Pesquisa · Mapa mental

Bandido da Luz Vermelha

João Acácio Pereira da Costa, conhecido como Bandido da Luz Vermelha, foi um notório assassino em série brasileiro.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 19/07/2026
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Biografia

João Acácio ficou órfão com apenas quatro anos. Ele e seu irmão mais velho, Joaquim Tavares Pereira, passaram, então, a ser criados por um tio. Em 1967, ano em que foi preso em Curitiba (PR), Luz Vermelha contou que ele e o irmão eram submetidos a trabalhos forçados pelo tio em troca de comida. O criminoso disse ainda que ambos foram torturados física e psicologicamente pelo parente, que negou as acusações. Quando pré-adolescente, foi estuprado por meninos mais velhos que eram seus rivais. Essas agressões sofridas parecem ter despertado seus piores instintos. Na adolescência, foi morar no estado de São Paulo fugindo dos furtos que praticou no seu estado natal, fixando residência na cidade de Santos, onde se dizia filho de fazendeiros e bom moço e levava uma vida pacata no lugar que escolheu para morar, mas, ao contrário do "bom moço", praticava seus crimes em São Paulo e voltava incólume para Santos.

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Prisão

Imagem: vcheregati · BY-SA · Openverse

João Acácio foi preso em 8 de agosto de 1967 na cidade de Curitiba, após a polícia descobrir que ele vivia sob a identidade falsa de Roberto da Silva. No interrogatório, ele confessou quatro crimes: Por conta disso, ele foi condenado por quatro assassinatos, sete tentativas de homicídio e 77 assaltos, com uma pena de 351 anos, 9 meses e três dias de prisão. Nunca ficou comprovado, porém, que Acácio cometeu estupro ou que teve relações sexuais com suas vítimas.

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Liberdade

Imagem: Um resgate coletivo da história · BY-NC · Openverse

Após cumprir os 30 anos previstos em lei, foi libertado na noite do dia 26 de agosto de 1997 e retornou para a cidade de Joinville, mantendo uma certa popularidade, pois tinha obsessão em vestir roupas vermelhas e quando alguém lhe pedia um autógrafo, ele simplesmente escrevia a palavra "Autógrafo".

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Morte

Imagem: flaviaflavia · BY-NC · Openverse

Após quatro meses e vinte dias em liberdade, João foi assassinado com um tiro de espingarda na cabeça na noite do dia 5 de janeiro de 1998, durante uma briga em um bar. Conforme informado na época pelo jornal "Notícias Populares", o algoz do ex-detento alegou ter efetuado o disparo para salvar a vida do irmão, que fora agarrado e ameaçado com uma faca depois de um desentendimento por causa de um suposto assédio sexual cometido por Luz Vermelha contra a mãe e a mulher do algoz. Em novembro de 2004, o algoz foi absolvido pela Justiça de Joinville, confirmando que o ato foi em legítima defesa.

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