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Bagé

Bagé é um município brasileiro da região Sul, no estado do Rio Grande do Sul. Localizado próximo ao Rio Camaquã, o município tem uma população de 121 335 habitantes, de acordo com a estimativa do IBGE de 2020. Bagé limita-se ao norte com os municípios de Caçapava do Sul e Lavras do Sul; a oeste, com o município de Dom Pedrito e com o Uruguai; ao sul, com o Uruguai e com o município de Aceguá; a leste, com os municípios de Hulha Negra, Candiota e Pinheiro Machado. A cidade encontra-se a 217 metros de altitude.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 18/07/2026
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Etimologia

Costumava-se crer que o nome da cidade advinha de Ibajé, ou Ybagé, nome de um índio charrua. Foi a partir de 1955, quando estudiosos debatiam a historicidade de Sepé Tiaraju, que Mansueto Bernardi chamou a atenção para o fato de que não havia comprovação histórica da existência do índio Ibagé. Escreveu jocosamente no Correio do Povo, em 1958, que: Enquanto os seus apologistas não lhe exibirem a certidão de nascimento, o atestado de residência e até de ofício, o Índio Ibagé não passará de um vago e desengonçado lobisomem Segundo o sociólogo Félix Contreiras Rodrigues, Bagé tem origem na palavra BAAG, que quer dizer lugar de onde se volta, de retorno. Este lugar seriam os cerros de Bagé. Também é possível que tenha surgido de mbaié, da qual decorrem as formas maié, que deu majé, e baié, que deu bajé.

Grafia

O nome da cidade já foi escrito tanto como Bagé, com "g", ou como Bajé, com "j". Nos primeiros documentos que se referem à cidade, como as cartas de D. Diogo de Souza, foi usada a grafia com "j". Somente a partir de 1910, possivelmente devido à regra ortográfica que determina que se use a letra "g" antes de "e" ou de "i", Bagé passou a ser escrito com "g". Porém, ainda de acordo com as normas ortográficas, palavras de origem indígena, como pajé, jiboia, etc. são escritas com "j", sendo esse um segundo argumento favorável ao uso de Bajé. Pensa-se também que a palavra pode ter sido grafada em "g" em função da caótica ortografia do momento no qual o termo foi cunhado, uma vez que "i" jamais evolui para "g", mas sempre para "j".

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História

Toda a região do pampa gaúcho, na qual está contido o atual município, era ocupada, até o século XVI, predominantemente pelos índios charruas. A colonização europeia da região onde ora se encontra o município iniciou-se em fins do século XVII com portugueses e espanhóis. Uma das primeiras construções foi uma redução construída por jesuítas, chamada "Santo André dos Guenoas", fundada como posto avançado de "São Miguel", um dos Sete Povos das Missões. A incansável resistência de índios da região à catequização católica, notadamente tapes, minuanos e charruas, levou a um conflito que resultou na destruição do povoado. A partir de então, a região serviu de palco para diversos conflitos entre europeus e nativos. Destaca-se o ocorrido em 1752, quando 600 índios charruas, comandados por Sepé Tiaraju, rechaçaram os enviados das coroas de Portugal e Espanha que, amparados no tratado de Madri, assinado dois anos antes, regulamentando os limites territoriais dos dois impérios na América do Sul, vieram para estabelecer as fronteiras.

Cerco de Bagé

Durante a Revolução Federalista, desencadeada no Rio Grande do Sul em oposição ao governo de Floriano Peixoto, a cidade de Bagé resistiu ao cerco das forças federalistas durante 47 dias, em um dos mais notáveis episódios da História Militar brasileira, conhecido como o Cerco de Bagé.

