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Pandemia de COVID-19

A pandemia de COVID-19, também conhecida como pandemia de coronavírus, é uma doença causada pelo coronavírus da síndrome respiratória aguda grave 2 (SARS-CoV-2). Identificado pela primeira vez em Wuhan, China, em dezembro de 2019, o vírus se espalhou globalmente apesar das tentativas de contenção. A Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarou Emergência de Saúde Pública de Âmbito Internacional em 30 de janeiro de 2020 e pandemia em 11 de março de 2020. Em 5 de maio de 2023, a OMS declarou o fim da Emergência de Saúde Pública, embora continue a se referir à situação como pandemia. Até 22 de fevereiro de 2026, foram confirmados 779.056.637 casos em 233 países e territórios, resultando em 7.111.504 mortes, tornando-a a quinta pandemia mais mortal da história.

Fonte: Wikipédia (pt)Texto didático por IAAtualizado em 10/08/2026

Pontos-chave

  • A COVID-19 é causada pelo SARS-CoV-2, identificado pela primeira vez em Wuhan, China, em dezembro de 2019.
  • A OMS declarou a COVID-19 uma pandemia em 11 de março de 2020, encerrando o status de Emergência de Saúde Pública em 5 de maio de 2023.
  • Até fevereiro de 2026, a pandemia registrou mais de 779 milhões de casos e 7,1 milhões de mortes globalmente.
  • A pandemia teve impactos profundos na economia, sociedade, cultura e política em todo o mundo.
  • Estratégias de contenção e mitigação, incluindo vacinação, foram cruciais para gerenciar a propagação e os efeitos da doença.
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Etimologia e Nomenclatura

O termo 'pandemia' descreve uma epidemia que se espalha por vastas áreas geográficas, cruzando fronteiras internacionais e afetando um grande número de pessoas. Durante a pandemia de COVID-19, a doença foi conhecida por vários nomes, como 'pandemia de coronavírus', 'coronavírus de Wuhan' e 'pneumonia de Wuhan'. Em janeiro de 2020, a OMS propôs nomes provisórios para evitar estigmas, e em 11 de fevereiro de 2020, oficializou os nomes 'SARS-CoV-2' para o vírus e 'COVID-19' para a doença.

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Epidemiologia e História

A COVID-19 é uma doença respiratória causada pelo SARS-CoV-2, um vírus RNA de cadeia simples positiva, pertencente à família dos coronavírus. O primeiro surto conhecido começou em Wuhan, China, em novembro de 2019, com forte suspeita de origem zoonótica. A doença se espalhou rapidamente pelo mundo, levando a OMS a declarar emergência internacional e, posteriormente, pandemia. Diversas variantes do vírus surgiram, como Delta e Ômicron, com diferentes níveis de transmissibilidade e escape imunológico.

Antecedentes e Origem

O SARS-CoV-2, intimamente relacionado a vírus de morcegos e pangolins, teve seu primeiro surto conhecido em Wuhan, China, em novembro de 2019. Muitos casos iniciais foram associados ao Mercado Atacadista de Frutos do Mar de Huanan. O consenso científico aponta para uma origem zoonótica, embora especulações sobre origens alternativas tenham gerado controvérsias geopolíticas.

Surto Inicial em Wuhan

Os primeiros casos suspeitos surgiram em dezembro de 2019, com sintomas aparecendo semanas antes. O mercado de Huanan foi fechado em 1º de janeiro de 2020. A confirmação da COVID-19 em Wuhan ocorreu após o desenvolvimento de um teste de PCR específico, identificando a doença em 41 pessoas.

Expansão Global

A partir de meados de janeiro de 2020, casos confirmados fora da China continental foram registrados em países como Tailândia, Japão, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Austrália, Canadá, Alemanha, Itália e Reino Unido, entre outros.

