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Asteroid Terrestrial-impact Last Alert System

O Asteroid Terrestrial-impact Last Alert System é um sistema robótico de levantamento astronômico automatizado projetado para fornecer um sistema de alerta precoce de alguns dias para um asteroide de 20 metros de diâmetro e algumas semanas para um asteroide de 100 metros. O sistema é financiado pela NASA e operado pela Universidade do Havaí através do Instituto de Astronomia.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 14/07/2026
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História e desenvolvimento

Imagem: NASA Goddard Photo and Video · BY · Openverse

O projeto ATLAS foi iniciado em 2013 pela Universidade do Havaí com financiamento inicial de aproximadamente US$ 5 milhões da NASA como parte do programa de Observações de Objetos Próximos da Terra (NEO Observations Program). O objetivo principal era criar um sistema capaz de fornecer aviso suficiente para permitir a evacuação de uma região ameaçada por um asteroide de tamanho moderado, mesmo que a destruição completa do objeto não fosse possível com o tempo de aviso disponível. O primeiro telescópio ATLAS, designado ATLAS-HKO (Haleakalā Observatory), entrou em operação em 2015 no Observatório Haleakalā na ilha de Maui, Havaí, a uma altitude de 3.000 metros. O segundo telescópio, ATLAS-MLO (Mauna Loa Observatory), foi instalado no Observatório Mauna Loa na Ilha do Havaí em 2017, completando a cobertura inicial do hemisfério norte. Em 2018, a NASA concedeu financiamento adicional de US$ 3,8 milhões para expandir o sistema ao hemisfério sul, permitindo uma cobertura verdadeiramente global do céu. Esta expansão resultou na instalação de dois novos telescópios: ATLAS-CHL no Observatório El Sauce no Chile em 2022, e ATLAS-SAAO no Observatório Astronómico da África do Sul em Sutherland, África do Sul, também em 2022.

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Infraestrutura

O sistema ATLAS consiste em telescópios relativamente pequenos mas de campo amplo, otimizados para varreduras rápidas e repetidas de grandes áreas do céu em vez de observações detalhadas de objetos individuais. Cada telescópio ATLAS possui as seguintes especificações: O design do sistema prioriza a cadência de observação sobre a profundidade, com cada telescópio capaz de imagear todo o céu visível duas vezes por noite até uma magnitude limite de aproximadamente 19 em condições ideais. Esta alta cadência é crucial para a detecção de objetos em movimento rápido, como asteroides próximos da Terra, e para a identificação de eventos astronômicos transitórios como supernovas.

Rede global

A distribuição geográfica dos observatórios ATLAS foi cuidadosamente planejada para maximizar a cobertura do céu e minimizar os efeitos de condições meteorológicas adversas: Esta configuração global permite que pelo menos dois telescópios observem qualquer região do céu a cada noite, fornecendo redundância crítica para confirmação de descobertas e continuidade operacional.

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Capacidades e desempenho

Imagem: NASA Hubble · BY · Openverse

O sistema ATLAS é projetado para detectar asteroides potencialmente perigosos o mais cedo possível, fornecendo tempo suficiente para avaliação de risco e, se necessário, resposta. As capacidades de detecção do sistema variam com o tamanho do objeto: Estas capacidades representam uma melhoria significativa em relação a sistemas de levantamento anteriores, particularmente para objetos menores que ainda são capazes de causar destruição regional significativa. Um asteroide de 30-50 metros, similar ao objeto que explodiu sobre Cheliabinsk na Rússia em 2013, poderia ser detectado com tempo suficiente para permitir a evacuação de áreas povoadas sob a trajetória projetada. Até 2024, o sistema ATLAS varreu todo o céu visível mais de 4.000 vezes, acumulando um arquivo massivo de dados que é valioso não apenas para a detecção de asteroides, mas também para estudos de variabilidade estelar e outros fenômenos astronômicos transitórios.

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Descobertas notáveis

Imagem: europeanspaceagency · BY · Openverse

Além da sua missão primária, o ATLAS tornou-se um dos levantamentos astronômicos mais produtivos. Até 2025, o sistema havia descoberto mais de 1.338 asteroides próximos da Terra, 112 asteroides potencialmente perigosos, 111 cometas e mais de 5.000 supernovas.

Asteroides

O ATLAS descobriu centenas de asteroides próximos da Terra, incluindo objetos que realmente impactaram ou se aproximaram perigosamente da Terra:

Cometas

O ATLAS descobriu numerosos cometas, tanto de período longo quanto objetos da família Júpiter:

Supernovas e eventos transitórios

O ATLAS tornou-se um dos levantamentos mais produtivos para a detecção de supernovas, com mais de 5.000 eventos registrados desde o início das operações. A alta cadência e cobertura completa do céu do ATLAS permitem a detecção de supernovas nos seus estágios mais precoces, fornecendo alvos valiosos para observações de seguimento por telescópios maiores. O sistema também detectou outros eventos transitórios raros, incluindo eventos de disrupção de maré, e possui um acordo com o projeto LIGO para busca de contrapartes eletromagnéticas de fontes de ondas gravitacionais.

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Contribuições científicas

Imagem: NASA Hubble · BY · Openverse

Além das descobertas individuais, o ATLAS contribui significativamente para a ciência astronômica através do seu arquivo de dados de longo prazo. Em 2022, o projeto lançou o ATLAS Solar System Catalog (SSCAT), composto por mais de 125 milhões de observações de 580.000 asteroides e cometas, disponível publicamente para pesquisadores em todo o mundo. O ATLAS registrou diretamente o impacto da missão DART na lua Dimorfos do sistema Didymos em outubro de 2022, capturando uma sequência de 185 imagens em intervalos de 40 segundos ao longo de aproximadamente duas horas. O ATLAS é um componente central dos esforços de Defesa Planetária da NASA, atuando em conjunto com o futuro telescópio espacial NEO Surveyor, atualmente em desenvolvimento para ampliar ainda mais a capacidade de detecção de objetos potencialmente perigosos. O projeto conta com parcerias científicas com a Queen's University Belfast, a Universidade Harvard e o Space Telescope Science Institute para programas de monitorização de eventos transitórios. Os dados do ATLAS são disponibilizados publicamente, incluindo através do servidor de fotometria forçada do projeto, maximizando o retorno científico do investimento no sistema.

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Fontes consultadas

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