Rainha das Rainhas do Carnaval Paraense
Rainha das Rainhas do Carnaval Paraense ou Rainha das Rainhas, é um evento anual que acontece no início do ano, mais precisamente no carnaval, na cidade de Belém, organizado pelo Grupo Liberal. Tem como participantes uma representante por cada clube participante da capital paraense. Por ano, cerca de 15 clubes participam do concurso. O certame é um dos maiores concursos de beleza do Brasil, vide Lista de concursos de beleza, e o maior do Norte e Nordeste. Atualmente o título pertence a Layane Santos, do Guará Acqua Park.
Prestes a comemorar 65 anos de tradição, o Rainha das Rainhas do Carnaval inova e dessa vez o Rainhas começou até atrações especiais.[carece de fontes?] Em 2010, quem se apresentou no palco do Rainhas foi a humorista Felizmunda - Comediante Paraense e chamou a atenção do público presente ao Hangar. Nessa edição, a candidata Bruna Pontes, da Assembleia Paraense, teve a fantasia puxada enquanto desfilava para o público. Apesar do incidente, a candidata não se desanimou e terminou seu desfile, levando inclusive o título daquele ano.[carece de fontes?] Em 2011, foi o ano dos 65 anos do Rainha das Rainhas do Carnaval. Desta vez, a atração ficou com o cantor baiano Ricardo Chaves, que animou o público, e a Escola de Samba Rancho Não Posso Me Amofiná.[carece de fontes?] Em 2012, o Rainha das Rainhas coroou a candidata Thalita Maués, do Grêmio Literário e Recreativo Português. Novamente a Escola de Samba de Belém Rancho Não Posso me Amofiná animou o público presente ao Hangar.[carece de fontes?]
1947: O início
Tendo sua primeira edição em 1947, criado pela família Maranhão então proprietária do jornal "Folha do Norte", na época o mais tradicional do Pará. Os irmãos Maranhão, proprietários do jornal, se reuniram com o jornalista Ossian Brito, decidiram então criar um concurso para ser usado para acalmar a briga política que havia entre os Maranhão e o então governador Zacharias de Assumpção. O concurso aconteceu pela primeira vez na sede do Clube dos Aliados, tendo como convidado especial o governador do Pará. Na época, a ideia inicial de acalmar a briga política então deu certo: Foram acalmado os ânimos entre os Maranhão e um segmento da classe política. O Jornal "Folha do Norte" fez um grande marketing do evento, que a partir da li, passou a ser realizado anualmente, tendo como coordenador: Ossian Brito, que decidiu então que os jurados seriam pessoas "em trânsito" pela cidade de Belém, para que de forma alguma houvesse influência no resultado final.
Décadas de 1950 e 1960: Desfiles em carro aberto
Antigamente, as candidatas ao título de Rainha do Carnaval desfilavam em carro aberto pelas ruas de Belém em direção a algum clube social. Ao chegar lá, as candidatas desfilavam de portas fechadas, ficando apenas o júri, apresentador e os dirigentes de clubes que participavam do resultado do concurso. Nessa fase ficaram marcados: No ano de 1966 o jornalista Romulo Maiorana, que na época era presidente do Grupo Liberal, adquiriu o jornal Folha do Norte e em 1967 o concurso muda totalmente de comando. O Rainha das Rainhas continuou com a chancela do jornal A Folha do Norte, mas tendo como novo presidente o jornalista Romulo Maiorana.
Década de 70: A transmissão pela televisão e estreia do Papaya
Em 1971, a candidata Ana Júlia Chermont da Assembleia Paraense surpreendeu se apresentando com uma trilha sonora no concurso, já que desde então, a apresentação ocorria nas ruas de Belém em carro aberto ao som de buzinas. A candidata garantiu o concurso e a ideia chegou aos organizadores do concurso. Aos poucos, o rainhas foi se tornando tradição em Belém e as fantasias foram ficando mais ousadas. Em 1976, Rômulo Maiorana funda a TV Liberal - Afiliada da Rede Globo, e passou a transmitir o concurso ao vivo em televisão aberta. A partir de então, os paraenses passaram a assistir as apresentações das candidatas nos seus lares, já que aconteciam em salões nobres e de portas fechadas, ficando presentes apenas o júri, o apresentador, repórteres e autoridades.