Contagem de Casos e Mortes

As contagens oficiais de casos referem-se a testes positivos confirmados. Estudos indicam que o número real de infecções excede consideravelmente os casos relatados. Até 22 de fevereiro de 2026, foram registradas 7.111.504 mortes atribuídas à COVID-19 globalmente, com a primeira morte confirmada em Wuhan em 9 de janeiro de 2020. As taxas de mortalidade variam significativamente entre regiões.

Variantes Virais

Diversas variantes, como Delta e Ômicron, foram nomeadas pela OMS como variantes de preocupação (VdP) ou interesse (VdI). A variante Delta tornou-se dominante, enquanto a Ômicron demonstrou capacidade de fuga imunológica, podendo coexistir com a Delta e infectar indivíduos vacinados.

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Doença: COVID-19

A COVID-19 é uma doença respiratória infecciosa causada pelo SARS-CoV-2. Os sintomas variam de leves, semelhantes a um resfriado, a graves, como pneumonia viral com insuficiência respiratória. A perda de olfato e paladar são sintomas comuns. A transmissão ocorre principalmente por via respiratória, através de gotículas e aerossóis exalados por pessoas infectadas, especialmente em proximidade física e ambientes fechados.

Sinais e Sintomas

Os sintomas mais comuns incluem febre, tosse e dificuldade em respirar. A perda de olfato e paladar também é frequente. Sintomas menos comuns podem ser dor de garganta, coriza, espirros ou diarreia. Complicações graves incluem pneumonia, falência de múltiplos órgãos e morte. Sinais de emergência como dificuldade respiratória exigem atenção médica imediata.

Transmissão do Vírus

A transmissão ocorre principalmente pela inalação de gotículas e aerossóis expelidos por pessoas infectadas ao falar, tossir, espirrar ou cantar. O contágio é mais provável em proximidade física e em ambientes fechados, mas pode ocorrer a distâncias maiores.

Diagnóstico e Testagem

O diagnóstico padrão envolve testes de ácido nucleico que detectam RNA viral em amostras respiratórias. Esses testes, embora eficazes na detecção do vírus, têm limitações na determinação da duração da infectividade. Amostras podem ser coletadas por zaragatoa nasofaríngea, nasal ou de escarro.

Medidas de Prevenção

A prevenção inclui vacinação, uso de máscaras, distanciamento social, ventilação de ambientes, higiene das mãos e etiqueta respiratória. Pessoas infectadas ou com suspeita devem ficar em casa, evitar contato com outras pessoas e seguir orientações médicas.

Vacinação

Vacinas contra a COVID-19 foram desenvolvidas para fornecer imunidade adquirida contra o SARS-CoV-2. O conhecimento prévio sobre coronavírus acelerou o desenvolvimento. As vacinas são cruciais na redução da gravidade da doença e das mortes, com foco inicial na prevenção de doenças sintomáticas e graves.

Vacinação

Uma vacina contra a COVID-19 destina-se a fornecer imunidade adquirida contra o SARS-CoV-2, o vírus que causa a COVID-19. Antes da pandemia de COVID-19, existia um corpo de conhecimento estabelecido sobre a estrutura e a função dos coronavírus que causavam SARS e MERS. Esse conhecimento acelerou o desenvolvimento de vários tipos de vacinas no início de 2020. O foco inicial das vacinas contra o SARS-CoV-2 estava na prevenção de doenças sintomáticas, muitas vezes graves. Em 10 de janeiro de 2020, os dados da sequência genética do SARS-CoV-2 foram compartilhados por meio do GISAID e, em 19 de março, a indústria farmacêutica global anunciou um grande compromisso para enfrentar a COVID-19. As vacinas contra a COVID-19 são amplamente creditadas por seu papel na redução da gravidade e morte causadas pela COVID-19.

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Estratégias de Controle

As estratégias de controle da pandemia variaram globalmente, incluindo medidas de contenção (eliminação do vírus) e mitigação (redução do impacto). A contenção visava impedir a propagação, enquanto a mitigação buscava achatar a curva epidêmica para não sobrecarregar os sistemas de saúde. A assistência médica foi adaptada, e a telemedicina ganhou destaque. A imunidade de grupo, alcançada por infecção natural e vacinação, tornou-se um objetivo.

