Vila Nova de Foz Côa
Vila Nova de Foz Côa é uma cidade portuguesa localizada na sub-região do Douro, pertencendo à região do Norte e ao Distrito da Guarda. Tem uma área urbana de 90,17 km2, 3 101 habitantes em 2021 e uma densidade populacional de 35 hab./km2.
Vila Nova de Foz Côa recebeu o seu primeiro foral em 1299, concedido por D. Dinis, tendo sido renovado pelo mesmo monarca em 1314. Em 1514, foi concebido um novo foral por D. Manuel I. No concelho destacam-se vários monumentos, entre os quais estes três monumentos nacionais: o castelo de Numão, o Pelourinho de Vila Nova de Foz Côa e a Igreja Matriz da mesma vila, com uma fachada manuelina. Um outro monumento importante no concelho é o castelo de xisto de Castelo Melhor, de construção leonesa que remonta aos inícios do século XIII, integrado na região de Riba Côa, o qual passou para as mãos da coroa portuguesa em 1297 pelo Tratado de Alcanizes. Nas suas raízes, Vila Nova de Foz Côa encontra o homem paleolítico que, com modestos artefactos, vincou na dureza do xisto ambições e projetos do seu universo espiritual e material, fazendo deste santuário o maior museu de arte rupestre ao ar livre, hoje Património da Humanidade.
** População residente; *** População presente (1900–1950)
O município de Vila Nova de Foz Côa está dividido em 14 freguesias:
Eleições autárquicas
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No aspeto económico há que realçar a quase dependência agrícola, salientando-se as culturas da vinha, amendoeira, oliveira e ainda a figueira, laranjeira e horticultura em geral. Em termos industriais, salienta-se apenas para a extração de xisto para esteios de vinha, na sede do município. Noutros tempos, existiam as culturas do linho, seda e sumagre, hoje desaparecidas. De tudo isto resulta um azeite finíssimo, um ótimo vinho (de mesa e do Porto), amêndoas em profusão e figos secos, que um município eminentemente agrícola são prenúncio de boa gastronomia, com acento na doçaria.
Imagem: Porto Convention and Visitors Bureau · BY-NC-SA · Openverse
A gastronomia fozcoense é bastante apaladada e rica em pratos variados. Vegetais frescos e frutos saborosos conferem às ementas o sabor natural dos produtos. O vinho é o requinte da mesa em dia de festa. Branco ou tinto, encorpado ou forte, como todos os maduros genuínos do Douro (Adegas Cooperativas de Foz Côa, Freixo de Numão, Vale da Teja e outras quintas vinícolas da região). As Adegas Cooperativas do município detêm marcas de vinho engarrafado de excelente qualidade, como os das marcas Vale Sagrado, Paleolítico e Escorna Bois. O pão local de agradável sabor, de trigo ou de centeio, com que se bebe um "copo" acompanha bem o queijo, o chouriço ou as azeitonas, produtos regionais de grande qualidade. O azeite também é característico da região e pode acompanhar cozidos suculentos salteados com couves tenras, repolhos e grelos. O peixe do Rio Douro e seus afluentes, a carne de porco, de cabrito ou de anho e a caça como o coelho, a lebre e a perdiz são pratos muito apreciados.
A grande potencialidade desta cidade, juntamente com as 14 freguesias, é poder proporcionar diversas ofertas turísticas. Existem vários tipos de turismo e Foz Côa está inserida no Plano Estratégico Nacional para Turismo (PENT): 1º nível: city break, 2º nível: touring e turismo de natureza e 3º nível: turismo de negócios e gastronomia. O Posto de Turismo de Vila Nova de Foz Côa situa-se na Av. Cidade Nova, reúne informações diversas sobre o município, tais como: locais de interesse patrimonial, paisagístico, cultural, hotelaria e restauração. .mw-parser-output .hatnote{font-style:italic}.mw-parser-output div.hatnote{padding-left:1.6em;margin-bottom:0.5em}.mw-parser-output .hatnote i{font-style:normal}.mw-parser-output .hatnote+span.mw-empty-elt+.hatnote,.mw-parser-output .hatnote+link+.hatnote{margin-top:-0.5em} O património edificado de Vila Nova de Foz Côa é também um motivo importante de visita turística. O município possui aldeias históricas que em tempos já foram sede de município, tais como, Freixo de Numão, Almendra e Castelo Melhor, dada a sua importância fronteiriça na defesa do território. No município contam-se, para além das aldeias, todas elas antigas e tradicionais, inúmeros palácios, solares, pelourinhos, tudo testemunhos de uma história que “passou por ali” que “por ali se fez”, ao longo dos nove séculos da nacionalidade.
