The Baltimore Sun
The Baltimore Sun é o jornal diário de circulação geral com maior distribuição sediado no estado de Maryland, nos Estados Unidos, e cobre notícias locais, regionais, nacionais e internacionais.
Século XIX
The Sun foi fundado em 17 de maio de 1837 por Arunah Shepherdson Abell e dois sócios, William Moseley Swain, de Rhode Island, e Azariah H. Simmons, da Filadélfia, onde eles haviam fundado e começado a publicar o Public Ledger no ano anterior. Abell tornou-se jornalista no Providence Patriot e depois trabalhou em jornais de Nova Iorque e Boston.
Século XX
A família Abell e seus descendentes foram proprietários de The Sun até 1910. Naquele ano, as famílias Black e Garrett, de Baltimore, investiram no jornal por sugestão de Charles H. Grasty, antigo proprietário e editor do rival The News. As duas famílias e Grasty adquiriram o controle acionário da empresa e mantiveram o nome A. S. Abell Company para a editora controladora. No mesmo ano, foi criado The Evening Sun, sob a direção do repórter, editor e colunista H. L. Mencken (1880-1956). De 1947 a 1986, The Sun foi proprietário e fundador da primeira emissora de televisão de Maryland, a WMAR-TV (canal 2), afiliada durante muitos anos à CBS. Em 1981, a emissora passou para a NBC. Foi vendida em 1986, pertence à E. W. Scripps Company e é afiliada à ABC desde 1995. A A. S. Abell também possuía estações de rádio, embora nenhuma em Baltimore. A empresa chegou a obter licenças de construção para emissoras AM e FM irmãs da WMAR, mas elas nunca entraram no ar.
Século XXI
No século XXI, The Sun, assim como muitos jornais tradicionais dos Estados Unidos, enfrentou dificuldades na concorrência com a internet e outras fontes de informação. Entre elas estavam a queda no número de leitores e na publicidade, a redução da equipe da redação e, entre 2005 e 2007, a concorrência do diário gratuito The Baltimore Examiner. Este fazia parte da mesma pequena cadeia que publicava um jornal semelhante em Washington, D.C., criada por novos proprietários que haviam assumido o San Francisco Examiner. Em 2000, a Times Mirror Company foi comprada pela Tribune Company. Em 2014, a empresa transferiu seus jornais, entre eles The Sun, para a Tribune Publishing.
De 1910 a 1995, existiram dois jornais separados, The Sun, publicado pela manhã, e The Evening Sun, publicado à tarde. Cada um tinha equipes próprias de reportagem e edição. The Evening Sun começou a circular em 1910 sob a direção de Charles H. Grasty, antigo proprietário do Evening News e defensor do mercado de jornais vespertinos. Durante a maior parte de sua existência, The Evening Sun teve circulação maior que a edição matutina. Em 1959, a circulação do vespertino era de 220.174 exemplares, contra 196.675 da edição da manhã. Na década de 1980, mudanças culturais, tecnológicas e econômicas nos Estados Unidos começaram a reduzir o mercado dos jornais vespertinos. Parte dos leitores passou para os jornais matutinos, enquanto outra parte preferia os telejornais noturnos. Em 1992, a circulação da edição vespertina era de 133.800 exemplares. Em meados de 1995, os 86.360 leitores de The Evening Sun já eram menos que os 264.583 de The Sun. The Evening Sun encerrou a publicação em 15 de setembro de 1995.
Edição diária
Depois de um período de cerca de um ano em que os proprietários às vezes imprimiam o jornal em apenas dois cadernos, The Baltimore Sun passou a ter três cadernos em cada dia útil: Notícias, Esportes e, em alternância, diferentes seções de negócios e variedades. Em alguns dias, quadrinhos, horóscopo e programação de televisão são impressos nas páginas finais do caderno de Esportes. Depois de extinguir o caderno independente de negócios em 2009, The Sun voltou a publicar uma seção de negócios às terças-feiras e aos domingos em 2010. Nos outros dias, as páginas de negócios passaram a integrar o caderno de notícias. Entre as seções de variedades lançadas em 2010 estavam "Home", aos sábados, "Style", às quintas-feiras, e "Sunrise", às segundas-feiras. A coluna esportiva de Peter Schmuck é publicada somente nos dias úteis.
