Autoesporte
Autoesporte é uma revista brasileira dedicada ao setor automobilístico, que publica reportagens e matérias enfocando o assunto automóvel, mecânica, testes de desempenho, avaliações de especialistas, lançamentos, dicas de trânsito e assuntos afins. Tem também participação na programação da rádio CBN, com boletins sobre o assunto. Na programação da TV Globo, o Programa Auto Esporte é exibido aos domingos de manhã às 09h00 após o Globo Rural. Quando era exibida a Fórmula 1 na emissora, o programa passava a ser exibido às 08h30 ou 11h00.
A revista trouxe das pistas de competição a inspiração para a cobertura das atividades da indústria automobilística.
Anos 1960
O primeiro número de Autoesporte chegou às bancas em novembro de 1964, trazendo na capa uma modelo de capacete e macacão ao lado de uma Berlineta Interlagos que era pilotada por Bird Clemente, piloto oficial da Equipe Willys. A revista, então lançada pela Efecê Editora nasceu com a ideia de oferecer ao leitor a mais ampla cobertura do automobilismo esportivo. O número de estreia trazia a primeira cobertura de um Grande Prêmio de Fórmula 1 coberto por um jornalista brasileiro, Mauro Forjaz, que publicou nele sua matéria sobre o Grande Prêmio dos Estados Unidos de 1964, disputado no circuito de Watkins Glen e vencido pelo britânico Graham Hill.
Anos 1970
A segunda década de Autoesporte começou com uma reportagem, em janeiro de 1970, do mais novo equipamento de segurança criado para os automóveis, o air bag, neste década, além de reportagens sobre segredos de novos protótipos da indústria automobilística nacional, a revista começou a abrir espaço para o turismo e a náutica, diversificando seu editorial com matérias sobre barcos, motores de popa, camping e motocicletas. Em 1977, um fato pitoresco em uma de suas edições, foi o convite para que o ex-campeão mundial de Fórmula 1 Jackie Stewart, rodasse pela cidade de São Paulo pilotando um "fusquinha" da Telesp, o primeiro automóvel convertido para álcool como combustível.
Anos 1980
A década de 1980 trouxe muitas novidades lançadas na revista, como o compacto Gol, da Volkswagen, e o Chevrolet Monza, que chegou com status de carro mundial da GM e obrigou os concorrentes a se modernizarem. Seu desempenho e conforto lhe rendeu três títulos de Carro do Ano (1983, 1987 e 1988). Ao lado do Ford Corcel e do Fiat Uno, o Monza é o único tricampeão do prêmio. Em 83, foi a vez de a Ford apresentar seu carro mundial, o Ford Escort. A essa altura, a linha de produção das montadoras passava por uma fase de modernização. Os primeiros frutos deste processo surgiram no ano seguinte, com a chegada ao Brasil do Fiat Uno.
Anos 1990
Os anos 1990 viram Autoesporte acompanhar a briga das montadoras com os lançamentos sucessivos de carros populares. O novo Gol, o Fusca 1.6 a álcool, relançado no governo Itamar Franco, o Chevrolet Corsa e o Fiat Palio tomaram as páginas da revista. Em 1996, AE acompanhava o novo lançamento de impacto da General Motors, a picape S-10, precursora das picapes médias atuais e da Blazer, o primeiro utilitário esportivo brasileiro. No ano seguinte, a revista inaugurava seu site na Internet, entrando na era da informação eletrônica e em 1998, após quase 35 anos de história na Efecê Editora, ela foi comprada pela Editora Globo, pela qual passou a ser publicada desde então.
Anos 2000
Passados dois anos, a revista voltou aos segredos, revelando o projeto Amazon, da Ford, que chegaria ao mercado como EcoSport. Em 2003, o desafio de um carro que rodasse com qualquer mistura de álcool e gasolina tornou-se realidade. A VW saiu na frente da corrida dos carros bicombustível. Porém, não demorou muito para as concorrentes lançarem modelos com a tecnologia. Ao mesmo tempo, AE revelava as primeiras fotos do novo projeto da VW, o Tupi, depois batizado de Fox. Nestes quase cinquenta anos de publicação contínua, Autoesporte viu passar por sua redação jornalistas como Joelmir Beting, Bob Sharp, Percival de Souza e até o piloto Ingo Hoffmann, titular da coluna "Cockpit" durante os anos 80.
Além das matérias especiais que AE traz mensalmente aos seus leitores, existem seções fixas: Esta seção é o espaço do leitor Autoesporte, no qual ele dá sua opinião (elogios, sugestões e críticas) sobre as matérias da edição anterior, sobre os veículos, os testes, dúvidas e queixas sobre automóveis. As principais novidades do mundo automobilístico mesclando cultura e diversão. Ignição traz curiosidades e comportamento, dentro da temática. Em "Você Pergunta", os leitores tiram suas dúvidas com especialistas. Jorge Meditsch, jornalista da área automobilística e editor executivo da "Época" e "O km", assina coluna. Novidades sobre design, lançamento de automóveis e afins - que ainda não foram divulgadas - que o leitor só encontra na Autoesporte. Matérias especiais com testes feitos com diversos lançamentos, com informações precisas sobre seu desempenho. Preço, motor, potência, cilindradas. Tudo especificado nesta seção.
O Carro do Ano no Brasil é um prêmio da Revista Autoesporte, que premia modelos lançados e importados pela indústria nacional. Existe um prêmio internacional independente que trata da premiação dos modelos comercializados na Europa: carro do ano. O prêmio para as categorias do Carro do Ano conta com a votação de uma equipe de jornalistas especializados da indústria automobilística, que apontam os automóveis que mais se destacaram em inovação e outras características. A pontuação atribui notas para 5 finalistas em cada uma das categorias, considerando os quesitos: motor, transmissão, comportamento dinâmico, acabamento, design, entre outros. No final, uma média é realizada para eleger o campeão em cada categoria. O fabricante do veículo premiado tem direito de uso do título de Carro do Ano por um período de 11 meses a partir da eleição.
Regulamento
Nos anos 2000, o regulamento foi modernizado. Ele segue as últimas tendências das principais premiações internacionais, especialmente no "Car of the Year". A partir de 2008, as categorias mudaram com o fim da divisão entre nacionais e importados, reflexo da nova realidade do mercado automobilístico. O fim desta divisão demonstra a maturidade da indústria brasileira. Hoje, o que conta é o carro e não onde ele foi produzido.


