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Banda Calypso

Banda Calypso foi uma banda brasileira de calypso, com influências de ritmos regionais do estado de origem. O conjunto foi formado em Belém no estado do Pará, em 1999, pela cantora e dançarina Joelma Mendes e pelo guitarrista e produtor musical, Cledivan Almeida Farias, mais conhecido como Chimbinha. Após iniciarem um relacionamento amoroso, Chimbinha ofereceu a proposta de montar uma banda a Joelma, que aceitou instantaneamente, e no ano seguinte liberaram, de forma Independente, o álbum de estreia homônimo do grupo, que vendeu 500 mil exemplares e conquistou um certificado de platina no Brasil.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 19/07/2026
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História

1999—2003: Formação e ínicio da carreira

Cledivan Almeida Farias, mais conhecido como Chimbinha, nasceu em Oeiras do Pará, no Pará. Começou a tocar guitarra ainda aos 12 anos, sendo influenciado por artistas do estado. Junto com eles, reinventou o ritmo calypso. Aos 18 anos já era o produtor musical mais conhecido de Belém. Joelma da Silva Mendes nasceu em Almeirim, no mesmo estado. Embora desejasse ingressar na profissão de advogada, por ser um sonho de infância, Joelma começou a cantar por intermédio de um colega de escola que a incitava a cantar com ele em pequenos bares e festivais locais. Aos 19 anos, tornou-se conhecida na região depois de se apresentar na Feira de Arte e Cultura de Almeirim (FEARCA). Por esta época, ela foi descoberta por uma proprietária da Banda Fazendo Arte que a convidou para ir à Belém realizar um teste que pudesse integrá-la aos vocais do grupo. Com certo reluto, Joelma recusava o convite, no entanto, acabou aceitando-o e foi selecionada. Sua saída da banda, aos 23 anos de idade, impulsionou-lhe a decisão de gravar um álbum solo e estava a procura de um produtor musical que produzisse este trabalho, sendo apresentada pelo cantor e compositor Kim Marques a Ximbinha. Logo depois de se conhecerem e concluírem o disco, ambos iniciaram um relacionamento amoroso e não queriam a divisão no ramo profissional por conta da relação. À vista disso, decidiram fundar, juntos, uma banda musical, batizada de Banda Calypso. O primeiro show do grupo ocorreu em junho do mesmo ano, em uma pequena casa noturna em Belém, conhecida como Xodó.

2004—05: Ascensão

Em 16 de outubro de 2004 chega às lojas o sexto álbum da banda, intitulado Volume 6. O single liberado, "A Lua Me Traiu", tornou-se o maior destaque do projeto, convertendo-se, posteriormente, na canção de assinatura do grupo e uma das canções mais executadas nas rádios brasileiras em 2005. Em julho de 2005, a revista estadunidense Billboard publicou a informação de que o trabalho havia atingido a quinta colocação em vendas no Brasil. Até julho de 2015, a obra já havia sido adquirida mais de 1 milhão de vezes em todo o país. Dando continuidade aos trabalhos, a banda providenciou ainda em 2004 a gravação de seu segundo registro audiovisual. O show foi realizado no dia 14 de novembro no sambódromo de Manaus, reunindo um público de aproximadamente 50 mil pessoas. Esta apresentação foi incluída no terceiro álbum ao vivo do grupo, intitulado Na Amazônia, que foi lançado em 20 de fevereiro de 2005. A Billboard informou que o trabalho conquistou a terceira colocação em vendas no Brasil, enquanto na parada de álbuns da revista Época, obteve o primeiro lugar entre os 20 DVDs mais comprados do país. Até dezembro de 2005, Na Amazônia já havia chegado a marca de meio milhão de exemplares vendidos.