Contenção (Zero-COVID)

A contenção visa impedir a disseminação do vírus através de isolamento de infectados, rastreamento de contatos, testes em massa, quarentenas e lockdowns. A estratégia 'zero-COVID', adotada por alguns países, buscava eliminar completamente a transmissão comunitária.

Mitigação (Achatando a Curva)

Quando a contenção falha, a mitigação busca retardar a propagação e limitar os efeitos na saúde e sociedade. Isso inclui medidas individuais (máscaras, higiene), comunitárias (fechamento de locais, cancelamento de eventos) e ambientais (limpeza). O objetivo é 'achatar a curva' para evitar a sobrecarga dos serviços de saúde.

Adaptação da Assistência Médica

Hospitais e serviços de saúde adaptaram-se aumentando a capacidade, cancelando procedimentos eletivos, isolando pacientes e expandindo unidades de terapia intensiva. A telemedicina foi amplamente adotada. Fabricantes utilizaram impressão 3D para suprimentos médicos essenciais.

Imunidade de Grupo

A imunidade de grupo, alcançada por infecção natural e vacinação, foi um objetivo para controlar a pandemia. No entanto, a emergência de variantes como a Delta levantou preocupações sobre a capacidade de atingir essa imunidade, levando à recomendação de manter medidas preventivas mesmo após a vacinação.

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Reações Nacionais e Internacionais

As reações à pandemia variaram significativamente entre países e continentes, desde confinamentos rigorosos até campanhas de educação pública. Organizações internacionais como a ONU e a OMS desempenharam papéis cruciais na coordenação e no apelo à solidariedade global. Restrições de viagem, repatriação de cidadãos e protestos contra medidas governamentais também marcaram o período.

Reações Continentais

A pandemia afetou todos os continentes, com respostas diversas. Na África, o vírus se espalhou rapidamente, exigindo medidas preventivas. Nas Américas, os EUA registraram o maior número de casos e mortes. Na Ásia, a China adotou a política 'zero-COVID'. A Europa foi epicentro da pandemia em diferentes momentos, e a Oceania, inicialmente elogiada por seu controle, enfrentou desafios com novas variantes. A Antártida foi o último continente a registrar casos.

Organizações Internacionais (ONU e OMS)

A ONU e a OMS foram centrais na resposta global, solicitando pacotes de ajuda para países em desenvolvimento e declarando a pandemia uma emergência de saúde pública. A OMS coordenou esforços e forneceu diretrizes, enquanto a ONU a classificou como o maior desafio desde a Segunda Guerra Mundial.

Restrições de Viagem e Repatriação

Muitos países impuseram quarentenas e restrições de entrada, afetando o turismo global. Vários governos repatriaram seus cidadãos de áreas de alto risco, como Wuhan. A eficácia das restrições de viagem foi debatida, sendo mais úteis em fases iniciais e tardias da epidemia.

Protestos Contra Medidas

Em diversos países, surgiram protestos contra lockdowns e outras restrições governamentais, motivados por fatores econômicos e preocupações com liberdades individuais. Estudos indicaram que tais protestos poderiam aumentar a propagação do vírus.

