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Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos

Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), amplamente conhecida como Correios, é uma empresa pública federal vinculada ao Ministério das Comunicações, cuja principal atribuição é a execução do serviço postal em todo o território nacional. Embora tradicionalmente associada ao envio e à entrega de correspondências, sua atuação não se restringe a essa função básica. Com o passar dos anos, os Correios ampliaram consideravelmente seu escopo de atividades, consolidando-se como uma instituição estratégica para o funcionamento do Estado e para o atendimento das necessidades essenciais da população brasileira.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 13/10/2026
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Histórico

Imagem: mdic.gov.br · BY-SA · Openverse

A história da ECT tem início no período colonial, com a organização dos primeiros serviços postais no território brasileiro. Desde então, o sistema postal passou por diversas transformações estruturais e operacionais, acompanhando o desenvolvimento político, econômico e tecnológico do país. Ao longo do tempo, os Correios consolidaram-se como o principal agente responsável pela prestação de serviços postais e logísticos em âmbito nacional.

Colônia e Brasil Império

Os Correios tiveram sua origem no Brasil em 25 de janeiro de 1663, com a criação do "Correio-Mor das Cartas do Mar" no Rio de Janeiro, embora a capital do Estado do Brasil fosse então Salvador. Nessa ocasião, Bartolomeu Fragoso Cabral foi nomeado para atuar na capitania da Bahia, enquanto o Alferes João Cavalheiro Cardoso assumiu a função no Rio de Janeiro. Esse momento é considerado um marco importante na organização do sistema postal no território brasileiro. Durante o processo que levou à Independência do Brasil, destaca-se a atuação de Paulo Emílio Bregaro, oficial do Tribunal Militar e mensageiro, frequentemente mencionado como o primeiro carteiro do país. Em 7 de setembro de 1822, Bregaro foi o responsável por entregar a D. Pedro I uma correspondência enviada pela Imperatriz Leopoldina, contendo informações sobre as novas exigências impostas por Portugal ao Brasil. A entrega ocorreu às margens do Riacho do Ipiranga, onde D. Pedro, ao tomar conhecimento do conteúdo da carta, proclamou a Independência. Esse episódio estabeleceu uma ligação simbólica entre os serviços postais e um dos acontecimentos mais emblemáticos da história nacional.

República e Ditadura Militar

Com a instauração da República, mudanças significativas foram implementadas na organização da administração pública. Uma das ações relevantes adotadas pelo governo foi a instituição, por meio do Decreto nº 346, de 19 de abril de 1890, de um novo órgão responsável por centralizar os assuntos relacionados à educação e às comunicações: a Secretaria de Estado dos Negócios da Instrução Pública, Correios e Telégrafos. A partir de então, as atividades vinculadas ao ensino e aos serviços postais e telegráficos passaram a ser geridas sob uma única estrutura administrativa. Os Correios atuou de forma significativa durante a Primeira Guerra Mundial, especialmente após o Brasil declarar guerra à Alemanha em 1917. Nesse período, foi implementada a censura postal, que vigou de novembro de 1917 a janeiro de 1919, com o objetivo de controlar as comunicações e proteger a segurança nacional. Durante esse período, mais de quatro milhões de correspondências foram submetidas à censura, e cerca de 154.237 delas foram apreendidas. Essa medida refletiu a preocupação do governo em evitar a circulação de informações que pudessem comprometer o esforço de guerra ou a estabilidade interna.

Período da redemocratização

Durante a década de 1990, discutiu-se a possibilidade de uma modernização da empresa. Nos anos que se seguiram, vários serviços foram sendo incorporados ao portfólio da empresa. Além dos tradicionais serviços de cartas, malotes, selos e telegramas, entre os novos serviços podem ser destacados os pertencentes à família SEDEX, serviço de encomendas expressas. A proposta do novo sistema postal estava baseada no aumento da oferta de serviços, na modernização tecnológica e na consolidação e ampliação do papel social dos Correios como agente prestador de serviços públicos. Para isso, o Ministério das Comunicações do Governo do Presidente Fernando Henrique Cardoso desenvolveu um projeto para o setor postal brasileiro que foi implantado a partir de 1997, denominado Reforma Estrutural do Setor Postal Brasileiro (RESP). As diretrizes acionadas na elaboração da reestruturação postal abarcavam os seguintes aspectosː

Crise financeira e reestruturação

Durante o governo Dilma, a empresa fechou quatro anos com prejuízo: 2013, 2014, 2015, e 2016; o que levou a privatização a ser cogitada. Entretanto, o lucro obtido em 2017, após medidas de contenção de despesas, fez com que a ideia fosse abandonada temporariamente. Em seis anos (2010 a 2016), o total de perdas de encomendas aumentou mais de 1 000%, revelando queda na qualidade do serviço devido à falta de materiais e de infraestrutura adequados, tendo por causa anos de má-gestão, corrupção, e uso político da companhia. Em maio de 2019, foi lançado um Plano de Desligamento Voluntário (PDV), visando reduzir o quadro de funcionários em mais de 7 mil servidores. Esses PDVs têm acontecido desde 2013. Também, quase 300 agências foram fechadas no país entre 2017 e 2018. Isso deve-se ao prejuízo de R$ 4 bilhões acumulado entre 2016 e 2017.

