Back to the Future Part II
Back to the Future Part II é um filme estadunidense de ficção científica e aventura de 1989 dirigido por Robert Zemeckis e escrito por Bob Gale, sendo a sequência direta de Back to the Future (1985) e a segunda parte da trilogia homônima. O filme é estrelado por Michael J. Fox, Christopher Lloyd, Thomas F. Wilson e Lea Thompson. O filme segue Marty McFly (Fox) e seu amigo Dr. Emmett "Doutor" Brown (Lloyd), que viajam de 1985 a 2015 para evitar que o filho de Marty estrague o futuro da família McFly; seu arqui-inimigo Biff Tannen (Wilson) rouba a máquina do tempo DeLorean de Doc e usa-a para alterar a história em seu benefício, forçando a dupla a retornar a 1955 para restaurar a linha do tempo.
Em 1985, Marty reencontra-se com a sua namorada Jennifer. Pouco depois, aparece o Dr. Brown com a máquina do tempo, convencendo-o de que tinha que ir com ele para o futuro, para 2015, para evitar que seu filho Marty McFly Jr. seja encarcerado. Brown também leva Jennifer embora para que não contasse a ninguém o que viu e induz-lhe radiação alfa para adormecer para, quando acordar, pensar que tudo que ela testemunhou foi um sonho. Quando chegam em 2015, Brown dá a Marty roupas especiais automatizadas para que pareça com seu filho Marty Jr. Ao ver o Café Anos 80, Marty entra e encontra lá Marty Jr., e ele vê que Griff Tannen (neto de Biff) quer que seu filho participe de um roubo. Marty faz-se passar por Marty Jr. e se recusa a fazer o que Griff ordena, mas Griff incita Marty a uma luta, começando uma perseguição; Griff e sua gangue são presos, fato que salva o filho de Marty. Antes de reencontrar Doc, Marty compra um almanaque esportivo que contém todos os resultados das competições esportivas entre 1950 e 2000 para fazer apostas baseado nele. Porém, Brown diz-lhe que ele não construiu a máquina do tempo para ganhar dinheiro, mas sim para realizar pesquisas, e joga então o almanaque no lixo, mas o velho Biff vê o livro e decide pegá-lo. Enquanto isso, Jennifer é encontrada pela polícia que, ao verificar a sua identificação, a leva para sua casa do futuro, algo muito perigoso pois assim ela irá se encontrar com a sua pessoa de 2015, o que pode causar um sério paradoxo temporal.
Elisabeth Shue substitui Claudia Wells como Jennifer Parker e Jeffrey Weissman substitui Crispin Glover como George McFly, embora Glover apareça em imagens de arquivo do primeiro filme. James Tolkan reprisa seu papel como o diretor Sr. Strickland, assim como Billy Zane, Casey Siemaszko e JJ Cohen como os capangas de Biff, Match, 3-D e Skinhead. Em 2015, a gangue de Griff inclui Ricky Dean Logan como Data, Darlene Vogel como Spike e Jason Scott Lee como Whitey. Stephanie E. Williams interpreta a policial Foley, enquanto Mary Ellen Trainor, então esposa de Zemeckis, tem uma participação não creditada como a policial Reese. Flea aparece como Douglas J. Needles, colega de trabalho de Marty, e James Ishida interpreta seu chefe, Sr. Fujitsu. Donald Fullilove, que interpretou Goldie Wilson no primeiro filme, faz uma participação não creditada como seu neto, Goldie Wilson III, vendedor de carros voadores. Um jovem Elijah Wood é um dos dois garotos que Marty ensina a jogar Wild Gunman.
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O diretor Robert Zemeckis disse que, inicialmente, uma sequência não foi planejada para o primeiro filme, mas seu enorme sucesso de bilheteria levou à concepção de uma segunda parte. Mais tarde, ele concordou em fazer uma continuação, mas apenas se Michael J. Fox e Christopher Lloyd retornassem também. Com Fox e Lloyd confirmados, Zemeckis se encontrou com o parceiro de roteiro Bob Gale para criar uma história para a sequência; Zemeckis e Gale lamentariam mais tarde que eles terminaram o primeiro filme com Jennifer no carro com Marty e Doutor Brown, porque isso exigia que eles criassem uma história que a encaixasse no enredo, ao invés de uma nova aventura. Gale escreveu a maior parte do primeiro rascunho sozinho, pois Zemeckis estava ocupado dirigindo Who Framed Roger Rabbit. Inicialmente, o filme deveria acontecer em 1967, mas Zemeckis afirmou mais tarde que os paradoxos do tempo proporcionavam uma boa oportunidade para voltar a 1955 e ver os eventos do primeiro filme sob uma luz diferente. Enquanto a maioria do elenco original concordou em retornar, um grande obstáculo surgiu ao negociar o cachê de Crispin Glover por reprisar o papel de George McFly. Quando ficou claro que ele não voltaria, o roteiro foi reescrito para que George morresse quando Biff alterasse o passado, originando a versão alternativa de 1985, com o intuito de preencher a falta do personagem de Glover.
