Esporte Clube XV de Novembro (Piracicaba)
O Esporte Clube XV de Novembro, mais conhecido como XV de Piracicaba, é uma agremiação brasileira de esporte da cidade de Piracicaba, interior de São Paulo. Foi fundada em 15 de novembro de 1913 e suas cores são o preto e o branco. Seu apelido carinhoso é "Nhô Quim", que representa o caipira do interior de São Paulo.
O XV de Novembro foi fundado no ano de 1913, tendo por diversos anos participado do Campeonato Paulista da primeira divisão. Sua participação mais expressiva terminou com o vice-campeonato de 1976. O clube já conquistou vários títulos, dentre os quais se destacam os campeonatos paulistas da segunda divisão de 1947, 1948, 1967, 1983 e também de 2011. O XV conquistou também o Campeonato Brasileiro da Série C de 1995 e a Copa Paulista por três vezes, em 2016, 2022 e 2025. O seu mascote é o Nhô Quim, criado por Edson Rontani, e retrata o típico torcedor piracicabano descendente de italianos. No dia 15 de novembro de 2013 o XV se tornou mais um clube centenário no Brasil, e a primeira meta do time piracicabano já foi cumprida em 2012: não ser rebaixado e disputar o Campeonato Paulista de Futebol de 2013 - Série A1. Para o Paulistão, a nova diretoria do XV, contratou 21 jogadores e entre eles, os experientes atletas Fabiano, com passagens por São Paulo, Internacional e Santos, e Danilo Sacramento, vice-campeão paulista com o Guarani em 2012.
O Início
A cidade de Piracicaba era conhecida nos anos 1910 como pérola paulista - na época, a cidade tinha cerca de 40 mil habitantes e a sua economia local baseava-se na agricultura canavieira e no café. Nesta época, duas tradicionais famílias piracicabanas, Pousa e Guerrini, comandavam o futebol amador no município. A família Pousa gerenciava o Esporte Clube Vergueirense, enquanto os Guerrini tomavam conta do 12 de Outubro. Em outubro de 1913, as duas famílias se reuniram e resolveram montar uma única equipe que representasse a cidade. Convidaram então Carlos Wingeter, cirurgião dentista e capitão da Guarda Nacional, para ser o presidente do clube que estava se formando com a fusão das duas famílias. Wingeter, filho do religioso alemão Jacob Philip Wingerter, aceitou o convite prontamente, mas com apenas uma exigência: o nome do novo time teria que ser XV de Novembro, em homenagem à data marcada pela Proclamação da República.
Lei do Acesso
"Pioneiro da Lei do Acesso”. A frase, eternizada na letra do hino oficial do XV, escrito por Jorge Chaddad e Anuar Kraide, comemora o feito do clube ter sido o primeiro time do interior a ter o direito de disputar a elite do estadual paulista - antes disputada apenas por clubes da capital e equipes convidadas. Com o novo regulamento, criado pelo presidente da Federação Paulista de Futebol, Roberto Gomes Pedrosa em 1948, a competição saltou de 14 para 43 participantes, divididos na fase inicial em três grupos (um de 15 e dois de 14). O regulamento previa que os primeiros colocados de cada chave fariam o triangular final para decidir o campeão.
Anos 1960
Em 1964, sob o comando do lendário Romeu Italo Ripoli, o clube fez uma excursão pela Europa e pela Ásia. Naquela época, o Brasil já era bicampeão mundial e apenas o Santos e o Botafogo faziam esse tipo de viagem. O XV de Piracicaba jogou na Suécia, na Polônia, na Alemanha (Ocidental e Oriental, divisão política da época), na Dinamarca, e nas então repúblicas soviéticas da Rússia, Ucrânia, Moldávia, Cazaquistão e Uzbequistão durante a Guerra Fria. No dia 23 de abril daquele ano, apesar da derrota por 2 a 0, uma partida ficou para história. O alvinegro enfrentou a Seleção Soviética de Lev Yashin, considerado um dos melhores goleiros da história e conhecido como “Aranha Negra” devido ao seu uniforme todo preto. No total, o XV de Piracicaba disputou 20 jogos, com 5 vitórias, 5 empates e 10 derrotas nas partidas na Europa e Ásia. Foram 32 gols assinalados e 37 sofridos.