Edição de domingo
Durante muitos anos, o Sunday Sun publicou uma seção ilustrada sobre Maryland produzida localmente em rotogravura, com trabalhos de fotógrafos como A. Aubrey Bodine. O Sunday Sun encerrou a Sun Magazine dominical em 1996 e passou a distribuir semanalmente apenas a revista Parade. Uma versão trimestral da Sun Magazine voltou a ser publicada em setembro de 2010. Entre as matérias estavam uma comparação entre jovens médicos locais, uma entrevista com a atriz Julie Bowen e uma reportagem sobre as casas de uma antiga apresentadora de televisão de Baltimore. Os editores da redação planejavam publicar conteúdo na internet com maior frequência.
baltimoresun.com
A empresa lançou seu site em setembro de 1996. Uma reformulação foi apresentada em junho de 2009, encerrando um período de seis meses de tráfego recorde. De janeiro a junho, uma média mensal de 3,5 milhões de visitantes únicos acessou, em conjunto, 36,6 milhões de páginas. Repórteres e editores de The Sun produziam mais de 30 blogs sobre assuntos como tecnologia, meteorologia, educação, política, criminalidade em Baltimore, imóveis, jardinagem, animais de estimação e criação de filhos. Entre os mais populares estavam Dining@Large, sobre restaurantes locais, The Schmuck Stops Here, blog esportivo sobre Baltimore escrito por Peter Schmuck, Z on TV, do crítico de mídia David Zurawik, e Midnight Sun, sobre a vida noturna. Um aplicativo do Baltimore Sun para iPhone foi lançado em 14 de setembro de 2010.
b
Em 2008, o Baltimore Sun Media Group lançou o diário b, destinado a leitores mais jovens e casuais, entre 18 e 35 anos. Era publicado em formato tabloide, com grandes elementos gráficos, projeto visual informal e humor na cobertura de entretenimento, notícias e esportes. Seu site associado era bthesite.com. Em 2011, o jornal deixou de ser diário e passou a ser semanal. b deixou de circular em agosto de 2015, pouco mais de um ano depois de o Baltimore Sun Media Group adquirir o City Paper.
The Baltimore Sun recebeu 16 Prêmios Pulitzer. Entre os jornalistas, repórteres e ensaístas que trabalharam no jornal está H. L. Mencken, cuja relação profissional com a publicação durou mais de 40 anos. Outros jornalistas, editores, fotógrafos e cartunistas que fizeram parte da equipe de The Baltimore Sun incluem:
A primeira edição de The Sun, um tabloide de quatro páginas, foi impressa no número 21 da Light Street, no centro de Baltimore, em meados da década de 1830. Em 1851, o jornal mudou-se para um prédio de cinco andares na esquina das ruas Baltimore e South. A estrutura, chamada de "Iron Building", foi destruída no grande incêndio de Baltimore de 1904. Em 1885, The Sun construiu um prédio para seu escritório de Washington no número 1317 da F Street NW, em Washington, D.C.. O edifício integra o Registro Nacional de Lugares Históricos. Em 1906, as operações foram transferidas para a esquina das ruas Charles e Baltimore, onde The Sun foi redigido, publicado e distribuído por quase 50 anos. Em 1950, as atividades passaram para uma instalação maior e mais moderna na esquina das ruas Calvert e Centre. Em 1979, começaram as obras de uma ampliação do prédio da Calvert Street para receber instalações modernas de impressão. Essa área entrou em operação em 1981.
The Baltimore Sun foi retratado em 2008 na série policial norte-americana The Wire, durante a quinta temporada. A série foi criada por David Simon, antigo repórter de The Sun. Assim como muitas das instituições mostradas em The Wire, The Sun é retratado com problemas internos graves e, ao mesmo tempo, com funcionários muito dedicados. A temporada acompanha a maneira como a imprensa interfere em decisões políticas na prefeitura e nas prioridades do Departamento de Polícia de Baltimore. A série também aborda as pressões comerciais enfrentadas pelos meios de comunicação por meio das demissões e programas de desligamento voluntário ocorridos em The Sun, determinados pela Tribune Company, então proprietária corporativa do jornal. Uma das tramas acompanha Scott Templeton, repórter fictício de The Sun, e sua tendência crescente a exagerar e falsificar matérias. The Wire mostra os editores-gerentes do jornal ignorando os protestos de um editor preocupado com Templeton, enquanto buscam ganhar um Prêmio Pulitzer. A série atribui parte dessa situação às pressões comerciais sobre os meios de comunicação e apresenta o trabalho em um grande jornal de um mercado maior, como The New York Times ou The Washington Post, como uma maneira de escapar dos cortes enfrentados por The Sun.
Em setembro de 2008, The Baltimore Sun tornou-se parceiro jornalístico da WJZ-TV, emissora pertencente e operada pela CBS. A parceria previa compartilhamento de conteúdo e pautas, além da produção conjunta de reportagens. A WJZ promovia matérias do Baltimore Sun em seus telejornais, enquanto The Sun promovia em suas páginas reportagens e a equipe de meteorologia da WJZ. Depois da compra de 2024 liderada por David Smith, presidente da Sinclair, o jornal passou a trabalhar em parceria com a principal emissora da empresa, a WBFF. Os sites dos dois veículos republicam matérias um do outro, enquanto reportagens da WBFF-TV e de outros veículos da Sinclair passaram a ser publicadas no jornal. A prática tornou-se um ponto de disputa com o sindicato da redação, que afirmou que parte desse conteúdo não atendia aos padrões jornalísticos de The Sun.


