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Atentado de Oklahoma City

Atentado de Oklahoma City foi um ato de terrorismo doméstico perpetrado contra o Edifício Federal Alfred P. Murrah, no centro de Oklahoma City, Oklahoma, Estados Unidos, em 19 de abril de 1995. Orquestrado por Timothy McVeigh e Terry Nichols, dois supremacistas brancos militantes de extrema-direita, o ato ocorreu às 9h02, matou pelo menos 168 pessoas, feriu mais de 680 e destruiu um terço do prédio. A explosão também destruiu ou danificou 324 outros edifícios dentro de um raio de 16 quadras, quebrou vidros em 258 prédios próximos e destruiu ou incendiou 86 veículos, causando danos estimados em 652 milhões de dólares. Os esforços de resgate foram realizados por agências locais, estaduais, federais e internacionais, com doações substanciais recebidas de todo o país. A Agência Federal de Gestão de Emergências (FEMA) ativou onze unidades de sua "Força-Tarefa de Busca e Resgate Urbano", consistindo de 665 equipes que auxiliam em operações de resgate e recuperação. Até os ataques de 11 de setembro de 2001, o atentado de Oklahoma tinha sido o mais mortal ato terrorista na história dos Estados Unidos, mas continua sendo o incidente mais mortífero de terrorismo doméstico do país.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 19/07/2026
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Bombardeio

O plano original de McVeigh era detonar a bomba às 11h, mas na madrugada de 19 de abril de 1995, ele decidiu antecipar o ato para as 9h. Ele portava um envelope contendo páginas de The Turner Diaries - um relato fictício de supremacistas brancos que iniciam uma revolução, explodindo o quartel-general do FBI às 9h15, utilizando um caminhão bomba. McVeigh vestia uma camiseta impressa com o lema da Commonwealth of Virgínia, Sic semper tyrannis ("Assim sempre aos tiranos", segundo a lenda, o que Brutus disse ao assassinar Júlio César, também gritado por John Wilkes Booth, imediatamente após o assassinato de Abraham Lincoln) e "A árvore da liberdade deve ser refrescada de tempos em tempos com o sangue de patriotas e tiranos", de Thomas Jefferson. Em outro envelope, carregava materiais revolucionários, que incluíam um adesivo com o slogan de Thomas Jefferson: "Quando o governo teme o povo, há liberdade. Quando as pessoas temem o governo, há tirania". Por baixo, McVeigh escreveu: "Talvez agora, haverá liberdade!", com uma citação feita à mão por John Locke, afirmando que um homem tem o direito de matar alguém que tira sua liberdade.

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Prisões

Inicialmente, o FBI tinha três hipóteses sobre a responsabilidade pelo atentado: terroristas internacionais, possivelmente o mesmo grupo que realizou o atentado ao World Trade Center; um cartel de drogas, realizando um ato de vingança contra agentes da DEA, no escritório que o departamento tinha no prédio; radicais antigovernamentais que tentavam iniciar uma rebelião contra o governo federal. McVeigh foi preso dentro de 90 minutos após a explosão, enquanto viajava para o norte pela Interstate 35, perto de Perry em Noble County, Oklahoma. O policial do estado de Oklahoma, Charlie Hanger parou McVeigh por dirigir seu Mercury Marquis amarelo 1977 sem uma placa de licença, e prendeu-o por ter uma arma escondida. Como seu endereço, McVeigh alegou falsamente que residia na casa do irmão de Terry Nichols, James, em Michigan. Depois de enviar McVeigh para prisão, Hanger vasculhou seu carro de polícia e encontrou um cartão de visita escondido por McVeigh, enquanto ele estava algemado. Escrito no verso do cartão, que era de uma loja de excedentes militares de Wisconsin, estavam as palavras "TNT a 5 dólares por palito. Precisa de mais". O cartão foi usado mais tarde como prova durante o julgamento de McVeigh.

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Julgamentos e condenação dos conspiradores

O Federal Bureau of Investigation (FBI) liderou a investigação oficial, conhecida como OKBOMB, com Weldon L. Kennedy atuando como agente especial encarregado. Kennedy supervisionou 900 agentes policiais federais, estaduais e locais, incluindo 300 agentes do FBI, 200 oficiais da Departamento de Polícia de Oklahoma City, 125 membros da Guarda Nacional de Oklahoma e 55 oficiais do Departamento de Segurança Pública de Oklahoma. A força-tarefa do crime foi considerada a maior desde a investigação do assassinato de John F. Kennedy. O OKBOMB foi o maior caso criminal na história da América, com agentes do FBI realizando 28 000 entrevistas, acumulando 3,5 toneladas curtas (3,2 t) de evidências e coletando quase um bilhão de informações. O Juiz Federal Richard Paul Matsch, ordenou que o local do julgamento fosse transferido de Oklahoma City para Denver, Colorado, citando que os acusados ​​seriam incapazes de receber um julgamento justo em Oklahoma. A investigação levou a julgamentos e condenações separados de McVeigh, Nichols e Fortier.