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Geografia

Clima

Bagé possui um clima que tanto pode ser enquadrado no tipo subtropical ou temperado, do tipo Cfa de acordo com a classificação climática de Köppen, com verões tépidos (altas temperaturas durante o dia e temperaturas amenas à noite), e invernos relativamente frios, com temperaturas que em algumas ocasiões podem cair abaixo de zero, apresentando, portanto, grande amplitude térmica anual. As geadas ocorrem com certa frequência e, em ocasiões memoráveis, queda de neve. As precipitações costumam ser regularmente distribuídas durante o ano, mas secas esporádicas podem ocorrer. Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), desde 1931 a menor temperatura registrada em Bagé foi de −5,9 °C em 9 de julho de 2024, embora o recorde absoluto tenha sido registrado antes, em dia 24 de junho de 1918, com mínima de −7,3 °C, de acordo com o mesmo instituto. No mesmo período a maior temperatura atingiu 41,7 °C em 13 de janeiro de 2022, devido à atuação de uma intensa onda de calor sobre o Rio Grande do Sul. O maior acumulado de precipitação em 24 horas atingiu 263 mm em 15 de fevereiro de 1983.

Demografia

Conforme o Censo IBGE, em 2022, Bagé possuía 117.938 habitantes, e uma densidade demográfica de 28,83 hab/km² (em 2010, foram registrados 116 794 habitantes). Esta população divide-se entre a zona urbana e a zona rural da cidade, sendo que a população urbana (em 2010) era de 97 765 habitantes e a população rural (também em 2010) atingia a marca de 19 029 habitantes, sendo que a taxa de urbanização é de 83,70%. Em 2000, a expectativa de vida ao nascer era de 70,68 anos e o coeficiente de mortalidade infantil era de 7,78 em 2008. Dados de 2023 apontam o índice de mortalidade infantil de 16,65 óbitos por mil nascidos vivos. O índice de desenvolvimento humano de Bagé, em 2010, era de 0,750. Segundo a classificação do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o município está entre as regiões consideradas de alto desenvolvimento humano. A taxa de analfabetismo no município (até 2010) era de 4,93 por cento.

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Economia

Sua economia é baseada na agricultura, pecuária e no comércio local.

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Estrutura urbana

É marcante no município, desde sua fundação, a presença do Exército, por ser cidade de fronteira: é sede da 3ª Brigada de Cavalaria Mecanizada e, atualmente, conta com quatro quartéis e um hospital militar, o HGuBa, (que atende toda a região), para além de uma unidade da Justiça Militar.

Educação superior

Bagé possui duas universidades particulares: a Universidade da Região da Campanha (URCAMP) e o Instituto de Desenvolvimento Educacional do Alto Uruguai/Anglo-Americano (IDEAU); uma universidade federal, a Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA); um instituto federal, o Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul) e a Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS).

Transportes

Bagé é importante ponto de passagem para quem viaja do Brasil para o Uruguai por via terrestre. A cidade é ligada ao país vizinho por estrada (BR-153), ficando distante cerca de 62 km da fronteira entre Brasil e Uruguai e a 518 quilômetros da capital uruguaia. A rodoviária da cidade oferece linhas para várias cidades do interior gaúcho, sendo oferecidos 10 horários diários com destino a Porto Alegre. No transporte público urbano, a cidade conta com diversas linhas que ligam os bairros do município ao Centro. Os serviços são oferecidos pelas empresas: Anversa e Stadtbus. No transporte aeroviário, Bagé possui o Aeroporto Internacional de Bagé - Comandante Gustavo Kraemer, que em 2001, foi habilitado a receber voos internacionais. Com isso, o Aeroporto de Bagé registrou um aumento considerável no número de operações a partir do Uruguai e da Argentina, envolvendo aeronaves que faziam sua entrada no país através de Uruguaiana ou Porto Alegre, as quais passaram a utilizar Bagé devido a sua posição geográfica, mais ao sul do estado.

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Religião

A maior parte da população de Bagé é católica, correspondendo a 41,40% da população, segundo o IBGE em 2022. No mesmo Censo 2022, foram registrados os seguintes percentuais: 22,81% das pessoas declararam-se evangélicas; 6,86% espíritas; 7,28% Umbanda e Candomblé; 3,33% outras religiosidades; 18,23% sem religião. Nas últimas décadas, viu-se [carece de fontes?], na cidade, um considerável aumento [carece de fontes?] do número de protestantes, principalmente do ramo pentecostal, tendo destaque as Igreja Assembleia de Deus, Igreja do Evangelho Quadrangular, Igreja Batista, entre outras. Espíritas e umbandistas também podem ser encontrados.