Década de 80: Popularização
Em 1983, o concurso é realizado pela última vez na sede social da Assembleia Paraense, na Av. Presidente Vargas e também foi a última vez que os desfiles em grupo e a divulgação do resultado final aconteciam de portas fechadas, sendo restrita apenas ao júri, jornalistas, presidente dos clubes e as próprias candidatas.[carece de fontes?] Em 1984, o concurso passa a ser realizado no Iate Clube do Pará, que tinha uma sede campestre monumental para a época, com amplos salões, camarotes e boxes para lanchas. Os boxes, então, foram transformados em camarins para as fantasias e este novo ambiente propiciou que as vestimentas das candidatas aumentassem de tamanho. A partir desse ano, o concurso passa a ser aberto ao público e em local fechado, o que proporcionou a estreia das torcidas organizadas. Em sua nova fase, as candidatas se apresentavam sem música aos jurados, contendo apenas o barulho das torcidas. Após encerrar as apresentações para o júri, as candidatas desciam para a passarela e desfilavam ao som da música-tema do concurso, Papaya. Ainda no mesmo ano, a coordenação do concurso promoveu, além do desfile das Rainhas, o desfile de três destaques do carnaval do Rio de Janeiro, da Escola de Samba Beija-Flor, na ocasião do término do concurso. A sambista Pinah (que seria homenageada anos mais tarde como tema das fantasias de algumas candidatas), Marlene Paiva e Evandro de Castro Lima desfilaram ao fim daquela edição, após a eleição de Marina Ramos Neves, cujo prêmio recebeu das mãos do ator Tarcísio Meira, especialmente convidado pelo jornalista Rômulo Maiorana para assistir ao concurso.[carece de fontes?]
Década de 90: Período de auge do concurso, nova gestão e maior edição da história (1997)
Em 1990, o concurso é realizado pela primeira vez no novo salão da Assembleia Paraense, da Av. Almirante Barroso e também foi a segunda e última edição a usar a música Papaya em versão brega. Também foi a penúltima edição a usar o voto manual.[carece de fontes?] Em 91 a votação do júri passou a ser totalmente eletrônica e o concurso volta a ser realizado no Iate Clube, onde ficou até 1999.[carece de fontes?] Em 92 houve problemas técnicos com o sistema e de última hora a votação precisou voltar a ser manual. Também nessa edição, surge a terceira versão da música Papaya, sendo essa a mais popular do concurso, elaborada pelos músicos Luiz Pardal e Jacinto Kahwage, executada pelo grupo de Luciano Júnior.[carece de fontes?]
Década de 2000: Fase de ouro e saída da TV Aberta
No ano de 2000 o evento muda novamente de local de realização. A partir de então, o Rainha das Rainhas passou a ser realizado na sede campestre da Assembleia Paraense (Clube que participa do concurso desde a primeira edição e que detém o maior número de títulos). Neste ano, ficou definido que haveria limites de peso e tamanho para as fantasias das candidatas, quais sejam: 2,40 metros de largura por 2 metros de altura a partir da cintura, e 20 quilos de peso para o resplendor. Em 2004, Taíze da Costa do Clube dos Médicos inova ao trazer a fantasia em duas faces, se tornando um marco na história do concurso. Nessa edição, um fato ficou marcado na história do concurso. A candidata Joseana Vilhena, do CEPE, teve sua fantasia desmontada no meio de sua apresentação aos jurados, além de possuir dificuldades para entrar no palco devido ao peso do resplendor. Por conta dos problemas na apresentação, a candidata decidiu retirar a fantasia, tendo a ajuda do colunista e de um operador de câmera. Após conseguir, a candidata desfilou para o público sem a fantasia, recebendo aplausos de todas as torcidas e até mesmo dos jornalistas e dos jurados.
Ranking
OBS: Falta registro das classificações das princesas entre 1947 a 1975 , 1977 a 1982.
De acordo com os acervos do concurso no YouTube.
Conforme os acervos publicados pelas redes sociais. Os comentaristas começaram a participar das transmissões da TV Liberal a partir de 1988, inicialmente nos estúdios da emissora. Em 1995, a participação passou a ser no mesmo local do concurso, como ocorre até os dias atuais. As primeiras interações começaram em 1998 com o disque rainha, em 2006 com as mensagens enviadas por email e em seguida no twitter.
(Em fase de pesquisa com os anos anteriores a 1983) Não há registros quanto a data da realização do concurso Rainha das Rainhas do Carnaval de 1983, Mas há informações do resultado geral. Participaram 15 candidatas. Não há registros quanto a data da realização do concurso Rainha das Rainhas do Carnaval de 1984, Mas há informações do resultado geral. Participaram 15 candidatas. Não há registros quanto a data da realização do concurso Rainha das Rainhas do Carnaval de 1985, Mas há informações do resultado geral. Participaram 14 candidatas. Não há registros quanto a data da realização do concurso Rainha das Rainhas do carnaval 86, Mas há informações do resultado geral. Houve a participação de 16 candidatas, entre elas, teve a estreia do Clube de Engenharia. A ASDECELPA, após conquistar o título de 1ª princesa no ano anterior, ficou como 4ª princesa. O Círculo Militar ficou como 3ª princesa. O Pará Clube manteve a mesma posição do ano anterior e o Tênis Clube se sagrou como 1ª princesa. 4 anos depois, a Assembleia Paraense ganha o título do Carnaval. Resultado:


