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Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini

Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini é uma importante via arterial do município de São Paulo, que concentra em sua extensão e nas imediações sedes de empresas ligadas ao setor terciário avançado. A avenida insere-se na região da cidade conhecida como "vetor Sudoeste", uma área de expansão econômica que acompanha a trajetória da cidade ao longo do século XX. A construção da avenida ocorreu, porém, apenas na década de 1970 e foi acompanhada de polêmica, tendo sido analisada por alguns estudiosos de planejamento urbano que lhe atribuem um "desastre social", visto que a chegada das grandes empresas teria expulsado daquela região a população de baixa renda que ali vivia.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 17/07/2026
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Localização

A avenida está localizada na Zona Sudoeste de São Paulo, no bairro Brooklin Novo, distrito do Itaim Bibi. Próxima ao Morumbi e ao Shopping Morumbi, possui acesso pela Marginal Pinheiros, por meio de uma alça de acesso da Ponte Engenheiro Ary Torres, que também se liga à Avenida dos Bandeirantes. Tem acesso rápido ao Aeroporto de Congonhas, que fica na Avenida Washington Luís. A região também é servida pela Estação Berrini da Linha 9–Esmeralda do Trem Metropolitano de São Paulo.

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História

O local da avenida era, até o fim dos anos 1960, uma várzea pantanosa. Em 1973, a ideia de criar uma avenida no terreno conhecido como "dreno do Brooklin", que recolhia água dos córregos da região, foi incluída entre as obras que a Prefeitura pretendia submeter ao Fundo de Desenvolvimento Urbano, formado por BNH, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, para financiamento. A previsão era de uma via de 3,2 quilômetros, ligando as avenidas dos Bandeirantes e Morumbi, seguindo o dreno, então já canalizado. A expectativa era de uma obra mais barata, pois as desapropriações já tinham sido feitas, que ainda facilitaria a distribuição do tráfego da Marginal Pinheiros. Em 1975 três arquitetos — Carlos Bratke, Roberto Bratke e Francisco Collet — estabeleceram-se na Rua Funchal, a fim de fugir dos altos aluguéis da região da Avenida Paulista e resolveram investir em projetos para a avenida, então ainda inexistente, no dreno do Brooklin. Ela acabou construída para cobrir o local do dreno e não para tentar solucionar problemas viários, como é praxe, o que fez Bratke declarar em 1992 que "no início a Berrini era uma avenida ligando nada a lugar nenhum". Ainda em 1975 o escritório de Bratke ergueu o primeiro prédio comercial na avenida. Também na década de 1970 começaram a surgir favelas na região da Berrini, construídas por famílias que tiveram seus terrenos à margem do córrego Água Espraiada desapropriados para a construção de uma avenida que só sairia do papel em 1995.

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Tráfego

Um centro econômico promissor, tem bom acesso à Marginal Pinheiros e tráfego intenso durante a semana, com congestionamento nos horários de pico, pois, apesar de possuir quatro faixas em suas pistas, todas são estreitas, sendo que um ônibus ocupa mais espaço que uma faixa. Os constantes congestionamentos na via impedem a vazão dos veículos que saem dos prédios comerciais nos horários de pico, causando filas também nas saídas de garagens dos edifícios. Cálculo divulgado pelo Jornal da Tarde em 2008 dá conta de que seriam necessárias duas faixas da via apenas para atender o volume de carros dos escritórios localizados na avenida. A avenida tem ainda deficiência de linhas de ônibus. Entretanto, por ser uma área comercial, nos finais de semana a região fica vazia. O Complexo viário Real Parque foi inaugurado em maio de 2008 com o intuito de aliviar o tráfego intenso na Ponte do Morumbi e na região da avenida Berrini, e também para atrair mais investimentos para a região. Com 144 estais, 138 metros de altura e sete mil toneladas de aço, a ponte, que passa sobre a Marginal do Rio Pinheiros, virou cartão postal da cidade, embora tenha sido também classificada de "exagero".

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Fontes consultadas

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