Anos 1970 a 1990
Em 1973, Ripoli voltou à presidência do XV e levou o time a uma das suas maiores conquistas, o vice-campeonato paulista de 1976, ano em que o Palmeiras foi campeão. O XV foi primeiro clube do interior paulista a atingir tal classificação. Em 1979, o XV foi o 13.º colocado do Campeonato Brasileiro de Futebol, a melhor colocação de sua história no torneio. Nesse mesmo campeonato, goleou a equipe do Grêmio por 3 a 0, em Piracicaba. As polêmicas de Ripoli com a Federação Paulista de Futebol mantiveram o time sempre em grande destaque na imprensa, até o falecimento do presidente em 1983. Em 1980, o XV foi rebaixado no Paulistão de 1980, voltando em 1984. O clube se manteve no Paulistão de 1984 até 1995, último ano em que o XV participou da primeira divisão do futebol paulista até então. Depois desceu para a segunda e posteriormente para a terceira divisão. Jogou a segunda divisão em 1996, 1997, 1998, 1999 e 2000.
Recordes
Mesmo rebaixado em 1995 no Campeonato Paulista e ausente dele por 17 anos, a equipe piracicabana ia muito bem na Série B Brasileirão. Em 1998, por exemplo, o XV obteve 7 vitórias consecutivas no início do campeonato. Até hoje, esse é o recorde de vitórias nas rodadas iniciais da segunda divisão nacional.
Anos 2000
De 2001 até 2005, jogou a terceira divisão estadual. No ano de 2005, o time subiu para a segunda divisão, porém, devido à fraca campanha na Série A2 de 2006, voltou a ser rebaixado. Disputou a terceira em 2007, 2008, 2009 e em 2010, quando voltou à Série A2. Mesmo estando nas divisões inferiores do futebol paulista, a média de públicos nos jogos em Piracicaba era grande. Havia jogos em que o público era de 10 mil espectadores, como no jogo entre XV e Olímpia pela terceira fase da A3 de 2007. O XV passou por uma reestruturação, apostando nas categorias de base, a qual conseguiu pela primeira vez chegar à final da primeira divisão do campeonato paulista Sub-20, em 2007, que teve como campeão a equipe do Santos F.C.
Em 2013, após meses de votação, passando primeiro pela escolha popular e depois pelos diretores e conselheiros do XV de Piracicaba e jornalistas da cidade, foi eleita a Seleção do Centenário do clube, formada por: Sidmar; De Sordi, Aílton Luiz, Idiarte e Almeida; Chicão, Vadinho, Pianelli e Nardela; Gatão e Paulinho Massariol - Treinador: Dema
Barão da Serra Negra
Inaugurado no dia 4 de setembro de 1965, ainda inacabado após quase cinco anos de obras, pelo então prefeito municipal Luciano Guidotti, o Estádio Barão da Serra Negra, denominado por meio da Lei 1.365 de novembro de 1965, é a casa do Esporte Clube XV de Novembro de Piracicaba. O projeto de construção do estádio do XV, que até então mandava seus jogos no extinto Roberto Gomes Pedrosa, foi iniciado efetivamente por meio da lei 368 de 3 de julho de 1953, sancionada pelo prefeito Samuel de Castro Neves. Mas foi outra lei, a de 924 de 24 de novembro de 1960, sancionada pelo prefeito Francisco Salgot Castillon, que autorizou a construção. A primeira partida disputada no local foi entre o Alvinegro Piracicabano e o Palmeiras, duelo que terminou empatado em 0 a 0, com um público de 15.674 pessoas e renda de Cr$ 19.825.000,00. Anterior ao início do jogo, o Nhô Quim homenageou o presidente da equipe paulistana, Delfino Facchina, que por sua vez ofereceu uma placa de bronze para a Prefeitura de Piracicaba. O XV de Piracicaba, do técnico Gilson Silva, foi escalado com Sílvio; Virgílio, Pescuma, Dorival e Chiquinho; Bastos e Emílio; Warner, Rodarte, Benê e Sabino.
CT XV Raízen
O Centro de Treinamento XV Raízen é destinado ao treinamento e revelação de talentos do futebol profissional e das categorias de base do clube piracicabano. A estrutura possui dois campos de futebol com dimensões oficiais e vestiários.