2006—08: Auge do sucesso comercial

Em 3 de setembro de 2006, a banda se apresentou para um público de 1,5 milhão de pessoas em Nova Iorque, durante o festival Brazilian Day. Uma semana depois, lançaram seu quarto álbum ao vivo e terceiro de vídeo, Banda Calypso pelo Brasil, gravado em cinco capitais brasileiras, sendo elas Brasília, Rio de Janeiro, Recife, Salvador e Belém. O projeto obteve a sexta posição entre os dez mais comprados do país, com quinhentas mil cópias vendidas no período de duas semanas; rendendo uma certificação de diamante quíntupla pelas vendas de sua edição em vídeo – convertendo a banda na única em toda a história da música brasileira a conseguir este feito – e vendeu mais de 2,5 milhões de cópias.

2009—12: Consolidação

Em fevereiro de 2009, foi lançado o oitavo álbum de estúdio, Amor sem Fim, que contou com a participação especial dos levantadores de toadas David Assayag e Edilson Santana, da dupla Edu & Maraial e da filha de Joelma e Ximbinha, Yasmin. O álbum lançou como singles "Vida Minha", "Xonou Xonou" e "Chá de Maracujá". No mesmo ano, a banda completou 10 anos de carreira. O fato foi comemorado em 6 de novembro de 2009, em Recife, com a gravação de seu sexto álbum ao vivo e quinto álbum de vídeo, 10 Anos, que contou com a participação de Fagner, Voz da Verdade, Bruno & Marrone e Maestro Spok e foi lançado em março de 2010 através da Som Livre. O projeto recebeu, pela PMB, o disco de platina para as vendas do DVD – que se tornou um dos mais vendidos do ano no Brasil – e o disco de ouro para os dois volumes do CD duplo.

2013—14:Últimos projetos

Em 2013, lançaram seu décimo segundo álbum de estúdio, Eu Me Rendo, e seu nono álbum ao vivo e sétimo de vídeo, Ao Vivo no Distrito Federal, gravado em 8 de agosto do mesmo ano durante uma apresentação para um público de 35 mil pessoas no festival O Maior São João do Cerrado, em Ceilândia, que contou com a participação de Amado Batista e Reginaldo Rossi. Os álbuns lançaram respectivamente como singles "Eu Me Rendo" e "A Festa Começou". Em 2014, foi lançado o décimo terceiro álbum de estúdio, Vibrações, que teve sua faixa-título lançada como single. No mesmo ano, a banda completou 15 anos de carreira. O fato foi comemorado em 23 de novembro de 2014 na Praça Siqueira Campos, em Belém, com a gravação de seu décimo álbum ao vivo e oitavo álbum de vídeo, 15 Anos, que contou com a presença de 90 mil pessoas e a participação de Calcinha Preta, Daniel, Ludmila Ferber, David Assayag, Edilson Santana, Lia Sophia, Mestre Vieira, Mestre Curica, Alberto Moreno, Edílson Moreno, Marcello Wall, Nelsinho Rodrigues e Viviane Batidão. 15 Anos foi lançado em 5 de junho de 2015 e gerou como single "Vamos Ficar de Bem". Joelma e Chimbinha chegaram a ir a Miami, Estados Unidos, com o intuito de iniciar a produção de seu primeiro disco em espanhol, com ajuda do produtor Cesar Lemos. A gravação aconteceu no Circle House Studios. No entanto, o projeto não chegou a ser concluído.

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Arte

Estilo musical e influências

O estilo musical predominante da Banda Calypso é descrito como calypso; um gênero musical criado no Pará e derivado do brega, porém, composto por batidas mais aceleradas, a introdução de guitarras e a função de sons do Caribe. Apesar disso, eles também experimentaram outros ritmos em sua musicalidade como o zouk, carimbó, merengue, lambada, cumbia, e bachata. Sobre o nome de seu ritmo de assinatura, Joelma disse em entrevista ao programa Altas Horas, da Rede Globo: "[...] Calypso, é, eu que dei o nome, né? Porque esse ritmo na verdade lá em Belém era chamado de brega, quando a gente ia gravar os músicos sempre falavam em Calipso '- ah! Vou colocar a bateria calipso aqui, a guitarra calipso aqui, era calipso, calipso, calipso, entendeu? [...] O ritmo era o Calipso, só que não se falava esse nome fora do estúdio".

