natal, Riga, e lá seus nervos foram duramente abalados quando um conhecido, ao encaminhar-se para saudá-la, caiu morto aos seus pés. O choque a fez buscar consolo na religião, particularmente nas pregações escatológicas e moralizantes de influentes figuras do pietismo, como Heinrich Jung-Stilling de Karlsruhe e Jean Frederic Fontaines, em Vosges, onde ela permaneceu por dois anos e passou a acreditar que havia sido chamada para estabelecer o reino de Cristo na Terra. Acompanhada por Fontaines e uma legião de seguidores e admiradores, decidiu fundar uma colônia onde o ‘’povo eleito’’ poderia esperar a Segunda vinda de Cristo. Todavia, sem encontrar nenhuma simpatia por parte das autoridades francesas ela acabou por retornar ao sul da Alemanha, sempre arrebanhando multidões e influenciando até o líder pietista suíço Henri Louis Empeytaz, que substituiu Fontaines ao seu lado na liderança do movimento.


