Avenida Jornalista Roberto Marinho
Avenida Jornalista Roberto Marinho, originalmente denominada Avenida Água Espraiada, é uma importante avenida do município de São Paulo que corta os distritos de Itaim Bibi e Campo Belo, na Zona Sul da cidade. Inicia-se na Marginal Pinheiros, na Ponte Octávio Frias de Oliveira, e termina na Avenida Pedro Bueno, na divisa dos distritos do Campo Belo e Jabaquara.
As margens do Córrego Água Espraiada foram desapropriadas pelo Departamento de Estradas de Rodagem em 1972, para que ali fosse implantado um pequeno anel rodoviário, mas a ideia foi abandonada devido a seu alto custo, e a desapropriação foi cancelada em 1984. Um ano depois a Câmara Metropolitana de Transportes recomendou a urbanização das margens do córrego, com a construção de uma avenida. O projeto da avenida foi iniciado pelo ex-prefeito Jânio Quadros, que no entanto deixou o cargo antes de iniciar a construção. A obra foi interrompida por Luiza Erundina e retomada por Paulo Maluf em 1993. Na sua inauguração no final de 1995, fora concluído apenas 4,5 quilômetros, ao custo de 840 milhões de reais, o que a tornou a avenida mais cara do mundo na época. As suspeitas de superfaturamento levaram a questão à CPI do Banestado, sobre evasão de divisas, em 1993. Inaugurada como Avenida Água Espraiada, a avenida teve seu nome alterado em outubro de 2003, pela prefeita Marta Suplicy. A mudança homenageia o jornalista Roberto Marinho, falecido em agosto do mesmo ano, aos 98 anos de idade. A mudança de nome foi feita em desrespeito à Lei Municipal 13 180, que desde 2001 permite mudança de nome de ruas apenas em casos de homonímia (ruas com nomes iguais ou muito parecidos) ou quando se tratar de nome "suscetível de expor ao ridículo moradores ou domiciliados no entorno". A homenagem foi justificada com a frase "não se escreve a história do Brasil nos séculos XX e XXI sem o jornalista Roberto Marinho".


