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Manila

Manila é a capital das Filipinas e a segunda cidade do país em número de habitantes. A cidade está situada na costa oriental da baía de Manila, junto à desembocadura do rio Pasig, na ilha de Luzon.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 19/10/2026
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Etimologia

Tradicionalmente, atribui-se seu nome original Maynila da frase em tagalog May nilad que significa "(aonde) há nilá". O "nilá" (Scyphiphora hydrophyllacea) é um arbusto que cresce na região. Porém, há quem diga que a frase em tagalog quer dizer apenas "lugar onde algo prevalece" e que o nome mesmo da planta ser "nilá" não passa de um mito.

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História

Período pré-colonial

A evidência mais antiga da vida humana em torno de Manila atual é a próxima Angono Petroglyphs, que remonta a cerca de 3 000 a.C.. Os Negritos, habitantes aborígines das Filipinas, viviam na ilha de Luzon, onde fica Manila, antes de os malaios-polinésios migrarem e assimilarem-nos. O Reino de Tondó floresceu durante a segunda metade da dinastia Ming, como resultado de relações comerciais diretas com a China. O distrito de Tondó era a capital tradicional do império, e seus governantes eram reis soberanos, não meros caudilhos. Eles foram tratados de várias maneiras, como panginuan em Maranao ou panginoon em tagalo ("cavalheiros"); anák banwa ("filho do céu"); ou lakandula ("senhor do palácio"). O imperador da China considerou os Lakanos - os governantes da antiga Manila - como "王", ou reis.

Dominação espanhola

Na margem meridional do rio Pasig encontra-se a cidade colonial, Intramuros, fundada em 1571 e que, apesar da destruição levada a cabo pelos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial, contém ainda notáveis exemplos da arquitetura espanhola do século XVII, junto a uma muralha que a rodeia e que se começou a construir em 1590, durante o governo de Gómez Pérez das Mariñas. Manila, antes da chegada dos espanhóis, era um enclave muçulmano no qual já se desenvolvia um florescente comércio com a China e outros pontos da Ásia Oriental. Em 1570, depois de ter sido obrigado a retirar-se de Cebu por piratas portugueses, López de Legazpi, sabendo de uma próspera cidade muçulmana em Luzón, decidiu fazer dela sua capital. Para tanto, enviou seu tenente, Martín de Goiti para que localizasse o sultanato e averiguasse seu potencial econômico. Goiti ancorou sua frota em Cavite, e tentou estabelecer a autoridade da coroa espanhola por meios pacíficos, enviando uma mensagem de amizade ao rajá Solimão II. O soberano respondeu que queria estabelecer laços amigáveis com os espanhóis, mas que não se submeteria aos invasores e não se tornaria um súdito do rei espanhol. Os conquistadores entenderam essa resposta como um ato de guerra e depois de requisitar reforços, atacaram os muçulmanos em junho de 1570. Após conquistarem a cidade, Goiti voltou a Panay, onde se encontrava o governador. Finalmente, em 1571, Legazpi, retornou com suas tropas para estabelecerem-se definitivamente. Os muçulmanos atearam fogo à cidade e a abandonaram, instalando-se em Tondo e outros povoados vizinhos. Em 9 de junho de 1571 começou a construção do forte.

Ocupação estadunidense

Em agosto de 1898, durante a Guerra Hispano-Estadunidense e após a Batalla de Cavite, o exército dos Estados Unidos arrasou e ocupou a cidade. A frota espanhola havia sido amplamente derrotada na baía. Após a intervenção estadunidense, o movimento independentista tomaria especial vigor, ajudado pelos aportes econômicos dos norte-americanos. Sem embargo, os insurgentes contra a Espanha não tardariam em sofrer amarga surpresa ao ver que os norte-americanos, que se haviam apresentado como libertadores, instituíam-se agora em seus novos líderes. Boa prova disso foi a Batalla de Mock, em 13 de agosto do mesmo ano, na qual os novos invasores derrotaram e expulsaram de Manila as tropas independentistas filipinas. Isso foi seguido por um movimento de brutal repressão.

