Audrey Hepburn
Audrey Kathleen Hepburn-Ruston, mais conhecida como Audrey Hepburn, foi uma atriz e filantropa britânica. Após pequenas aparições em vários filmes, ela estrelou na Broadway na peça Gigi depois de ter sido descoberta pela romancista francesa Colette, em cujo trabalho a peça foi baseada.
Família e infância (1929–1938)
Audrey Hepburn, nascida Audrey Kathleen Ruston, nasceu a 4 de maio de 1929, em Ixelles, Bruxelas, Bélgica. Seu pai, Joseph Victor Anthony Ruston, um britânico nascido em Auschwitz, Bohemia, Áustria-Hungria,[a] era filho de Victor John George Ruston, de ascendência britânica e austríaca, e Anna Wels, de ascendência austríaca. Em 1923–24, Joseph havia sido um cônsul britânico honorário em Samarão nas Índias Orientais Neerlandesas, e, antes de se casar com a mãe de Hepburn, ele havia sido casado com Cornelia Bisschop, uma herdeira holandesa. Apesar de ter nascido com o sobrenome Ruston, mais tarde, ele atualizou o seu nome para o mais "aristocrático" Hepburn-Ruston, erroneamente acreditando ser descendente de James Hepburn, terceiro marido de Mary, rainha dos escoceses.
Experiências durante a Segunda Guerra Mundial (1939–1945)
Depois de a Grã-Bretanha ter declarado guerra à Alemanha em setembro de 1939, a mãe de Hepburn transferiu-a para Arnhem na esperança de que, da mesma forma como acontecera na Primeira Guerra Mundial, os Países-Baixos continuassem neutros e fossem poupados de um ataque alemão. Enquanto esteve lá, Hepburn frequentou o Conservatório de Arnhem de 1939 a 1945. Ela começou a ter aulas de balé durante seus últimos anos no internato, e continuou treinando em Arnhem sob a tutela de Winja Marova, tornando-se sua "aluna estrela". Depois de os alemães terem invadido os Países Baixos em 1940, Hepburn adotou o nome Edda van Heemstra, porque um nome de "sonoridade inglesa" era considerado perigoso durante a ocupação alemã. A sua família foi profundamente afetada pela ocupação, e Hepburn mais tarde afirmou que "se tivéssemos sabido que seríamos ocupados por cinco anos, poderíamos ter atirado em nós mesmos. Achamos que poderia acabar na próxima semana... seis meses... no ano que vem... foi assim que passamos". Em agosto de 1942, seu tio, magistrado Otto van Limburg Stirum (casado com a irmã mais velha de Ella, Guilhermina), foi um dos cinco cidadãos proeminentes executados por um pelotão de fuzilamento em retaliação a uma explosão de um trem alemão, destruído pela Resistência. Duas semanas depois, o meio-irmão mais novo de Hepburn, Ian van Ulfford, completou dezoito anos e foi convocado pela Alemanha Nazista para trabalhar em uma fábrica em Berlim por quatorze horas por dia; seu outro meio-irmão, Alex, escondeu-se para evitar o mesmo destino, sendo este o último encontro entre Audrey, Ella e os garotos antes do final da guerra. Posteriormente, em 1945, os quatro reuniram-se novamente.
Estudos de balé e primeiros papéis de atuação (1945–1952)
Após o fim da guerra, em 1945, Hepburn mudou-se com a mãe para Amsterdão, cidade que havia sido menos danificada pela guerra e que sempre se manteve como um destacado centro cultural. No entanto, o local não atraiu apenas a elas: diversos outros refugiados neerlandeses migraram para lá, o que fez com que ficasse complicado encontrar casas para alugar ou comprar. Como a fortuna da família perdera-se durante a guerra, Ella, em outubro daquele ano, começou a trabalhar como zeladora de um prédio, no qual podia morar, e levou sua filha consigo, apesar de que elas não estavam sob o mesmo teto. Hepburn, então, mudou-se para a casa de sua nova professora de balé Sonia Gaskell, uma das principais figuras do balé neerlandês, até que sua mãe encontrasse um espaço para as duas, e também teve aulas com a professora russa Olga Tarasova. Um mês depois, Ella conseguiu trabalho numa loja de flores e, consequentemente, um apartamento para si e sua filha.
