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Final da Copa do Mundo FIFA de 1994

A final da Copa do Mundo da FIFA de 1994 foi a partida final da Copa do Mundo da FIFA de 1994, a décima quinta edição da Copa do Mundo, principal torneio de futebol organizado pela FIFA envolvendo seleções masculinas de suas associações. Ela foi realizada no Rose Bowl, em Pasadena, Califórnia, Estados Unidos, em 17 de julho de 1994, e foi disputada por Brasil e Itália. A competição teve 24 países como seus participantes; entre eles, os Estados Unidos e a Alemanha se classificaram automaticamente por serem país sede e o atual campeão do torneio, respectivamente. As outras 22 seleções se classificaram após eliminatórias organizadas pelas seis confederações da FIFA. No torneio, todas as seleções disputaram uma fase de grupos, das quais dezesseis equipes se classificaram para a fase eliminatória. A caminho da final, o Brasil terminou em primeiro lugar no Grupo B, com duas vitórias e um empate; no mata-mata, venceu os Estados Unidos nas oitavas de final, Países Baixos nas quartas de final e Suécia na semifinal. A Itália, por sua vez, terminou na terceira colocação do Grupo E e se classificando por ter sido uma das melhores terceiras colocadas dos grupos da Copa. Nas oitavas, venceram a Nigéria, depois a Espanha nas quartas e a Bulgária na semifinal. Ambas as equipes estavam em busca do seu tetracampeonato de Copa do Mundo. A final aconteceu diante de pouco mais de 94 mil torcedores e foi apitada pelo húngaro Sándor Puhl.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 16/07/2026
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Antecedentes

A Copa do Mundo FIFA de 1994 foi a décima quinta edição da Copa do Mundo, o torneio principal da FIFA envolvendo seleções masculinas. Ela foi sediada nos Estados Unidos durante 17 de junho e 17 de julho de 1994. A competição contou com 24 times, com as seleções dos Estados Unidos classificados automaticamente como país-sede, e também a Alemanha, que se classificou por ter vencido a edição anterior. Os 22 times restantes se classificaram através de eliminatórias que foram disputadas entre março de 1992 e novembro de 1993, organizadas pelas seis confederações continentais de futebol afiliadas à FIFA. Após todas as vagas da Copa do Mundo serem preenchidas, os 24 times classificados foram divididos em seis grupos de quatro times. Na fase de grupos, todas as seleções de cada grupo jogariam contra si uma vez; as duas melhores seleções de cada grupo, assim como os quatro melhores terceiros colocados dos seis grupos, avançariam à fase de mata-mata.

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Caminhos até a final

Brasil

O Brasil foi sorteado no grupo B da Copa, junto com Camarões, Rússia e Suécia. O primeiro jogo foi em 20 de junho, no Stanford Stadium, na Califórnia, contra a Rússia. A Seleção Brasileira abriu o placar aos 26 minutos, com Romário, e fez o segundo gol aos sete do segundo tempo, com Raí, cobrando pênalti. Quatro dias depois, no mesmo local, os sul-americanos venceram a Seleção de Camarões por 3–0, com gols de Romário, Márcio Santos e Bebeto. Com a vitória, a equipe canarinho se classificou para a fase de mata-mata com uma rodada de antecedência. O último jogo do Brasil na fase de grupos foi contra a Suécia, no Pontiac Silverdome, em Michigan, em 28 de junho. Kennet Andersson abriu o placar para o time europeu aos 23 minutos, mas Romário empatou a partida pouco depois da volta do intervalo. O jogo acabou empatado em 1–1, o suficiente para a Seleção Brasileira terminar na liderança de seu grupo.

