Ayn Rand
Ayn Rand, nascida Alisa Zinov'yevna Rozenbaum, foi uma influente escritora, dramaturga, roteirista e filósofa judaico-russa-americana. Ela é amplamente reconhecida por ter desenvolvido o sistema filosófico conhecido como Objetivismo e por seus romances de sucesso. Sua carreira literária decolou com a produção de sua primeira peça na Broadway em 1932. Após um início modesto, alcançou fama com o romance "The Fountainhead" (1943) e consolidou seu legado com "Atlas Shrugged" (1957), sua obra mais conhecida. Posteriormente, dedicou-se à não-ficção para promover sua filosofia, publicando periódicos e coleções de ensaios até seu falecimento em 1982.
Pontos-chave
- Ayn Rand foi uma escritora e filósofa de origem judaico-russa, naturalizada americana.
- Ela é a criadora do Objetivismo, um sistema filosófico abrangente.
- Seus romances mais famosos são "The Fountainhead" (1943) e "Atlas Shrugged" (1957).
- Rand promoveu sua filosofia através de obras de não-ficção e ensaios até sua morte em 1982.
- Sua filosofia enfatiza o homem como um ser heroico, com a felicidade pessoal como meta moral e a razão como absoluto.
A vida de Ayn Rand, desde sua infância na Rússia czarista e soviética até sua consagração como escritora e filósofa nos Estados Unidos, marcada por desafios, convicções e o desenvolvimento de sua visão de mundo.
Primeiros Anos e Influências na Rússia
Alisa Zinovyevna Rosenbaum nasceu em 2 de fevereiro de 1905, em São Petersburgo, Rússia, em uma família burguesa judia. Filha de Zinovy Zakharovich Rosenbaum, um farmacêutico, e Anna Borisovna, ela era a mais velha de três irmãs. Desde cedo, Rand considerava a escola pouco desafiadora e começou a escrever roteiros aos oito anos e romances aos dez. No Stoiunina Gymnasium, onde estudou, sua melhor amiga era Olga, irmã mais nova de Vladimir Nabokov, e ambas compartilhavam um forte interesse por política. Aos 12 anos, durante a Revolução de Fevereiro de 1917, ela apoiou Alexander Kerensky contra o czar Nicolau II. A Revolução de Outubro e o governo bolchevique de Vladimir Lenin impactaram profundamente sua família: o negócio de seu pai foi confiscado, e eles fugiram para a Península da Crimeia, então sob controle do Exército Branco. Durante o ensino médio na Crimeia, ela se tornou ateia e passou a valorizar a razão acima de todas as virtudes. Após se formar em junho de 1921, retornou com a família a Petrogrado (antiga São Petersburgo), onde enfrentaram condições de vida extremamente difíceis, beirando a inanição.
A Chegada e Consolidação nos Estados Unidos
No final de 1925, Rand obteve um visto para visitar parentes em Chicago, partindo em 17 de janeiro de 1926. Ao chegar em Nova York em 19 de fevereiro de 1926, ficou tão impressionada com o horizonte de Manhattan que chorou o que descreveu como 'lágrimas de esplendor'. Com o objetivo de se tornar roteirista e permanecer nos Estados Unidos, morou por alguns meses com parentes em Chicago, um dos quais era dono de um cinema e lhe permitiu assistir a dezenas de filmes gratuitamente. Em seguida, mudou-se para Hollywood, Califórnia. Lá, um encontro fortuito com o renomado diretor Cecil B. DeMille resultou em um trabalho como figurante em seu filme 'The King of Kings' e, posteriormente, como roteirista júnior. Durante as filmagens de 'The King of Kings', conheceu o aspirante a ator Frank O'Connor, com quem se casou em 15 de abril de 1929. Rand tornou-se residente permanente americana em julho de 1929 e cidadã americana em 3 de março de 1931. Apesar de várias tentativas, ela não conseguiu obter permissão para que seus pais e irmãs emigrassem para os Estados Unidos.
Os Primeiros Passos na Ficção
O primeiro sucesso literário de Ayn Rand veio em 1932 com a venda de seu roteiro 'Red Pawn' para a Universal Studios, embora nunca tenha sido produzido. Em seguida, escreveu o drama de tribunal 'Night of January 16th', encenado pela primeira vez em Hollywood em 1934 e, posteriormente, com sucesso na Broadway em 1935. Uma característica única dessa peça era a escolha de um júri entre os membros da audiência a cada noite, e o veredito determinava qual dos dois finais seria apresentado. Seu primeiro romance publicado, o semiautobiográfico 'We the Living', lançado em 1936, retratava a Rússia soviética e explorava o conflito entre o indivíduo e o Estado. As vendas iniciais foram lentas, e a edição americana saiu de circulação, embora as edições europeias continuassem a vender. Rand adaptou a história para o teatro, mas a produção da Broadway, de George Abbott, foi um fracasso, encerrando em menos de uma semana. Após o sucesso de seus romances posteriores, Rand conseguiu lançar uma versão revisada de 'We the Living' em 1959, que desde então vendeu mais de três milhões de cópias. No prefácio da edição de 1959, Rand afirmou que 'We the Living' era 'o mais próximo de uma autobiografia que jamais escreverei. ... O enredo é inventado, o pano de fundo não é...'
Os Últimos Anos e Legado
Em 1974, Ayn Rand foi submetida a uma cirurgia de câncer de pulmão, resultado de décadas de tabagismo. Em 1976, ela parou de escrever seu boletim informativo e, notavelmente, aceitou se inscrever no Seguro Social e Medicare, programas assistenciais americanos. Suas atividades dentro do movimento objetivista diminuíram no final dos anos 1970, especialmente após a morte de seu marido, Frank O'Connor, em 9 de novembro de 1979. Um de seus projetos finais foi trabalhar em uma adaptação televisiva de 'A Revolta de Atlas', que nunca foi concluída. Ayn Rand faleceu de insuficiência cardíaca em 6 de março de 1982, em sua casa na cidade de Nova York, e foi sepultada no Cemitério Kensico, em Valhalla. Em seu funeral, um arranjo floral de 1,8 metro em formato de cifrão foi colocado perto de seu caixão. Em seu testamento, Rand nomeou Leonard Peikoff como seu herdeiro intelectual.
Imagem: Manuelredondoduenas · BY-SA · Openverse
O Objetivismo é o sistema filosófico desenvolvido por Ayn Rand, abrangendo metafísica, epistemologia, ética, política e estética. Inicialmente expresso em seus romances, como 'The Fountainhead' e 'Atlas Shrugged', foi posteriormente detalhado em ensaios. Leonard Peikoff, seu herdeiro intelectual, estruturou o sistema em 'Objetivismo: A Filosofia de Ayn Rand'. Rand o resumiu como 'o conceito do homem como um ser heroico, com sua própria felicidade como a meta moral de sua vida, com a realização produtiva como sua atividade mais nobre, e a razão somente, seu absoluto'.