Roman Holiday e estrelato (1953–1960)
De volta a 1952, enquanto as negociações para Gigi ainda estavam em andamento, o diretor William Wyler viajou de Los Angeles para Londres para conferir com Richard Mealand, chefe das atividades de produção da Paramount Pictures na Inglaterra e Europa, a realização de seu projeto seguinte: Roman Holiday. Os produtores do filme inicialmente queriam Elizabeth Taylor para o papel; Wyler pensou em Jean Simmons enquanto via as candidatas recomendadas por Mealand; todavia, ela não poderia atuar no filme porque havia assinado contrato com a RKO. Desse modo, o chefe de produção, que se deslumbrara com a interpretação de Hepburn em The Secret People, colocou-a entre as atrizes que seriam avaliadas pelo diretor: ela foi uma das cinco escolhidas por Wyler para os testes de elenco. Ele, entretanto, iria para a Itália, e não poderia, consequentemente, dirigi-las. À vista disso, a Paramount selecionou Thorold Dickinson para Hepburn, o qual havia lhe dirigido em The Secret People. Após várias gravações, foi em uma cena específica que ele soube que a atriz seria contratada. "Naquele minuto eu soube que ela ia ganhar o papel". Wyler ficou tão impressionado com o teste dela que a escolheu, comentando mais tarde: "Ela tinha tudo o que eu procurava: charme, inocência e talento. Ela também era muito engraçada. Era absolutamente encantadora e dissemos: 'Essa é a garota!'" Simmons, que ela nunca tinha conhecido, telefonou-lhe para lhe dizer: "Embora eu quisesse te odiar, tenho que lhe dizer que não teria feito nem a metade. Você foi maravilhosa".
Breakfast at Tiffany's e sucesso contínuo (1961–67)
Enquanto Hepburn estava grávida, Alfred Hitchcock ofereceu-lhe um papel em seu novo filme, No Bail for the Judge, cujo enredo gira em torno de uma advogada que precisa defender o próprio pai, um juiz, acusado de ter matado uma prostituta. A atriz, que já almejava trabalhar com o cineasta, deixou o projeto, em parte por causa de uma cena em que quase seria estuprada, mas principalmente devido à gravidez (ela sofreu um aborto espontâneo durante as filmagens de The Unforgiven e deu à luz o filho Sean Ferrer em julho de 1960; a produção nunca aconteceu. Hitchcock não gostou de ela ter-se desligado do filme e partiu para seu trabalho seguinte, Psycho (1960), o qual se tornou a maior bilheteria de sua carreira. À vista disso, a Paramount pressionou a atriz, assegurando que, se ela não tinha interesse em trabalhar em um filme do diretor, deveria escolher outro projeto, uma vez que o estúdio já lhe havia dado muita flexibilidade desde Funny Face, que foi ter-lhe autorizado a trabalhar em quatro filmes de outros estúdios. Por conseguinte, dentre os inúmeros roteiros que lhe foram apresentados, Hepburn interessou-se por Breakfast at Tiffany's, uma novela de Truman Capote publicada em 1958. Inicialmente, o autor queria que Marilyn Monroe estrelasse a adaptação cinematográfica; no entanto, os produtores Martin Jurow e Richard Shepherd não conseguiram entrar em acordo com o 20th Century-Fox, estúdio com o qual ela havia contrato.