Timothy McVeigh

As declarações de abertura no julgamento de McVeigh começaram em 24 de abril de 1997. Os Estados Unidos foram representados por uma equipe de promotores liderada por Joseph Hartzler. Em sua declaração de abertura, Hartzler descreveu as motivações de McVeigh e as evidências contra ele. McVeigh, disse ele, desenvolveu um ódio ao governo durante seu tempo no exército, depois de ler The Turner Diaries. Suas crenças eram apoiadas pelo que ele via como a oposição ideológica da milícia ao aumento de impostos e à passagem de Brady Bill, e foram ainda reforçadas pelos incidentes de Waco e Ruby Ridge. A acusação chamou 137 testemunhas, incluindo Michael Fortier e sua esposa Lori, e a irmã de McVeigh, Jennifer McVeigh, todas as quais testemunharam para confirmar o ódio de McVeigh ao governo e seu desejo de tomar uma ação militante contra ele. Ambos os Fortiers testemunharam que McVeigh havia dito a eles de seus planos de bombardear o Edifício Federal Alfred P. Murrah. Michael revelou que McVeigh tinha escolhido a data, e Lori testemunhou que ela criou o cartão de identificação falso que McVeigh usou para alugar o caminhão Ryder.

Terry Nichols

Nichols foi julgado duas vezes. Ele foi julgado pela primeira vez pelo governo federal em 1997 e considerado culpado de conspirar para construir uma arma de destruição em massa e de oito acusações de homicídio involuntário de oficiais federais. Depois de ter sido condenado em 4 de junho de 1998 a prisão perpétua sem liberdade condicional, o Estado de Oklahoma solicitou em 2000 uma condenação à pena de morte em 161 acusações de homicídio em primeiro grau (160 vítimas civis e um feto). Em 26 de maio de 2004, o júri considerou-o culpado de todas as acusações, mas houve impasse sobre a questão de condená-lo à morte. O juiz presidente Steven W. Taylor determinou a sentença de 161 penas consecutivas de prisão perpétua sem a possibilidade de liberdade condicional. Em março de 2005, investigadores do FBI, seguindo uma dica, vasculharam um espaço enterrado na antiga casa de Nichols e encontraram explosivos adicionais perdidos na busca preliminar depois que Nichols foi preso.

Michael e Lori Fortier

Michael e Lori Fortier foram considerados cúmplices por sua presciência do planejamento do bombardeio. Além de Michael ajudar McVeigh a explorar o prédio federal, Lori ajudou McVeigh a laminar uma carteira de motorista falsa que depois foi usada para alugar o caminhão Ryder. Fortier concordou em testemunhar contra McVeigh e Nichols em troca de uma sentença reduzida e imunidade para sua esposa. Ele foi condenado em 27 de maio de 1998 a 12 anos de prisão e multado em 75 mil de dólares por não alertar as autoridades sobre o ataque. Em 20 de janeiro de 2006, depois de cumprir dez anos e meio de sua sentença, incluindo o tempo já cumprido, Fortier foi liberado por bom comportamento no Programa de Proteção a Testemunhas e recebeu uma nova identidade.

Outros

Nenhum "John Doe # 2" foi identificado, nada foi conclusivo sobre o dono de uma perna esquerda encontrada após o atentado, e o governo nunca investigou abertamente alguém em conjunto com o atentado. Embora as equipes de defesa nos julgamentos de McVeigh e Nichols tenham sugerido que outras pessoas estavam envolvidas, o juiz Steven W. Taylor não encontrou evidência credível, relevante ou legalmente admissível, de qualquer outra pessoa além de McVeigh e Nichols terem participado diretamente do atentado. Quando McVeigh foi perguntado se havia outros conspiradores no bombardeio, ele respondeu: "Você não pode lidar com a verdade! Porque a verdade é que eu explodi o Edifício Murrah, e não é meio assustador que um homem possa causar esse tipo de inferno?". Na manhã da execução de McVeigh, foi publicada uma carta na qual ele escreveu: "Para aqueles teóricos da conspiração obstinados que se recusam a acreditar nisso, eu viro a mesa e digo: mostre-me onde eu precisava de mais alguém. Financiamento? Logística? Habilidades tecnológicas especializadas? inteligência? Estratégia? ... Mostre-me onde eu precisava de um misterioso e sombrio 'Mr. X'!".

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