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Atentado da rua Tonelero

O Atentado da Rua Tonelero, ocorrido na madrugada de 5 de agosto de 1954, foi um evento de forte caráter político. O alvo era o jornalista e político Carlos Lacerda, que sofreu um atentado em frente à sua residência, no Rio de Janeiro. A ação resultou na morte do major-aviador Rubens Florentino Vaz e deixou o guarda municipal Sálvio Romeiro ferido.

Fonte: Wikipédia (pt)Texto didático por IAAtualizado em 23/06/2026

Pontos-chave

  • O atentado visava assassinar o político Carlos Lacerda.
  • O major-aviador Rubens Florentino Vaz foi morto e o guarda Sálvio Romeiro foi ferido.
  • A investigação apontou Climério Euribes de Almeida como um dos executores.
  • O atentado intensificou a crise política que levou à renúncia de Getúlio Vargas.
  • Existem teorias que questionam a versão oficial dos fatos.
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O Ataque

Carlos Lacerda, um dos mais ferrenhos opositores do Governo Vargas e em campanha para deputado federal, já havia recebido ameaças de morte. Um grupo de oficiais da Aeronáutica, seus simpatizantes, ofereceu-se para sua segurança em comícios. Após um evento em 4 de agosto de 1954, Lacerda retornou para casa com seu filho Sérgio e o major-aviador Rubens Florentino Vaz. Ao se despedirem na Rua Tonelero, um agressor surgiu das sombras e disparou. O major, desarmado, foi atingido no peito. Lacerda conseguiu proteger o filho e, ao retornar, disparou contra o fugitivo, que escapou em um táxi. O guarda municipal Sálvio Romeiro, que estava perto, ouviu os tiros, foi verificar e também foi alvejado, mas anotou a placa do táxi.

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A Investigação

Na mesma madrugada, a imprensa noticiou o crime. O motorista do táxi, Nelson Raimundo de Souza, apresentou-se à polícia, inicialmente alegando desconhecimento, mas acabou confessando seu papel. Ele revelou ter transportado duas pessoas, uma delas identificada como Climério Euribes de Almeida, ligado à guarda pessoal do presidente Getúlio Vargas e amigo de Gregório Fortunato. Ao ser procurado em sua residência, Climério já havia fugido. Uma grande operação policial, com cerca de duzentos homens, viaturas e helicópteros, foi montada para sua captura, estendendo-se por quatro estados.

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As Consequências

O atentado gerou uma grave crise política, especialmente entre os militares, revoltados com a morte de um colega. Os ataques verbais de Lacerda e seus apoiadores ao presidente Vargas agravaram a situação. Diante da crescente pressão por sua renúncia, Vargas reuniu-se com seus ministros em 23 de agosto de 1954. Decidiu-se que ele se licenciaria temporariamente. Contudo, na madrugada do dia 24, Benjamin Vargas informou que os militares exigiam sua renúncia imediata. Getúlio Vargas, ao se retirar para seu quarto no Palácio do Catete, declarou: "Só morto sairei do Catete!". Pouco depois, um tiro foi ouvido: Getúlio Vargas estava morto, com um tiro no coração.

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Outras Perspectivas

Imagem: Marcio Cabral de Moura · BY-NC-ND · Openverse

A versão oficial, confirmada pelo júri em 1956, ainda é questionada por inconsistências e perguntas sem resposta. O inquérito criminal, com linguagem fortemente anti-Vargas, e a ausência de reconstituição ou acareação entre Lacerda e o suposto atirador, Alcino, levantam dúvidas. O aparente amadorismo dos criminosos, que deixaram pistas que levaram rapidamente ao Palácio do Catete, alimenta teorias conspiratórias. Alguns sugerem que a facilidade da investigação foi intencional para precipitar a queda de Vargas. No entanto, não há provas concretas para sustentar essa tese, que permanece no campo da especulação.

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