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Atropa belladonna

Atropa belladonna L., conhecida pelo nome comum de beladona, é uma planta subarbustiva perene pertencente à família Solanaceae, com distribuição natural na Europa, Norte de África e Ásia Ocidental e naturalizada em partes da América do Norte. A espécie é pouco tolerante à exposição directa à radiação solar, preferindo habitats sombrios com solos ricos em limo e úmidos, principalmente à beira de rios, lagos e represas.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 19/07/2026
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Descrição

Planta perene e herbácea, da família das solanáceas, apresentando-se frequentemente como um subarbusto que se desenvolve a partir de um rizoma carnoso. Os espécimes em locais favoráveis crescem até 1,5 m de altura, com folhas largas e ovaladas com até 18 cm de comprimento. Os ramos são talosos, muito ramificados, lenhosos na base. As flores são campaniformes, vistosas, de coloração púrpura, mas com reflexos verdes a verdosas e um discreto odor desagradável. Há uma forma com folhagem de coloração verde-pálida, que produz flores amarelas e frutos de cor amarelo-pálida, recebendo a designação de Atropa belladonna var. lutea. Os frutos são bagas com aproximadamente 1 cm de diâmetro, inicialmente de cor verde, mas adquirindo uma coloração negro brilhante quando completamente maduras. As bagas são doces, ricas em atropina, sendo consumidas pelas aves. As sementes são pequenos grãos de cor acastanhada, ricos em alcaloides tóxicos, que são dispersas com os excrementos, estando por isso adaptadas a atravessar incólumes o sistema digestivo das aves. A germinação é frequentemente difícil, devido ao tegumento duro e rugoso que recobre as sementes, o qual aparenta causar latência. A germinação demora várias semanas sob condições de temperatura variável, mas pode ser acelerada recorrendo ao uso de ácido giberélico.

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Designação e taxonomia

Por ter uma longa história de utilização farmacológica e pela sua toxicidade, à semelhança do que acontece com as espécies do género Datura ou com a mandrágora, esta planta tem sido objecto de crenças, lendas e efabulações de todo o tipo, o que continua a ocorrer na actualidade. Foi utilizada no Antigo Egipto como narcótico, pelos assírios para "afastar os pensamentos tristes" e o seu uso teve larga difusão na Europa devido ao seu uso em bruxaria desde a Idade Média. Quando a espécie Atropa belladonna foi descrita por Lineu (Species Plantarum 1: 181), em 1753, o nome científico adoptado reflecte esses usos, já que deriva da utilização doméstica como cosmético que ao tempo se fazia na Europa, em especial em Itália, onde um extracto do fruto (ou mesmo uma baga em fresco) era colocado sobre os olhos das damas para provocar a dilatação da pupila, pois a atropina nele contida produz midríase. Como sabia que as mulheres utilizavam extractos de beladona nos olhos para dilatar as pupilas de modo a ficarem mais belas, Lineu utilizou o epíteto específico belladonna (em italiano: mulher bela). O nome genérico Atropa foi derivado de Atropos, uma das três Moiras que na mitologia grega controlavam o destino (uma o nascimento, outra o prolongamento da vida, e, finalmente, Atropos, responsável pelo corte do fio da vida, ditava a morte).

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Toxicidade

A beladona é uma das plantas mais tóxicas encontradas no hemisfério oriental. A ingestão de apenas uma folha pode ser fatal para um adulto, embora a toxicidade possa variar em função do estado vegetativo da planta, da sua idade e de factores genéticos e ambientais. A raiz da planta é geralmente a parte mais tóxica. Apesar de todas as partes da planta conterem alcalóides, as bagas constituem o maior perigo por serem atractivas, com a sua aparência negra e brilhante e sabor adocicado. A ingestão de quantidades superiores a cinco bagas pode ser fatal para um adulto. Devido ao facto de seus frutos, quando ingeridos puros ou na forma de tisanas, provocarem efeitos psicoactivos (alucinações), a planta é utilizada como droga recreativa. É também utilizada como matéria prima na composição de um medicamentos homeopáticos, com destaque para aquele que é comercializado com o seu nome comum. É igualmente substância activa em medicamentos regulamentados pelo Infarmed, nomeadamente em antiespasmódicos utilizados para controlar espasmos da laringe e das cordas vocais e no tratamento de traqueítes.

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Fontes consultadas

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