Projetos de semi-aposentadoria e final (1968–1993)
De 1968 em diante, Hepburn escolheu dedicar mais tempo à sua família e agiu apenas ocasionalmente nas décadas seguintes. A atriz recebeu uma proposta do diretor William Friedkin para que atuasse no filme O Exorcista (1973); porém, disse que faria parte da produção apenas se esta fosse gravada em Roma, onde morava. Friedkin não considerou uma boa ideia, embora eu fosse um grande admirador da indústria cinematográfica italiana, e acabou por contratar Ellen Burstyn para o papel de Chris MacNeil. Ela tentou um retorno no cinema em 1976, interpretando Maid Marian no filme Robin and Marian, com Sean Connery coestrelado como Robin Hood. Roger Ebert elogiou a química de Hepburn com Connery, escrevendo que ambos "parecem ter chegado a um entendimento tácito entre si sobre seus personagens. Eles brilham. Eles realmente parecem apaixonados. E eles se projetam como pessoas maravilhosamente complexas, carinhosas e afetuosas; a passagem de 20 anos lhes deu graça e sabedoria".
Embaixadora da UNICEF
Na década de 1950, Hepburn narrou dois programas de rádio para a UNICEF, recontando histórias de guerra para crianças. Em 1989, foi nomeada Embaixadora da Boa Vontade da UNICEF. Em sua nomeação, ela declarou que estava agradecida por receber ajuda internacional após suportar a ocupação alemã quando criança, e queria mostrar sua gratidão à organização.
1988–89
A primeira missão de Hepburn para a UNICEF foi à Etiópia em 1988. Visitou um orfanato em Mek'ele que abrigava 500 crianças famintas e mandou a UNICEF enviar comida. Da viagem, disse: "Eu tenho um coração partido. Eu me sinto desesperada. Não suporto a ideia de dois milhões de pessoas estarem em perigo iminente de morrer de fome, muitas delas crianças, [e] porque há toneladas de comida no porto de Xoa, no norte, que não podem ser distribuídoas Na primavera passada, trabalhadores da Cruz Vermelha e da UNICEF foram expulsos das províncias do norte por causa de duas guerras civis simultâneas... Entrei em um país rebelde e vi mães e seus filhos que haviam caminhado dez dias, até três semanas, à procura de comida, acomodando-se no chão do deserto em acampamentos improvisados onde poderiam morrer. Horrível. Essa imagem é demais para mim. O 'Terceiro Mundo' é um termo do qual não gosto muito, porque somos todos um só mundo. Eu quero que as pessoas saibam que a maior parte da Humanidade está sofrendo".
1990–92
Em outubro de 1990, Hepburn foi ao Vietnã, em um esforço para colaborar com o governo para programas nacionais de imunização e de água potável apoiados pela UNICEF. Em setembro de 1992, quatro meses antes de sua morte, Hepburn foi à Somália. Chamada de "apocalíptica", ela disse: "Eu entrei em um pesadelo. Eu vi fome na Etiópia e Bangladesh, mas eu não vi nada assim – muito pior do que eu poderia imaginar. Eu não estava preparada para isso".
Reconhecimento
Em 1992, a Casa Branca anunciou que Hepburn havia sido escolhida para receber pelo então presidente americano, George H. W. Bush, a Medalha Presidencial da Liberdade, em reconhecimento ao seu trabalho em benefício da UNICEF; todavia, a atriz não pôde comparecer à cerimônia, por isso, sua medalha de ouro foi-lhe entregue pessoalmente pelo embaixador dos Estados Unidos na Suíça. Em janeiro do ano seguinte, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas divulgou que Hepburn receberia o Prêmio Humanitário Jean Hersholt, por sua contribuição para a Humanidade, o qual lhe foi concedido postumamente. Um edital do New York Times prestou-lhe homenagem e a descreveu como "uma apaixonada embaixadora da Unicef".
Casamentos, relacionamentos e filhos
Em 1952, Hepburn ficou noiva de James Hanson, quem ela conhecia desde seus primeiros dias em Londres. Ela o chamou de "amor à primeira vista"; mas, depois de ter seu vestido de noiva ajustado e a data marcada, ela decidiu que o casamento não funcionaria porque as exigências de suas carreiras mantê-los-iam afastados na maior parte do tempo. Hepburn fez uma declaração pública sobre sua decisão, dizendo: "Quando eu me casar, quero ser realmente casada". No início dos anos 50, também namorou o futuro produtor de Hair, Michael Butler. Numa festa oferecida pelo amigo mútuo Gregory Peck, Hepburn conheceu o ator americano Mel Ferrer e sugeriu que eles estrelassem juntos em uma peça. A reunião levou-os a colaborar em Ondine, durante o qual eles começaram um relacionamento. Oito meses depois, em 25 de setembro de 1954, eles se casaram em Bürgenstock, na Suíça, enquanto se preparavam para estrelar juntos no filme War and Peace (1955).