Procissão de São Jorge

Procissão de São Jorge, também conhecida como Festa de Ogum, é organizada pela Associação Espiritualista de Umbanda de Bagé e participam anualmente fiéis umbandistas, católicos devotos de São Jorge e autoridades religiosas locais como padres e bispos. É considerada uma das mais importantes manifestações culturais religiosas da cidade e é um momento de grande visibilidade, protagonismo e integração das comunidades de terreiros com a população geral da cidade.

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Cultura

Bagé é conhecida pela Festa Internacional do Churrasco, a maior festa deste tipo no Brasil, por onde circulam cerca de 60 000 pessoas em quatro dias de duração. Paralelamente, acontece a festa campeira, que está em sua 3ª edição. Bagé é mormente conhecida pela Semana Crioula Internacional, que ocorre sempre no mês de abril, com grande competição de gineteadas. É sede, também, da exposição-feira rural mais antiga do país, a Expo-feira de Bagé, que no ano de 2014 realizou a sua 102ª edição. Promove também grandes leilões de cavalos da raça "puro sangue inglês", sendo responsável por quase metade do plantel brasileiro de PSI, criados nos vários haras da região, os melhores do Brasil, segundo os especialistas. Acorrem a esses leilões turfistas brasileiros e principalmente estrangeiros, que levam os melhores produtos pagos a alto preço. Assim, Bagé é uma grande exportadora de cavalos de corrida, trazendo divisas para o Brasil.

Esportes

Bagé possui o segundo maior ginásio do Estado do Rio Grande do Sul, o ginásio poli-esportivo Presidente Médici, popularmente conhecido como ginásio Militão. Nas cercanias do ginásio também há um complexo esportivo, com oito campos de futebol, área verde, vestiários e estrutura para realização de competições do futebol amador do município, treinamento de basquete em parceria com a iniciativa privada associação de Bagé Basquetebol Clube - BBC, além do centro de treinamento do Guarany Futebol Clube. No futebol profissional, o município é representado por duas das mais tradicionais equipes do interior do Estado: No futsal, a equipe da Associação Atlética Celeste foi a última a representar a cidade em uma competição profissional. Atualmente ocorrem apenas disputas amadoras na cidade.

Mídia

Bagé possui atualmente duas emissoras de televisão locais: a RBS TV Bagé, inaugurada com o nome de TV Bagé, em 1977 que retransmite o sinal da RBS TV Porto Alegre, afiliada à Rede Globo, além de gerar programação local e a TV Câmara Bagé, que transmite via canal a cabo da TV Assembleia do Rio Grande do Sul e no canal aberto pelo canal digital 18.3 . No dia 26 de março de 2013 entrou em operação o sinal digital da Rede Vida, sendo a primeira emissora a disponibilizar o sinal HD na cidade. No dia 19 de fevereiro de 2014 entrou em operação, em caráter de teste, o sinal digital da RBS TV Bagé, e desde o dia 24 de março de 2014 o sinal passou a ser transmitido de forma oficial, tornando-se assim a segunda emissora a operar no sistema HD na cidade.

Artes

Outras sete diferentes atividades são oferecidas aos estudantes: Orquestra, Coral, Banda Marcial, Conjunto de Flautas, Grupos de Alunos Instrumentistas, Dança de Salão e o Imba Grupo de Dança nas categorias infantil, infanto-juvenil, juvenil e adulto. Além disso, o próprio prédio que sedia o IMBA faz parte do patrimônio arquitetônico da cidade. Estes artistas plásticos ficaram conhecidos como “Os quatro de Bagé”.

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Cidades-irmãs

A indicação de cidades-irmãs de Bagé ocorre através de decreto municipal.

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Fontes consultadas

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