Avenida Rebouças
Avenida Rebouças é uma movimentada via pública do município de São Paulo, responsável pela ligação da Marginal Pinheiros com a Avenida Paulista e desta com o Centro, por meio da Rua da Consolação. A avenida Rebouças caracteriza-se como um dos principais eixos rodoviários e de transporte público da cidade e é classificada como via arterial. Devido à grande importância de centro financeiro e comercial, a avenida apresenta tráfego intenso de veículos durante quase todo o dia.
Originalmente chamada Rua Doutor Rebouças, a via homenageia Antônio Rebouças, Contratado em 1873 pela Companhia Paulista de Estrada de Ferro Jundiaí a Campinas para ser o engenheiro em chefe do prolongamento da Estrada de Ferro até São João do Río Claro, porém vitimado por febre tifóide veio a óbito na cidade de São Paulo em 1874. Ela foi aberta em 1916, e seu traçado remonta a trecho do antigo Caminho do Peabiru. Nos anos 1930, passou a ser uma das principais ligações listadas no "Plano de Avenidas" do então prefeito Francisco Prestes Maia. A avenida tem seu início na rua da Consolação, na altura do número 2 608, no Complexo Viário Rebouças, e estende-se até a Marginal Pinheiros. Seu trecho principal é duplicado e tem extensão de 3,3 quilômetros, terminando na Avenida Brigadeiro Faria Lima, no cruzamento onde se localiza o Túnel Jornalista Fernando Vieira de Mello, inaugurado em 2004. O outro trecho, menos conhecido, é uma rua de mão dupla, paralela à Avenida Eusébio Matoso, que termina na rua Hungria (Marginal Pinheiros), em frente ao Shopping Eldorado.
Em 2006, o cruzamento da avenida Rebouças com a avenida Brigadeiro Faria Lima foi classificado pelo Jornal da Tarde como "o pior endereço de São Paulo para quem anda de ônibus", devido à fila de ônibus diária no corredor exclusivo, que chegava a ser de quarenta veículos. Segundo o jornal, a situação "caótica" em setembro já se arrastava havia um ano, e, diariamente, a SPTrans tinha de mandar um grupo de fiscais ao local para tentar organizar o trânsito. Com isso, o corredor, que fora construído em 2004 para agilizar a ligação por meio de transporte público entre o centro e a zona sul, estava tendo o efeito contrário ao originalmente pensado, afastando usuários dos ônibus. Em julho daquele ano, a prefeitura tinha tentado implantar a "Faixa Cidadã" na avenida, dando prioridade a motos em uma das duas faixas fora do corredor de ônibus. O projeto era experimental e previa que a faixa seria colocada, com um losango verde-limão de bordas brancas pintado a cada duzentos metros, nas avenidas Rebouças e Eusébio Matoso, além de na rua da Consolação. "Tenho convicção de que essa medida, em um dos trechos mais importantes de São Paulo, servirá de referência para que possamos, o mais breve possível, implantar o projeto nos demais corredores", disse Gilberto Kassab, prefeito da cidade à época. A Faixa Cidadã era apenas preferencial, ou seja, automóveis não seriam punidos por trafegar nela. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) acreditava que a medida ajudaria a disciplinar a relação entre motoristas e motociclistas, reduzindo o número de acidentes.
Imagem: Alexandre Giesbrecht · BY · Openverse
Na manhã do dia 4 de fevereiro de 2026, um ônibus que trafegava pela avenida Rebouças no sentido centro foi atingido por um incêndio, que teria sido causado por uma pane no motor do veículo, segundo a SMT e a SPTrans. O incêndio ocorreu na região do Jardim Paulista, próximo ao Hospital das Clínicas, e não houve vítimas no local.
Imagem: CSP-Conlutas · CC0 · Openverse
A avenida (originalmente chamada rua Doutor Rebouças) foi nomeada em homenagem ao abolicionista e engenheiro baiano André Rebouças, nascido negro e de família livre, que, juntamente com seu irmão, o também engenheiro Antônio Pereira Rebouças Filho, projetou e construiu a estrada de ferro entre Curitiba e Paranaguá.
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O logradouro é uma das cartas do jogo de tabuleiro Banco Imobiliário.