Ocupação japonesa e Segunda Guerra Mundial

Depois do ataque a Pearl Harbor por parte da Marinha Imperial Japonesa em 7 de dezembro de 1941, tropas japonesas desembarcaram nas Filipinas, ocupando a cidade de Manila que, sob ocupação militar nipônica, converteu-se na sede de um governo colaboracionista pró-japonês. Durante a Segunda Guerra Mundial, Manila sofreu uma nova hecatombe por parte dos norte-americanos e filipinos sundalos, que, querendo acabar com as tropas japonesas ocupantes não hesitaram em bombardear a cidade, causando um elevadíssimo número de vítimas civis. Por sua parte, as tropas japonesas se dedicaram a efetuar massacres sobre a indefesa população civil. Após o fim da guerra, foi reconstruída sob critérios urbanísticos estadunidenses. Deixou de ser uma elegante cidade de traços hispânicos e europeus para converter-se em uma metrópole de grandes ruas retilíneas e elevados arranha-céus, caracterizada por um tráfego caótico e barulhento. Seus numerosos bairros superam já os limites provinciais: O de Makati, em torno ao parque Forbes, é um centro residencial muito importante. O incremento demográfico foi enorme: possuía 100 mil habitantes em 1890; 300 mil em 1920 e 600 mil às vésperas da Segunda Guerra Mundial.

Período contemporâneo

Em 1948, o presidente Elpidio Quirino mudou a sede do governo das Filipinas em Quezon City, uma nova capital nos subúrbios e campos a nordeste de Manila, criado em 1939 durante o governo do presidente Manuel L. Quezon.A medida pôs fim a qualquer implementação da intenção do Plano Burnham de que o centro do governo esteja em Luneta. Com Arsenio Lacson nascido em Visayan como seu primeiro prefeito eleito em 1952 (todos os prefeitos eram nomeados antes disso), Manila experimentaram uma Idade de Ouro, novamente ganhando seu status como a "Pérola do Oriente", um apelido obtido antes da Segunda Guerra Mundial. Após o mandato de Lacson na década de 1950, Manila foi liderado por Antonio Villegas durante a maior parte de 1960 Ramon Bagatsing (um índio-Filipino) foi prefeito durante a maior parte da década de 1970 à Revolução do Poder Popular em 1986. prefeitos Lacson, Villegas e Bagatsing são conhecidos coletivamente como o "Três grandes de Manila" por sua contribuição para o desenvolvimento da cidade e seu legado duradouro na melhoria da qualidade de vida e bem-estar da população de Manila.

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Geografia

Manila ocupa uma posição única nas Filipinas, tanto por ser a capital do país como por ser igualmente a capital de sua área metropolitana, composta por várias cidades e treze municípios. Limita ao norte com as cidades de Navotas e Caloocan, a nordeste com Cidade Quezón e San Juan del Monte e ao sul com a cidade de Pasay. A oeste da cidade encontra-se a maravilhosa baía de Manila. Situada na costa oriental da vasta e profunda baía homônima, bem protegida pela península de Bataan e fechada sua saída ao mar da China pelo ilhéu de Corregidor, estende-se na desembocadura do rio Pasig que a divide em duas partes. Ao sul se encontra o antigo centro espanhol de Intramuros, solar da cidade amuralhada. No norte encontram-se os modernos bairros residenciais e comerciais. A zona industrial concentra-se na região portuária.

Região Metropolitana

Manila é o centro de "Metro Manila", nome pelo qual é conhecida sua região metropolitana que conforma uma metrópole de mais de 10 milhões de habitantes e que compreende as cidades de Quezon, Caloocan, Pasay, Taguig, e Manila. Também pertencem a ela os seguintes municípios: Navotas, Malabón, Valenzuela, Mariquina, Pasig, Mandaluyong, San Juan del Monte, Makati, Taguig, Parañaque, Las Piñas e Muntinglupa. Metro Manila é dirigida por um governador que gestiona seus serviços através de diferentes escalões administrativos.

