Pesquisa · Mapa mental

Palácio de Schönbrunn

O Palácio de Schönbrunn, conhecido também como o Palácio de Versalhes de Viena, é um dos principais monumentos históricos e culturais da Áustria. Está localizado no Hietzing, o 13º distrito de Viena. O seu nome deriva de uma frase atribuída ao imperador Matias, que teria "descoberto" um poço enquanto caçava por ali, exclamando "Welch' schöner Brunn". No interior da igreja, há pinturas importantes do pintor Giambattista Pittoni que mostram a educação de Maria e San João Nepomuceno, durante seu tempo ele era o pintor mais solicitado de todas as cortes da realeza europeia.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 13/07/2026
01

História

História inicial

Na encosta duma colina de 60 metros de altura localizada na várzea do rio Viena (Wienfluss) é mencionado pela primeira em 1311 o Khattermühle, um dos vários moinhos da região. Em 1312, passou, juntamente com a área circundante, para o Mosteiro de Klosterneuburg e, depois de várias mudanças de proprietário, foi adquirido em 1548 pelo futuro burgomestre de Viena Hermann Bayr, que construiu perto do moinho a sua casa senhorial, o chamado Katterburg ou Gatterburg. No dia 8 de outubro de 1569, o imperador Maximiliano II adquiriu o amplo terreno do Katterburg, que se estendia entre Meidling e Hietzing, mandou cercá-lo e abasteceu-o com aves, veados-vermelhos e javalis para usá-lo na caça. Fez criar tanques para peixes e manteve numa área separada aves exóticas, como perús e pavões. O denominado Fasangarten (Jardim dos Faisões), situado na parte posterior da propriedade não acessível ao público, sugere isso até hoje. O moinho foi desmontado no ano seguinte, não estando ainda planejada a construção dum palácio no local: nesse momento, Maximiliano fixou a sua atenção no outro lado da cidade, com a construção do Schloss Neugebäude, onde instalou uma ménagerie (parque zoológico).

Construção do palácio

Não existiram projectos de construção na propriedade até 1687, quando o imperador Leopoldo I mandou desenhar um novo palácio representativo para o seu herdeiro, o futuro Imperador José I. O recém chegado de Itália Johann Bernhard Fischer, que mais tarde ficou conhecido como Fischer von Erlach, apresentou inicialmente, em 1688, uma planta bastante pomposa e utópica, juntando ideais antigas e contemporâneas, a qual teria excedido o Palácio de Versalhes mas seria financeiramente inviável. Em vez do plano inicial, o arquitecto foi encarregado, em 1693, de erguer um projecto muito menos ambicioso; o segundo desenho previa um edifício menor e mais realista. O palácio foi construído entre 1696 e 1701 sobre as ruínas do edifício anterior e foi habitado a partir de 1700. Fisher foi feito cavaleiro em 1696, mas o projecto continuou a ser construído até 1705 devido à Guerra da Sucessão Espanhola e não foi concluído na forma pretendida.

Residência de verão de Maria Teresa

Poucas partes do primeiro palácio sobreviveram ao século seguinte, uma vez que cada imperador adicionou ou alterou um pouco o edifício, quer no exterior quer no interior. Carlos VI mostrou pouco interesse por Schönbrunn; no entanto, deu-o à sua filha Maria Teresa, que escolheu a propriedade para sua residência de Verão, funções que manteria até 1918. Entre 1743 e 1749, a imperatriz mandou o seu arquitecto da corte Nicolò Pacassi, que também trabalhou no Hofburg, proceder a uma marcante reconstrução e expansão segundo os ditames do estilo rococó. Neste processo perderam-se, por exemplo, afrescos de Johann Michael Rottmayr. A administração da corte imperial pagou o trabalho de alvenaria da reconstrução, entre 1750 e 1752, aos mestres Matthias Winkler, Ferdinand Mödlhammer, Gabriel Steinböck e Johann Baptist Regondi. Regondi abasteceu-se com a dura kaiserstein nas pedreiras imperiais para todos os degraus da escadaria azul de representação, da escada da capela, da escada em caracol e da grande escadaria branca, uma imponente escadaria para a corte com balaustrada de pedra, assim como da escadaria exterior no lado dos jardins.

Séculos XIX e XX

Em 1805 e 1809, Napoleão manteve-se com a sua comitiva no Palácio de Schönbrunn, enquanto os franceses ocupavam Viena. Em 1830, nasceu no palácio Francisco José, que seria proclamado como imperador aos 18 anos de idade. Em 1832, faleceu aqui o filho de Napoleão, conhecido na Áustria como Duque da Cidade Imperial (Herzog von Reichstadt), com apenas 21 anos de idade. O nome do imperador Francisco José I ficou intimamente ligado a Schönbrunn. Este soberano usou o palácio como residência de Verão e durante muitos anos saiu de lá para trabalhar no Hofburg, onde também viveu durante o Inverno. Nos seus últimos anos viveu e governou no Palácio de Schönbrunn ao longo de todo o ano, vindo a falecer ali, seu próprio quarto, no dia 21 de novembro de 1916. Ao longo do seu reinado, o Palácio de Schönbrunn foi visto como um Gesamtkunstwerk (trabalho de arte total) e remodelado de acordo com a sua história. O seu sucessor, Carlos I, assinou aqui, no dia 11 de Novembro de 1918, a sua resignação a "qualquer participação nos assuntos do Estado" (auf jeden Anteil an den Staatsgeschäften), destituiu o seu governo imperial e real (kaiserlich-königlich - k.k.) e deixou o palácio, agora na posse do Estado, na mesma noite com a sua família.

História recente

Nos grandes jardins do palácio está localizado um labirinto público. O bilhete da entrada permite a entrada no labirinto, assim como num conjunto de puzzles exteriores, incluindo um jogo de matemática e uma série de fontes.

02

O parque

Os Jardins Franceses do parque foram desenhados, em 1695, por Jean Tréhet, aluno de André Le Nôtre. O parque compreende falsas ruínas romanas e um laranjal, apanágio dos palácios de luxo daquela época. O cimo do parque é ocupado pela Gloriette, um edifício em estilo Neoclássico, desenhado por Ferdinand von Hohenberg, de onde se dispõe de uma vista panorâmica sobre o palácio e sobre a cidade de Viena.

Vídeos recomendados

Fontes consultadas

Continue pesquisando