2023

Em 4 de janeiro de 2023, a Organização Mundial da Saúde (OMS) indicou que as informações compartilhadas pela China sobre as 248 milhões de pessoas infectadas durante seu último surto do vírus carecem de dados, como taxas de hospitalização. Em 10 de janeiro, o escritório da Organização Mundial da Saúde na Europa indicou que não havia ameaça atual do recente surto viral da China para a região mencionada. Em 16 de janeiro, a OMS recomendou "o monitoramento do excesso de mortalidade, o que nos fornece uma compreensão mais abrangente do impacto da COVID-19", em relação ao considerável aumento na China. Em 27 de janeiro, a Organização Mundial da Saúde se reuniu para decidir se a atual pandemia ainda atende aos critérios de Emergência de Saúde Pública de Âmbito Internacional (PHEIC); sua decisão foi anunciada em 30 de janeiro, exatamente 3 anos após o dia em que foi declarada como epidemia (como uma PHEIC) pela primeira vez, no entanto, a OMS decidiu que a pandemia ainda era um PHEIC. Em 8 de fevereiro, foi relatado que um estudo recente voltado para o aumento de casos na China indicou que nenhuma nova variante da COVID-19 surgiu como resultado. Em 5 de maio de 2023, a Organização Mundial de Saúde declarou que a pandemia da COVID-19 deixou de ser uma PHEIC.

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Impactos da Pandemia

A pandemia de COVID-19 causou profundas alterações culturais, políticas e socioeconômicas. Interrompeu sistemas alimentares, afetou a economia global, impactou a educação, a religião, a cultura e a saúde mental. Houve também uma diminuição notável na poluição do ar em algumas regiões devido à redução de atividades e restrições de viagem.

Impactos Econômicos e na Cadeia de Suprimentos

A pandemia causou rupturas em estoques, corridas às compras e interrupções na produção e logística. A demanda por equipamentos de proteção individual (EPIs) aumentou drasticamente, elevando preços e causando atrasos no fornecimento, o que colocou em risco profissionais de saúde.

Educação e Saúde Mental

O fechamento de escolas afetou globalmente mais de 1,5 bilhão de estudantes, com a transição para o ensino online expondo desigualdades. A pandemia também aumentou a ansiedade, depressão e estresse pós-traumático, impactando a saúde mental de profissionais de saúde, pacientes e da população em geral.

Cultura, Religião e Política

Eventos culturais e religiosos foram cancelados ou adaptados para formatos virtuais. A pandemia interrompeu o calendário esportivo mundial e influenciou sistemas políticos, com suspensões legislativas e eleições remarcadas. A polarização política aumentou em muitos países.

Meio Ambiente

Restrições de viagem e confinamentos levaram a uma diminuição significativa na poluição do ar e nas emissões de gases de efeito estufa em várias regiões, como na Itália e na China, com estimativas de salvamento de vidas devido à redução da poluição.

Oceania

A pandemia de COVID-19 foi confirmada como tendo chegado à Oceania em 25 de janeiro de 2020, com o primeiro caso confirmado relatado em Melbourne, Austrália. Desde então, espalhou-se por outras partes da região. A Austrália e a Nova Zelândia foram elogiadas por seu tratamento da pandemia em comparação com outras nações ocidentais, com a Nova Zelândia e cada estado da Austrália eliminando toda a transmissão comunitária do vírus várias vezes, mesmo após a reintrodução deste na comunidade. No entanto, como resultado da alta transmissibilidade da variante Delta, em agosto de 2021, os estados australianos de Nova Gales do Sul e Victoria haviam concedido a derrota em seus esforços de erradicação. No início de outubro de 2021, a Nova Zelândia também abandonou sua estratégia de eliminação. Em novembro e dezembro, após os esforços de vacinação, os demais estados da Austrália, excluindo a Austrália Ocidental, desistiram voluntariamente da zero-COVID para abrir as fronteiras estaduais e internacionais. Em janeiro de 2022, as fronteiras abertas permitiram que a variante Ómicron da COVID-19 entrasse rapidamente e os casos posteriormente ultrapassassem os 120 000 por dia. No início de março, com casos que ultrapassavam 1 000 por dia, a Austrália Ocidental admitiu a derrota em sua estratégia de erradicação e abriu as fronteiras depois de anteriormente atrasar a reabertura devido à variante Ómicron. Apesar dos casos registrados, as jurisdições australianas removeram lentamente restrições como o isolamento de contato próximo, uso de máscara e limites de densidade até abril.