Gravuras e Parque Arqueológico
O Parque Arqueológico do Vale do Côa é considerado como um dos mais importantes sítios de arte rupestre do mundo e é o mais importante sítio com arte rupestre paleolítica de ar livre. Aqui foram identificados cinco dezenas de núcleos de arte, ao longo dos últimos 17 km do Rio Côa, até à sua confluência com o Douro. Estes núcleos apresentam Paleogravuras de Arte rupestre datadas, na sua maioria, do Paleolítico superior (mais de 10 000 antes do presente) mas o vale guardou também exemplos de pinturas e gravuras do Neolítico e Calcolítico, gravuras da Idade do Ferro e dos séculos XVII, XVIII, XIX e XX, altura em que os moleiros, os últimos gravadores do Côa, abandonaram o fundo do vale.”
Museu de Arte e Arqueologia do Vale do Côa
O Museu do Côa é o segundo maior museu (em área) de Portugal, a seguir ao de Arte Antiga de Lisboa. Os temas abordados são diversos, resultando de uma dinâmica de trabalho que procura cruzar fatores exteriores, como topografia e acessibilidades, e fatores de conteúdo programático. O desafio de fundir estes fatores torna-se explicito no conceito da intervenção conceber um museu enquanto integração na paisagem. Está bem presente no espírito que residiu à Fundação Museu do Douro a necessidade e a preocupação de preservar, valorizar e divulgar os testemunhos da cultura material e imaterial das populações que construíram a paisagem douriense. Ainda, realçar a necessidade de uma instituição museológica de âmbito regional, vocacionada para inventariação, recolha, investigação, preservação, valorização e divulgação desses testemunhos da cultura, em especial do património material e imaterial do Douro Vinhateiro.
Ferrovia
A Linha do Douro é uma linha de caminho-de-ferro em Portugal que ligava o Porto a Barca d'Alva, numa extensão de 200 km. A linha, em grande parte do seu percurso acompanha as margens do rio Douro, contendo, a maior extensão de via-férrea ladeada de água de Portugal, superando mesmo o grande troço ribeirinho da Linha da Beira Baixa (ao longo do rio Tejo). A linha encontra-se encerrada no troço compreendido entre Pocinho e Barca d'Alva. Hoje a linha do Douro, apenas está ativa ao tráfego ferroviário no troço Porto-Pocinho.
Cais fluvial do Pocinho
O cais fluvial do Pocinho é usado sem que se aproveite nenhum género de rendimento turístico com fins lucrativos ou outro. Como aproveitamento organizado recebe visitas de praticantes de canoagem, especialmente russos, com o de treino para competições, pois a albufeira da barragem do Pocinho permite uma ótima pista/percurso de treino intensivo.
Embarcação "Senhora da Veiga"
O município de Vila Nova de Foz Côa organiza passeios pelo Rio Douro no barco rabelo “Senhora da Veiga”. Esta embarcação, propriedade do Município, está a ser explorada pela Empresa Municipal Fozcoainvest, Energia, Turismo e Serviços, E.M., e tem capacidade para transportar 70 pessoas. Os passeios são efetuados ao longo do Rio Douro entre a cidade do Peso da Régua e Barca d'Alva.
Festa da Amendoeira em Flor e dos Patrimónios
Com a Natureza em festa, todo o município se movimenta na famosa Quinzena das Amendoeiras em Flor, sobretudo nos três fins-de-semana que a integram. Costuma ser muito movimentada a Feira Franca (no 1º Domingo de Março) e regista inusitada animação o Cortejo Alegórico, que inclui habitualmente cerca de 50 carros, percorrendo, sob a animação de fanfarras e bandas musicais, as principais artérias da cidade.