Demorou-se dois anos para a conclusão do conjunto e a escrita do roteiro antes que as filmagens pudessem finalmente começar. Durante a produção, a criação da aparência dos personagens idosos era um segredo bem guardado, envolvendo técnicas de maquiagem de última geração. Michael J. Fox descreveu o processo como muito demorado: "Demorava mais de quatro horas para me tornarem trinta anos mais velho". As filmagens tiveram início em 20 de fevereiro de 1989. Durante um período de três semanas perto da conclusão do filme, a equipe se dividiu e, enquanto a maioria permaneceu filmando a Part III, alguns, incluindo o escritor-produtor Gale, focaram em terminar seu predecessor. O próprio Zemeckis dormia apenas algumas horas por dia, supervisionando os dois filmes, tendo que voar entre Burbank, onde estava sendo concluída a Part II, e outros locais na Califórnia, onde eram realizadas a Part III. O filme foi considerado um dos projetos mais inovadores da Industrial Light & Magic. Foi uma das primeiras incursões da empresa em efeitos em composição digital, bem como o sistema de câmera de controle de movimento VistaGlide, que permitiu a gravação de uma de suas sequências mais complexas, na qual Fox interpretou três personagens diferentes (Marty McFly., Marty Jr. e Marlene), todos interagiram entre si. Embora tais cenas não fossem novas, o VistaGlide permitiu, pela primeira vez, uma cena completamente dinâmica na qual o movimento da câmera poderia finalmente ser incorporado. A técnica também foi usada em cenas onde os personagens de Thomas F. Wilson, Christopher Lloyd e Elisabeth Shue encontram e interagem com suas duplicatas temporais. O filme também contou com breve cenas feitas com imagens geradas por computador, como na cena em que um tubarão holográfico usado para promover o fictício filme "Tubarão 19" em 2015.
Substituição de Crispin Glover
O ator Crispin Glover foi convidado para reprisar o seu papel de George McFly. Ele manifestou interesse, mas não conseguiu chegar a um acordo com os produtores sobre seu salário; ele afirmou em uma entrevista em 1992 no The Howard Stern Show que a maior oferta dos produtores foi de US$ 125.000, menos da metade do que os outros membros do elenco que retornaram foram oferecidos; Gale desde então afirmou que as demandas de Glover eram excessivas para um ator de sua estatura profissional na época. Em uma entrevista no programa Opie and Anthony em 2013, Glover afirmou que sua principal razão para não fazer parte do elenco de Part II foi um desacordo filosófico sobre a mensagem do filme; Glover alegou que sentiu que a história recompensava os personagens com ganhos financeiros, como a pick-up de Marty, em vez de amor.
Substituição de Claudia Wells
Claudia Wells, que havia interpretado a namorada de Marty McFly, Jennifer Parker, no primeiro filme, foi convidada para reprisar seu papel, mas recusou devido a problemas pessoais. Os produtores, então, convocaram a atriz Elisabeth Shue para substituí-la, o que obrigou a refilmagem das cenas finais do primeiro filme para o início da Part II. A sequência refilmada virou um jogo de cena quase idêntica com o final da primeira parte, com apenas pequenas diferenças: por exemplo, Doc hesita notavelmente antes de dizer a Marty que seu futuro está bom - algo que ele não fez no primeiro filme. Marty também está usando um relógio no segundo filme, enquanto ele não estava no primeiro.
De acordo com Zemeckis, o ano de 2015 retratado no filme não foi concebido para ser uma representação precisa do futuro: "Para mim, filmar as futuras cenas do filme foi o menos agradável de fazer toda a trilogia, porque eu realmente não gosto de filmes que tentam prever o futuro. Os únicos que eu realmente gostei foram os feitos por Stanley Kubrick, e nem mesmo ele previu o PC quando ele fez Laranja Mecânica. Então, ao invés de tentar fazer uma previsão cientificamente sólida de que nós provavelmente estaríamos errados de qualquer maneira, nós pensamos, vamos apenas tornar o enredo um pouco engraçado." Ainda sim, os cineastas do filme fizeram algumas pesquisas sobre o que os cientistas achavam que poderia ocorrer no ano de 2015. Bob Gale disse: "Sabíamos que não teríamos carros voadores até o ano de 2015, mas a existência deles no filme seria fundamental para o desenvolvimento da história."