Antártida

Devido ao seu afastamento e população escassa, a Antártida foi o último continente a ter casos confirmados da COVID-19 e foi uma das últimas regiões do mundo afetadas diretamente pela pandemia. Os primeiros casos foram relatados em dezembro de 2020, quase um ano após a detecção dos primeiros casos de COVID-19 na China. Pelo menos 226 pessoas foram confirmadas como infectadas.

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Disseminação de Informação e Desinformação

O acesso a informações sobre a COVID-19 tornou-se mais aberto, com muitas publicações científicas disponibilizadas gratuitamente. No entanto, a pandemia também foi marcada pela disseminação de teorias da conspiração e desinformação online sobre a origem e escala do vírus, levando plataformas como Facebook, Google e Twitter a implementar medidas de combate à desinformação.

Acesso Aberto à Informação

Muitas organizações de notícias e editoras científicas removeram barreiras de acesso pago para conteúdos relacionados à COVID-19. A Iniciativa de Emergência de Saúde Pública da COVID-19 disponibilizou artigos gratuitamente, e a proporção de artigos publicados em servidores de pré-impressão aumentou significativamente.

Teorias da Conspiração e Desinformação

Teorias conspiratórias sobre o vírus como arma biológica ou esquema de controle populacional circularam na internet. Plataformas de mídia social anunciaram medidas rigorosas para remover conteúdo que violasse suas políticas sobre desinformação e pudesse causar danos físicos.

Repatriação de cidadãos estrangeiros

Vários países repatriaram seus cidadãos e funcionários diplomáticos de Wuhan e arredores, principalmente por meio de voos fretados. Canadá, Estados Unidos, Japão, Índia, Sri Lanka, Austrália, França, Argentina, Alemanha e Tailândia foram os primeiros a fazê-lo. Brasil e Nova Zelândia evacuaram seus próprios cidadãos e outros. Em 14 de março, a África do Sul repatriou 112 sul-africanos com resultados negativos, enquanto quatro que apresentaram sintomas foram deixados para trás. O Paquistão se recusou a evacuar seus cidadãos. Em 15 de fevereiro, os Estados Unidos anunciaram que evacuariam americanos a bordo do cruzeiro Diamond Princess, e em 21 de fevereiro, o Canadá evacuou 129 canadenses do cruzeiro. No início de março, o governo indiano começou a repatriar seus cidadãos do Irã. Em 20 de março, os Estados Unidos começaram a retirar algumas tropas do Iraque.

Protestos contra as medidas governamentais

Em vários países, os protestos aumentaram contra as restrições governamentais, como os confinamentos. Os protestos variaram em escala, motivação e tipo, com manifestantes provenientes de uma ampla gama de origens e inspirados por uma série de razões. Um dos principais fatores dos protestos foi a crise econômica provocada pelo fechamento de empresas por longos períodos, levando ao desemprego generalizado, especialmente de trabalhadores ocasionais no setor de hospitalidade. Um estudo de fevereiro de 2021 descobriu que os protestos contra as restrições provavelmente aumentariam diretamente a propagação.

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Cultura Popular e Sociedade

A pandemia de COVID-19 influenciou a cultura popular, sendo tema de séries de televisão e gerando discussões sobre a representação da vida durante uma crise sanitária. A busca por escapismo levou pessoas a consumirem diferentes tipos de mídia, com temas como contágio, isolamento e perda de controle sendo recorrentes. Houve comparações com filmes como 'Contágio' (2011) quanto à sua precisão.

