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Autopoiese

Autopoiese, termo cunhado nos anos 70 pelos chilenos Francisco Varela e Humberto Maturana, descreve a capacidade intrínseca dos seres vivos de se autoproduzirem. Essencialmente, um organismo vivo é um sistema autopoiético: uma rede molecular fechada onde as próprias moléculas geradas, através de suas interações, recriam a rede que as originou. A vida, segundo essa teoria, depende da conservação dessa autopoiese e da adaptação ao meio. Sistemas vivos, como autônomos, estão em constante autoprodução e autorregulação, interagindo com o ambiente. Essa interação não é uma imposição externa, mas sim um gatilho que provoca mudanças internas na própria estrutura do sistema.

Fonte: Wikipédia (pt)Texto didático por IAAtualizado em 03/08/2026

Pontos-chave

  • Autopoiese é a capacidade de um sistema vivo de se autoproduzir.
  • Um ser vivo é uma rede molecular fechada que recria a si mesma.
  • A vida depende da conservação da autopoiese e da adaptação ao meio.
  • Sistemas vivos são autônomos, autoproduzindo-se e autorregulando-se.
  • A interação com o meio gera mudanças internas na estrutura do sistema.
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Origens da Autopoiese

Inicialmente, a autopoiese foi usada para definir as características e a estrutura dos sistemas vivos. As pesquisas levaram à definição de vida como autonomia e constância organizacional. Essa organização é auto-referencial, pois sua ordem interna surge da interação dos próprios elementos, e auto-reprodutiva, pois os elementos são gerados pela mesma rede circular e recursiva de interações.

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Autopoiese e Luhmann

A teoria autopoiética expandiu-se para outras áreas, chegando às ciências sociais através de Niklas Luhmann. Na década de 1980, Luhmann adaptou a autopoiese como um método de observação social. Sua abordagem pode ser dividida em uma fase estritamente sistêmica e outra que aplica a autopoiese a conceitos já existentes na teoria dos sistemas.

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Revolução Epistemológica

Tanto a criação da teoria autopoiética quanto sua aplicação aos sistemas sociais representaram uma revolução no conhecimento. Antes, a observação científica focava na análise isolada das partes para entender o todo. A autopoiese mudou esse foco, propondo a observação a partir da interação dos elementos. Isso permitiu a construção de um conhecimento científico baseado nas relações e funções dentro do todo comunicativo dos sistemas. A autopoiese tem sido usada como base teórica para os Direitos Fundamentais.

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