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Bilheteria
Back to the Future Part II foi lançado nos cinemas da América do Norte na quarta-feira, 22 de novembro de 1989, um dia antes das comemorações de Ação de Graças. O filme arrecadou um total de US$ 27,8 milhões entre sexta-feira e domingo e US$ 43 milhões durante os cinco primeiro dias em cartaz, quebrando o recorde anterior do Dia de Ação de Graças estabelecido por Rocky IV em 1985. No fim de semana seguinte, o filme sofreu uma queda em sua receita de 56%, ganhando US$ 12,1 milhões, apesar de ainda permanecer em primeiro lugar na bilheteria nacional. Seu total bruto foi de US$ 118,5 milhões nos Estados Unidos e US$ 213 milhões no exterior, para um total mundial de US$ 331.950.002, sendo o sexto filme de maior bilheteria nacional nos Estados Unidos em 1989 e o terceiro mais lucrativo mundialmente daquele ano atrás de Indiana Jones and the Last Crusade e Batman. Apesar do sucesso comercial, o filme ficou aquém das expectativas, tendo uma receita bruta inferior comparado ao primeiro filme. O último filme da trilogia, que Universal lançou apenas seis meses depois, experimentou uma queda semelhante.
Resposta crítica
Em maio de 2019, o filme recebeu uma aprovação de 65% no Rotten Tomatoes, baseado em 60 avaliações com uma classificação média de 6,16/10, com o seguinte consenso: "Back to the Future II é muito mais desigual do que seu antecessor, mas suas piadas e maluquices superam as maquinações ocasionalmente confusas de uma trama superestocada". O filme tem a pontuação 57/100 no Metacritic, baseado em 17 críticas, indicando "revisões mistas ou médias". Roger Ebert, do Chicago Sun-Times, deu ao filme três de quatro estrelas; Ebert criticou-o por não ter o "poder genuíno do primeiro filme", mas elogiou-o por seu humor pastelão e pela apresentação do hoverboard em sua sequência de perseguição. Janet Maslin do The New York Times escreveu que o filme está "pronto para coisas maiores e melhores"; Maslin disse mais tarde que o filme "consegue ser vertiginoso e alegre, em vez de confuso". Tom Tunney, da revista Empire, escreveu que o filme foi bem dirigido e o chamou de "solidamente divertido", embora notando-o como sendo inferior aos outros dois filmes da franquia.
Prêmios e indicações
O filme ganhou o Saturn Award de Melhores Efeitos Especiais (pelo trabalho de Ken Ralston, o supervisor dos efeitos especiais) e o Prêmio BAFTA de Melhores Efeitos Visuais Especiais (Ken Ralston, Michael Lantieri, John Bell e Steve Gawley); uma votação da internet em 2003 concedeu o prêmio AOL DVD Movie Premiere Award pelo lançamento em DVD da trilogia. O filme ainda foi indicado em 1990 para o Óscar de Melhores Efeitos Visuais (John Bell, Steve Gawley, Michael Lantieri e Ken Ralston), mas perdeu a estatueta para The Abyss.
Mídia doméstica
O filme foi lançado em VHS e LaserDisc em 22 de maio de 1990, três dias antes do lançamento teatral de Back to the Future Part III; foi o primeiro filme a ser lançado sob o banner MCA-Universal Home Video; A Universal o relançou em VHS, LaserDisc e CD em 1991, 1995 e 1998. Em 17 de dezembro de 2002, o filme fez parte do box em DVD que conteve a trilogia completa, embora problemas de enquadramento de tela larga levassem a um recall do produto. A trilogia foi lançada em Blu-ray Disc em outubro de 2010. A Universal relançou a trilogia junto com os novos recursos em DVD e Blu-ray em 21 de outubro de 2015, coincidindo com o "Back to the Future Day". O novo conjunto incluiu um recurso chamado "Doc Brown Salva o Mundo", onde Lloyd, reprisando seu papel como Doc Brown, explica as razões para as diferenças entre o futuro de 2015 retratado em Back to the Future Part II e na vida real.
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A trilha sonora foi lançada pela MCA Records em 22 de novembro de 1989. O AllMusic classificou a trilha com quatro estrelas e meia de cinco. Ao contrário da trilha sonora do filme anterior, Part II contém apenas a partitura instrumental do compositor Alan Silvestri; nenhuma das canções vocais apresentadas ao longo do filme são apresentadas no álbum da trilha sonora.
Lançamento no Intrada
Em 12 de outubro de 2015, a Intrada Records lançou a partitura completa de Back to the Future Part II em um conjunto de dois discos, incluindo sessões de pontuação inicial e takes alternativos.