Imagem pública e performance

Além do aspecto musical, a banda chamou atenção do público e da mídia por seu estilo visual e performances de palco. Em 2005, editores da Folha de S.Paulo descreveram o visual da dupla, dizendo: "Chimbinha usa uma mecha loira no topete, enquanto Joelma veste top, shortinho, bota de plataforma com salto-alto, tudo coberto por uma renda preta com bordados dourados". De acordo com o guitarrista, isso se deu "porque, como calypso é um ritmo, há muitas bandas que se chamam de calypso. Quando começamos a aparecer na televisão, tive a ideia de fazer essa mecha para não confundir. Assim, agora todos sabem qual é a Banda Calypso". Pimentel opinou que o estilo de roupas da vocalista "era de gosto duvidoso" e beirava ao "brega". Sobre ser rotulada como "brega" por sua vestimenta e estilo musical, a mesma expressou: "Tô nem aí. Tô feliz. Só ao fato de chegar a onde cheguei [...] Eu nem olho para essas coisas". A vocalista também tornou-se conhecida por seus movimentos de dança, quase que sempre compostos por bate cabeça, que tornam-se sua "marca registrada". A mesma explicou como isso surgiu: "Eu sempre usei cabelo muito grande, até a cintura. E quando eu cantava, eu tirava o cabelo (da frente). E aí quando terminou o show, uma pessoa veio me falar: 'nossa, eu adoro essa dança do cabelo que você faz'. E aí eu comecei a coreografar com o cabelo". Um editor d'Globo analisou que, para os padrões pós-É o Tchan!, Joelma era "uma anti-musa", comentando: "É loira, mas não é exuberante; dança sensualmente, mas não dança vulgarmente. É, mas não é muito. Eis um bom jeito de definir a Banda Calypso".

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Impacto e legado

A Banda Calyso foi creditada por ajudar a redefinir e popularizar a música do Pará — do calypso e, da propriamente dita, "música brega" — em outras regiões do país. O pesquisador Marcos Silva, escreveu em um artigo publicado pela Universidade Católica de Pernambuco, que o grupo trouxe a esse gênero uma fórmula inovadora, que combinava "coreografias, bailarinas, músicas dançantes e uma mulher no vocal. A partir daí, as vozes femininas passaram a ter presença significativa na cena brega". O acadêmico Mateus Pereira Lago enalteceu a banda, em sua análise da carreira de Joelma, por quebrar bairrismos contra seu estado de origem: "Desde suas primeiras investidas como artista, Joelma comprometeu-se em dar voz à sua cultura, fosse nas músicas interpretadas por ela, nos figurinos marcados pelos traços característicos de seu estado, e nas performances executadas por ela em palco. Segundo a cantora, um de seus bordões que lhe tornou conhecida no Brasil e fora do país, o famigerado "Isso é Calypso!", teve sua origem a partir da tentativa pessoal e profissional em romper com o preconceito regional e musical enfrentado por ela e pelo parceiro Ximbinha; ela diz que nos bastidores de shows pelo país o contato com outras bandas era interrompido depois de se apresentarem como artistas paraenses, como se portassem algum mal contagioso. O grito mesclava agressividade com afirmação e representou durante os 15 anos do grupo a quebra do preconceito atribuído à cultura do Pará". Lago também observou que às performances da vocalista à frente da Banda Calypso "tornou-se a maior referência atual do carimbó em todo o território nacional". Acrescentando que ela "sempre levou o ritmo em suas apresentações, fosse nos shows por todo o Brasil, e em turnês internacionais, apresentações na TV ou em trabalhos de divulgação oficial da banda a qual liderava, chegando a romper com gravadoras por estas não aceitarem a inclusão de músicas de carimbó nos álbuns certificados sob seus selos".

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Fontes consultadas

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