Clima

No sistema de classificação climática de Köppen-Geiger, Manila possui um clima tropical de savana (do tipo Am) próximo do clima tropical de monções (Aw). Devido à sua localização geográfica próxima à Linha do Equador, as temperaturas ficam raramente abaixo de 20 °C ou acima de 38 °C. Manila tem uma estação seca de dezembro a abril, e uma estação chuvosa relativamente longa, que abrange o restante do ano com temperaturas elevadas. Na estação chuvosa raramente chove o dia todo, mas a precipitação é muito intensa durante períodos curtos. Os tufões podem ocorrer entre junho e setembro, causando inundações em partes da cidade. Os níveis de umidade são elevados todo o ano, mesmo durante o período seco.

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Economia

Depois da independência de 1947, houve uma mudança na política econômica das Filipinas, de estímulo às exportações à substituição de importações. A região próxima à capital foi a grande beneficiada das políticas de substituição das importações. A base industrial da cidade tem se incrementado nas décadas recentes para incluir produtos têxtis, publicações diversas, gráficas, comida processada, e a manufatura de tabaco, pinturas, produtos medicinais, óleos, sabão e madeira.

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Cultura

As igrejas em estilo barroco de San Agustín e de Santo Domingo, com o convento anexo, as antigas fortificações espanholas e os restos do Forte Santiago, ademais de alguns modernos e interessantes edifícios como o Coliseum, são os principais lugares de interesse artístico. Manila é um importante centro cultural, sede da Universidade de São Tomás e da Academia Filipina de la Lengua Española, possui vários museus, assim como bibliotecas e um observatório. Em 1995, o papa João Paulo II visitou a cidade, durante a realização da Jornada Mundial da Juventude, a qual reuniu mais de 5 milhões de jovens do mundo inteiro.

Religião

Como resultado da colonização espanhola, Manila é uma cidade predominantemente cristã. A partir de 2010, os católicos romanos eram 93,5% da população, seguidos pelos adeptos da Iglesia ni Cristo (1,9%); várias igrejas protestantes (1,8%); e budistas (1,1%). Membros do Islã e outras religiões compõem os 1,4% restantes de sua população. Manila é sede de importantes igrejas e instituições católicas. Existem 113 igrejas católicas dentro dos limites da cidade; 63 são considerados os principais santuários, basílicas ou catedral. A Catedral de Manila é a sede da Arquidiocese Católica Romana de Manila e a igreja mais antiga estabelecida no país. Além da Catedral de Manila, também existem a Basílica Menor de San Sebastián. Manila também tem outras paróquias localizadas em toda a cidade, algumas delas datando do período colonial espanhol, quando a cidade serve de base para inúmeras missões católicas nas Filipinas e na Ásia além.

Esportes

Manila foi sede dos Jogos Asiáticos de 1954, onde foi construído o Rizal Memorial Sports Complex, principal centro poliesportivo do país.

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O espanhol em Manila

A presença da língua espanhola se mantém na cidade e se fortalece com a presença da Academia Filipina de la Lengua Española e do Instituto Cervantes. Entre as personalidades que mais se distinguem pela preservação do legado hispânico encontra-se Guillermo Gómez Rivera, ex-professor da Adamson University e membro da Academia Filipina de la Lengua. A Presidente Gloria Arroyo Macapagal também faz parte da Instituição. A entrada das Filipinas na APEC fortaleceu as ligações com países de língua espanhola, como México, Peru e Chile, o que resulta na indispensável aprendizagem do idioma espanhol por parte dos jovens filipinos.

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Educação

Manila é sede de várias escolas e universidades. Algumas delas vão listadas abaixo com a respectiva data de fundação:

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Fontes consultadas

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