Educação

A pandemia impactou os sistemas educacionais em muitos países. Muitos governos fecharam temporariamente as instituições de ensino, muitas vezes substituídas pelo ensino online. Por exemplo, na Itália, o governo decidiu fechar escolas e universidades para tentar conter o vírus, e determinou que todos os principais eventos esportivos do país fossem disputados sem a presença de público. Outros países, como a Suécia, mantiveram suas escolas abertas. Em abril de 2020, mais de 1,5 bilhão de estudantes foram afetados devido ao encerramento de escolas. Em setembro de 2020, aproximadamente 1,077 bilhão de alunos ainda estavam experienciando o encerramento das escolas e o ensino online. O encerramento de escolas afetou alunos, professores e famílias com consequências econômicas e sociais de longo alcance. Eles lançam luz sobre questões sociais e econômicas, incluindo dívida estudantil, aprendizagem digital, insegurança alimentar e falta de moradia, bem como acesso a serviços de creche, assistência médica, moradia, internet e deficiência. O impacto foi mais grave para crianças desfavorecidas. O Instituto de Políticas do Ensino Superior informou que cerca de 63% dos estudantes alegaram piora da saúde mental como resultado da pandemia.

Economia

A pandemia de coronavírus foi associada a vários casos de ruptura de estoques causados pelo aumento de procura de equipamento para combater o surto, corridas às compras e perturbações nas operações de produção e logística das empresas. As autoridades de saúde emitiram avisos de possíveis rupturas de stock de medicamentos e equipamento médico devido ao aumento exponencial de procura e perturbação dos canais de distribuição. Em vários países ocorreram corridas às compras que levaram a rupturas de estoque de produtos de mercearia essenciais como comida, papel higiénico e água engarrafada. De acordo com o diretor-geral da OMS, a procura por equipamento de proteção individual aumentou 100 vezes, o que levou a um aumento de preços, em alguns casos de vinte vezes o preço normal, e também induziu atrasos de quatro a seis meses no fornecimento de equipamento médico. A falta de equipamento de proteção individual em todo o mundo levou a OMS a alertar que a situação colocava em risco os profissionais de saúde.

Religião

No mundo todo, muitas igrejas, mesquitas e templos suspenderam a presença dos cristãos e fiéis em seus cultos e missas, e acabaram recorrendo a serviços virtuais de transmissão das celebrações, como via live streaming ou outros meios, como televisão e rádio. O Vaticano anunciou o cancelamento das cerimónias da Semana Santa em Roma. Muitas dioceses recomendaram aos fiéis que se mantivessem em casa em vez de assistir à missa, embora algumas disponibilizem a cerimónia em livestream ou na televisão. De acordo com o Pew Research Center, em meio à pandemia de COVID-19, alguns grupos religiosos desafiaram as medidas de saúde pública e declararam que "as regras [durante a COVID-19] eram uma violação da liberdade religiosa".

Cultura

Uma das consequências mais visíveis da pandemia foi o cancelamento de eventos desportivos, festivais de música, concertos, estreias de cinema, cerimônias religiosas, conferências tecnológicas e espetáculos de moda. A pandemia coincidiu com o Ano-Novo Chinês, uma época de grande temporada de festivais para a região e o período mais movimentado de viagens na China. Diversos eventos envolvendo grandes multidões foram cancelados pelos governos nacionais e regionais, incluindo o festival anual de Ano Novo em Hong Kong. A pandemia causou a mais significativa perturbação no calendário desportivo mundial desde a Segunda Guerra Mundial. A maior parte dos grandes eventos desportivos agendados foi cancelada ou adiada, incluindo a Liga dos Campeões da UEFA de 2019–20, a Premier League de 2019–20, o Campeonato Europeu de Futebol de 2020, a Temporada da NBA de 2019–20, e a temporada da NHL de 2019–20. A pandemia também incitava dissabor entre comitês olímpicos quanto aos Jogos de Verão de 2020, que estavam previstos a iniciar-se em 2020, até o COI declarar, oficialmente, o adiamento do evento para o ano seguinte.

