Bandeira da Palestina
A bandeira do Estado da Palestina consiste em um tricolor composto por três faixas horizontais de igual dimensão — preta, branca e verde, de cima para baixo — sobrepostas por um triângulo vermelho que se estende a partir do mastro. Ela ostenta as cores pan-árabes, originalmente combinadas nesse formato durante a Revolta Árabe de 1916, simbolizando o povo palestino e o Estado da Palestina.
A bandeira utilizada pelos nacionalistas árabes palestinos na primeira metade do século XX era a mesma da Revolta Árabe de 1916. As origens desse pavilhão são objeto de controvérsia e mitologia. Segundo uma das versões, as cores foram selecionadas pelo 'Clube Literário' nacionalista árabe em Istambul, em 1909, inspiradas nos versos do poeta árabe do século XIII Safi al-Din al-Hili: Perguntai às lanças erguidas, de nossas aspirações, Que deem testemunho as espadas: perdemos a esperança? Somos uma falange, a honra freia nossas almas, De atacar primeiro quem não nos ferir. Brancas são nossas ações, negras nossas batalhas, Verdes nossos campos, vermelhas nossas espadas. Uma versão alternativa atribui a concepção da bandeira à Sociedade dos Jovens Árabes, fundada em Paris em 1911. Outra hipótese sugere que o desenho teria sido elaborado por Sir Mark Sykes, do Ministério das Relações Exteriores britânico. Independentemente da versão correta, o fato é que o xerife Hussein bin Ali já utilizava a bandeira até 1917, e ela rapidamente se consolidou como símbolo do movimento nacionalista árabe no Mashriq (região do Levante).
Supressão por Israel (1967–1993)
Imediatamente após a Guerra dos Seis Dias (1967), o Estado de Israel proibiu a exibição pública da bandeira palestina na Faixa de Gaza e na Cisjordânia, então ocupadas. Uma lei de 1980, que vetava obras de arte com "significado político", baniu também qualquer composição artística que utilizasse as quatro cores do pavilhão palestino, levando à frequente detenção de palestinos que as exibissem. A proibição foi suspensa após os Acordos de Oslo (1993). No entanto, desde 2014, a polícia israelense tem autoridade para confiscar a bandeira se considerada "apoio ao terrorismo" ou "perturbação da ordem pública" — poder exercido de forma recorrente. Em janeiro de 2023, o ministro da Segurança Nacional Itamar Ben-Gvir ordenou explicitamente a proibição do símbolo em espaços públicos.
O emoji da bandeira da Palestina (🇵🇸) (geralmente referido oficialmente como bandeira dos territórios palestinos) foi aprovado em 2015. Isso tem sido importante para o ativismo pró-Palestina online, especialmente desde 7 de outubro de 2023.
Símbolo da melancia
O uso da melancia como símbolo palestino surgiu em resposta ao confisco de bandeiras palestinas por Israel.
A bandeira é semelhante à do Partido Baath da Síria, que usa as mesmas formas e cores, mas uma proporção de 2:3, em oposição à de 1:2 da Palestina, bem como à da efêmera Federação Árabe do Iraque e Jordânia (que tinha um triângulo equilátero no mastro). Também é semelhante à Bandeira do Sudão, à Bandeira da Jordânia e à Bandeira do Saara Ocidental, todas inspiradas na Grande Revolta Árabe contra o domínio otomano (1916-1918). A bandeira da Revolta Árabe tinha a mesma forma gráfica, mas as cores estavam dispostas de forma diferente (branco na parte inferior, em vez de no meio).