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Privatização

Imagem: mdic.gov.br · BY-SA · Openverse

Em abril de 2019, o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro anunciou que tinha a intenção de privatizar a empresa. Em março de 2021, a ECT foi incluída no Programa Nacional de Privatizações (PND), cuja inclusão foi recomendada pelo Conselho do Programa de Parcerias de Investimento (CPPI). Durante os primeiros estudos, o conselho optou pela venda total da empresa. Estudos aprofundados foram conduzidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o projeto foi aprovado pela Câmara dos Deputados. De acordo com o texto aprovado, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) deveria regulamentar o setor, mudando seu nome para "Agência Nacional de Telecomunicações e Serviços Postais" (Anatel). Em janeiro de 2023, os Correios foram retirados do PND. A privatização dos Correios poderia elevar a arrecadação em mais de R$ 4.4 bilhões por ano, além de tornar o serviço mais eficiente e liberar recursos para segurança, educação e saúde, segundo especialista. Entre os argumentos contrários, estão a incerteza quanto à garantia de que as regiões mais distantes dos grandes centros permaneceriam assistidas por uma companhia privada, com eventuais aumentos de custos de frete. Além disso, o fato de estar presente em todos os municípios brasileiros, oferecendo diversos produtos e serviços de apoio ao governo como operador logístico, tornariam a empresa estratégica na prestação de serviços públicos.

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Apoio logístico e social

Imagem: Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) · PDM · Openverse

Os Correios por ser a única empresa pública federal com presença em todos os municípios brasileiros, atua em diversas frentes além dos serviços postais. Entre suas atribuições, destacam-se atividades de apoio logístico ao governo, como a inscrição e regularização do Cadastro de Pessoa Física (CPF), a oferta de serviços bancários (incluindo saques e transferências) em localidades desprovidas de agências bancárias, e a colaboração com o Sistema Único de Saúde (SUS) na distribuição de vacinas e medicamentos em regiões de difícil acesso. A empresa também é responsável pela entrega de livros didáticos do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) às escolas públicas, bem como pela distribuição de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), entre outras ações com finalidade social. Durante a pandemia de COVID-19, as agências dos Correios participaram do cadastramento de cidadãos para o Auxílio Emergencial, especialmente daqueles sem acesso a meios digitais.

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Postalis

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O Instituto de Seguridade Social dos Correios e Telégrafos (Postalis) é um fundo de pensão que gerencia a previdência complementar dos funcionários dos Correios. É o maior fundo de pensão do país, em número de participantes. O Postalis é um fundo de pensão que gerencia a previdência complementar dos funcionários dos Correios. Foi criado em 26 de fevereiro de 1981, para garantir aos empregados dos Correios benefícios previdenciários complementares aos da Previdência oficial. Na ocasião, o fundo só oferecia um único plano – o Plano BD. A adesão ao plano era compulsória, ou seja, quem quisesse trabalhar nos Correios precisava necessariamente aderir ao plano. Em 2014, era é o maior fundo de pensão em número de participantes do país - 196 mil.

Investigações de corrupção

Desde 2013, o Postalis tem sido alvo de investigações por denúncia de má aplicação de recursos das contribuições dos empregados. Segundo a Polícia Federal, a má gestão dos recursos e os desvios investigados geraram déficit de aproximadamente 6 bilhões de reais. O esquema acontecia assim: O Postalis, de praxe, contrata gestores para decidir como investir os recursos dos contribuintes. Porém, no entender da Polícia Federal e do Ministério Público, ex-dirigentes do Postalis autorizavam investimentos fracassados com base em relatórios técnicos falhos, com avaliações irreais para viabilizar as operações. Conforme as investigações, as empresas que recebiam recursos do Postalis repassavam parte dos recursos para os suspeitos de envolvimento no esquema.

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Mais Correios

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O Mais Correios é o marketplace oficial dos Correios do Brasil, lançado em 1º de julho de 2025. A plataforma tem como objetivo autodeclarado de democratizar o acesso ao comércio eletrônico, oferecendo suporte e visibilidade para pequenos e médios empreendedores em todo o território nacional. Em parceria com a Infracommerce, o Mais Correios combina a capilaridade logística das agências físicas com soluções digitais modernas, permitindo que os vendedores ofereçam uma ampla variedade de produtos em diversas categorias, de eletrônicos a vestuário, de forma integrada e acessível.

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Museu

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Em 1980, a empresa criou em Brasília o Museu Postal e Telegráfico da ECT. Atualmente denomina-se Museu Nacional dos Correios e de acordo com a página oficial tem mais de um milhão de peças da história postal, telegráfica e filatélica brasileira. Em 25 de janeiro de 2013, o serviço postal oficial brasileiro fez 350 anos e, para celebrar a data, lançou selos e logomarca alusivas ao evento.

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Revista COFI

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Em anos anteriores, os Correios comercializavam a revista Correio Filatélico (COFI) em formato impresso, voltada ao público interessado em filatelia. Atualmente, a publicação é disponibilizada exclusivamente em formato digital, e podendo ser acessada gratuitamente por meio do Blog da Filatelia. Já os Editais de Selos, em versão impressa, continuam disponíveis gratuitamente nas agências dos Correios.

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