Doença e morte
Ao retornar da Somália para a Suíça no final de setembro de 1992, Hepburn começou a sofrer de dor abdominal. Embora os exames médicos iniciais na Suíça tivessem resultados inconclusivos, uma laparoscopia realizada no Centro Médico Cedars-Sinai, em Los Angeles, no início de novembro, revelou uma forma rara de câncer abdominal pertencente a um grupo de câncer conhecido como pseudomixoma peritoneal. Tendo crescido lentamente ao longo de vários anos, o câncer havia metastizado como uma fina camada sobre o intestino delgado. Após a cirurgia, ela começou a quimioterapia. Hepburn e sua família voltaram para a Suíça para comemorar seu último Natal. Como ainda estava se recuperando de uma cirurgia, ela não poderia voar em aviões comerciais. Seu amigo de longa data, o estilista Hubert de Givenchy, organizou para a socialite Rachel Lambert "Bunny" Mellon enviar seu jato Gulfstream, cheio de flores, para levar Hepburn de Los Angeles a Genebra. Ela passou seus últimos dias em cuidados paliativos em sua casa em Tolochenaz, Vaud e ocasionalmente estava bem o suficiente para fazer caminhadas em seu jardim, mas gradualmente se tornou mais confinada ao repouso.
"Quando Hepburn entrou na semi-aposentadoria no auge de sua carreira, em 1967, ela apenas aumentou sua mística. Era uma mulher graciosa, mas vigiada, amiga de todos, mas perto de poucos. No final, Hepburn ajudou a facilitar a transição entre o conservadorismo antigo de Hollywood e a era mais livre que começou logo quando ela se afastou. E deixou para trás uma série de filmes que dizem algo sobre o que a cultura popular pensava das mulheres em meados do século XX e revelam como Hepburn conseguiu explorar esses sentimentos para seus próprios fins. Apesar de todas as falhas em sua filmografia, a atriz encontrava exatamente o papel certo e estrelava um filme clássico." — Noel Murray a falar sobre a carreira da atriz. Hepburn é considerada uma das atrizes de tela mais talentosas e queridas de sua geração, e uma das atrizes de maior sucesso da história, assim como um dos maiores ícones do cinema de todos os tempos. Ela foi apelidada de "a queridinha do mundo" pela revista Life no início de sua carreira, "e é isso que ela permanece. Um quarto de século após sua morte, sua reputação não diminuiu nem um pouco", afirmou o crítico Geoffrey Macnab, em 2018. Diversos críticos elogiaram sua capacidade de atuar em comédias, bem como seu alcance como uma atriz dramática.
Hepburn é um ícone cultural com uma popularidade duradoura. Sua ascensão à atenção nacional dos Estados Unidos na década de 1950 teve um efeito profundo na cultura americana, bem como na cultura britânica, tal-qualmente no comportamento e no modo de se vestir das mulheres. Ela foi incluída na lista da Variety dos "100 Ícones do século XX" e é o número 34 na lista do VH1 dos "200 Maiores Ícones da Cultura Pop de Todos os Tempos". Seu legado perdura muito depois de sua morte. Ela tem sido objeto de muitas biografias desde a sua morte, incluindo a dramatização sobre a sua vida, intitulada The Audrey Hepburn Story (2000), na qual estrelaram Jennifer Love Hewitt e Emmy Rossum como Hepburn mais velha e mais jovem, respectivamente. De muitas maneiras, como observa o autor G.S. Perno, ela passou a representar o glamour de Hollywood em sua época mais glamourosa por causa de seu senso de estilo e sua etiqueta dentro e fora da tela.