Saúde global e mental

A pandemia impactou a saúde global por diversas condições. A nível mundial, o medo da pandemia resultou em pessoas optando por evitar atividades que poderiam expô-las ao risco de infecção. As idas ao hospital caíram. As idas devido a sintomas de ataque cardíaco diminuíram 38% nos Estados Unidos e 40% na Espanha. O chefe de cardiologia da Universidade do Arizona disse: "Minha preocupação é que algumas dessas pessoas estejam morrendo em casa porque estão com muito medo de ir ao hospital". A escassez de suprimentos médicos afetou muitas pessoas. A pandemia também afetou a saúde mental, aumentando a ansiedade e depressão, causando transtorno de estresse pós-traumático, e afetando profissionais de saúde, pacientes e indivíduos em quarentena. Também esteve associada com o aumento do estresse e do número de suicídios. O medo de contágio e o isolamento social foram alguns dos fatores estressantes resultantes da pandemia e das medidas de controle impostas por autoridades, como confinamentos e quarentenas, que contribuíram para uma piora no quadro de saúde mental da população. Profissionais da saúdes e estudantes foram alguns dos principais grupos afetados relativamente à sua saúde global e mental.

Política

A pandemia afetou os sistemas políticos, causando suspensões de atividades legislativas, isolamentos ou mortes de políticos, e eleições remarcadas. Embora tenham desenvolvido amplo apoio entre os epidemiologistas, as intervenções não farmacêuticas foram controversas em muitos países. A oposição intelectual veio principalmente de outros campos, juntamente com epidemiologistas heterodoxos. Em 23 de março de 2020, o secretário-geral das Nações Unidas, António Manuel de Oliveira Guterres, apelou a um cessar-fogo global; 172 Estados membros da ONU e observadores assinaram uma declaração de apoio não vinculativa em junho, e o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou uma resolução apoiando-o em julho.

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Disseminação da informação

Algumas organizações de notícias removeram os seus acessos pagos online para alguns ou todos os seus artigos e publicações relacionados com a pandemia. Muitos editores científicos forneceram artigos de periódicos relacionados à pandemia ao público gratuitamente como parte da Iniciativa de Emergência de Saúde Pública da COVID-19 dos Institutos Nacionais da Saúde. De acordo com uma estimativa de investigadores da Universidade de Roma, 89,5% dos artigos relacionados com a COVID-19 eram de acesso aberto, em comparação com uma média de 48,8% para as dez doenças humanas mais mortais. A parcela de artigos publicados em servidores de pré-impressão antes da revisão por pares aumentou dramaticamente.

Desinformação

Após o surto inicial começaram a circular na internet diversas teorias da conspiração e desinformação sobre a origem e escala do coronavírus da COVID-19. Várias histórias nas redes sociais alegavam, entre outras coisas, que o vírus seria uma arma biológica, um esquema de controlo populacional ou o resultado de uma operação de espionagem. O Facebook, Google e Twitter anunciaram que tomariam medidas rigorosas contra possível desinformação. No seu blog, o Facebook afirmou que removeria qualquer conteúdo assinalado pelas principais organizações de saúde e autoridades locais que violasse a sua política de conteúdo sobre desinformação e que pudesse levar a potenciais prejuízos físicos.

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Cultura e sociedade

A pandemia de COVID-19 teve um grande impacto na cultura popular. Foi incluída nas narrativas de séries de televisão pré-pandemia que estavam em andamento e tornou-se uma narrativa central em novas séries, com resultados mistos. Escrevendo para o The New York Times sobre o então próximo seriado da BBC, Pandemonium, em 16 de dezembro de 2020, David Segal perguntou: "Estamos prontos para rir da Covid-19? Ou melhor, há algo divertido, ou reconhecível de forma humorística, sobre vida durante uma peste, com todas as suas indignidades e contratempos, para não mencionar os seus rituais e regras?" A pandemia levou algumas pessoas a procurarem um escapismo pacífico nos meios de comunicação social, enquanto outras foram atraídas para pandemias fictícias (por exemplo, apocalipses zumbis) como uma forma alternativa de escapismo. Temas comuns incluíam contágio, isolamento e perda de controle. Muitos fizeram comparações com o filme de ficção Contágio (2011), elogiando sua precisão enquanto notavam algumas diferenças, como a falta de uma distribuição ordenada da vacina.

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Fontes consultadas

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