Na mídia e imagem pública
Adicionada à International Best Dressed List em 1961, Hepburn era associada a um estilo minimalista, geralmente usando roupas com silhuetas simples, que enfatizavam seu corpo esbelto, cores monocromáticas e acessórios ocasionais de instrução. No final dos anos 1950, ela popularizou leggings pretos simples. A acadêmica Rachel Moseley descreve a combinação de "calça preta esbelta, sapatilhas estilo balé e uma camisa preta fina" como uma de suas aparências ao lado de pequenos vestidos pretos, notando que esse estilo era novo na época em que as mulheres ainda usavam saias e saltos altos com mais frequência do que calças e sapatos baixos. Hepburn foi particularmente associada ao estilista francês Hubert de Givenchy, que foi contratado pela primeira vez para projetar seu figurino para seu segundo filme de Hollywood, Sabrina (1954), quando ela ainda era desconhecida como atriz de cinema e ele um jovem costureiro apenas começando a carreira. Embora inicialmente decepcionado com o fato de a "senhorita Hepburn" não ser Katharine Hepburn como ele pensara erroneamente, Givenchy e Audrey formaram uma amizade ao longo da vida. Ela tornou-se sua musa, e os dois se tornaram tão intimamente associados uns com os outros que a acadêmica Jayne Sheridan declarou: "poderíamos perguntar 'Audrey Hepburn criou a Givenchy ou foi o contrário?'".
Ela iniciou sua carreira no papel de uma aeromoça em Dutch in Seven Lessons (1948). No mesmo ano, atuou na peça britânica High Button Shoes e, no ano seguinte, em Sauce Tartare. Dois anos mais tarde, Hepburn teve sua estreia na Broadway como personagem-título da peça Gigi. Em Hollywood, sua primeira atuação foi como Princesa Ann em Roman Holiday, dirigido por William Wyler, no qual contracenou com Gregory Peck. O filme, lançado em 1953, é considerado o divisor de águas na carreira da atriz e foi o que a lançou ao estrelato, Em 1954, ela interpretou a filha de um motorista envolvida num triângulo amoroso no filme Sabrina, atuando com Humphrey Bogart e William Holden. Naquele mesmo ano, Hepburn venceu o Prêmio Tony de Melhor Atriz por ter protagonizado a peça Ondine. Sua atuação seguinte, em 1956, foi como Natasha Rostova em Guerra e Paz, na adaptação do romance homônimo de Leo Tolstoy. No ano posterior, estrelou Love in the Afternoon, ao lado de Gary Cooper e Maurice Chevalier, e Funny Face, ao lado de Fred Astaire.
Ao longo de sua carreira, Hepburn venceu e foi nomeada a diversos prêmios, notavelmente suas nomeações ao Oscar de Melhor Atriz (1954, 1955, 1960, 1962 e 1968), BAFTA (1954, 1955, 1957, 1960 e 1965), ao Globo de Ouro de Melhor Atriz em Filme de Drama (1954, 1957, 1960 e 1968) e Melhor Atriz Comédia ou Musical (1958, 1962, 1964, 1965 e 1968) e ao New York Film Critics Circle de Melhor Atriz (1953, 1955, 1957, 1959, 1964 e 1968). Ela venceu o Oscar, o Globo de Ouro e o Tony de Melhor atriz em uma Peça em 1954, o BAFTA em 1954, 1960 e 1965, o New York Film Critics Circle em 1953 e 1959 e o Silver Shell de Melhor Atriz no Festival Internacional de Cinema de San Sebastián de 1959. Em adição, também ganhou dois Globos de Ouro em categorias não competitivas: Prêmio Henrietta de Atriz Favorita do Cinema Mundial, em 1954, e o Prêmio Cecil B. DeMille, em 1990; além deste último, foi agraciada com outros prêmios em reconhecimento pela sua carreira no cinema, tais quais o BAFTA Special, Prêmio George Eastman e o Screen Actors Guild Life Achievement, bem como um Tony Special por suas contribuições ao teatro.