Itália

A Itália foi sorteada no Grupo E da Copa, junto com México, Irlanda e Noruega. Segundo o jornal australiano The Sydney Morning Herald, a seleção italiana era uma das favoritas para ganhar a copa. Começou sua caminhada no torneio em 18 de junho, enfrentando a Irlanda no Giants Stadium, em East Rutherford, Nova Jérsei. A Irlanda venceu por 1–0, com um gol marcado por Ray Houghton aos 11 minutos do primeiro tempo. O segundo jogo da Seleção Italiana foi em 23 de junho, quando enfrentou a Noruega, novamente no Giants Stadium. O goleiro italiano Gianluca Pagliuca foi expulso aos 22 minutos de jogo, mas a Itália conseguiu se recuperar na partida e venceu por 1–0, com Dino Baggio marcando o único gol do jogo aos 69 minutos. No último jogo da fase de grupos, a Itália enfrentou o México, no RFK Stadium, em Washington, DC. Daniele Massaro abriu o placar para os italianos pouco depois da volta do intervalo, mas o México empatou com Marcelino Bernal aos 57 minutos. O jogo acabou empatado em 1–1. Ao fim da fase de grupos, todas as quatro seleções do Grupo E estavam com quatro pontos e saldo de gols de zero. De acordo, então, com os critérios de desempate, o México, que tinha mais gols marcados, se classificou em primeiro, enquanto a Noruega, que menos gols fez, foi eliminada. A Irlanda e a Itália tinham dois gols marcados ambas, mas a Irlanda se classificou em segundo por ter vencido a Itália no confronto entre as duas equipes na fase de grupos. A Seleção Italiana ficou em terceiro, mas conseguiu se classificar por ter tido um dos melhores aproveitamentos entre as seleções que ficaram no terceiro lugar, com a sua classificação confirmada quando Camarões perdeu para a Rússia no fim do dia.

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Pré-jogo

Arbitragem

O árbitro escolhido pela FIFA para apitar a final foi o húngaro Sándor Puhl, de, na época, 39 anos. Os árbitros assistentes seriam Venancio Zarate Vazquez, do Paraguai, e Mohammed Fanaei, do Irã. Puhl foi escolhido entre 24 candidatos para apitar a partida e foi anunciado oficialmente dois dias antes da decisão. O húngaro não havia apitado jogos de Copa do Mundo até a edição de 1994; ele trabalhou como bandeirinha até 1988 antes de se tornar árbitro principal no ano seguinte. Puhl foi eleito pela IFFHS como o melhor árbitro do mundo por quatro anos consecutivos, entre 1994 e 1997. A respeito de futebol de clubes, Puhl apitou a partida de ida da final da Copa da UEFA de 1992–93, entre Borussia Dortmund e Juventus, e também a final da Liga dos Campeões da UEFA de 1996–97, também entre os dois times. Durante a fase de grupos da Copa do Mundo, Puhl apitou três jogos, além da partida entre Itália e Espanha nas quartas de final. Nesta partida, o árbitro foi alvo de críticas por não ter visto uma cotovelada do italiano Mauro Tassotti no espanhol Luis Enrique. Em uma entrevista em 2019, Puhl comentou sobre a decisão do torneio: "Todos os jogos são importantes para um árbitro de futebol, mas a final da Copa do Mundo [de 1994] foi o auge da minha carreira". Em 21 de maio de 2021, a Federação Húngara de Futebol anunciou a morte de Puhl, aos 65 anos; a causa não foi divulgada.

Escalações

Esta seria a terceira final seguida de Copa do Mundo em que algum jogador não teria condições de jogo. Arrigo Sacchi não pôde contar com o defensor Alessandro Costacurta, que estava suspenso. Já do lado brasileiro, o único desfalque certo era o do lateral-esquerdo Leonardo, suspenso pela agressão a Tab Ramos nas oitavas de final. Ambos Brasil e Itália chegaram à final com dúvidas a respeito de suas escalações. A respeito da Seleção Brasileira, Márcio Santos queixou-se de dores em sua virilha antes da partida, mas que isso não o tiraria da decisão. A Itália, por sua vez, tinha a dúvida se Roberto Baggio teria condições de jogo. Substituído no segundo tempo do jogo anterior, o meio-campista teve sua distensão no músculo da coxa confirmada pelos exames posteriores à semifinal. Andrea Ferretti, médico da Seleção Italiana, comentou sobre a presença de Baggio na final: "Possivelmente, só vamos conseguir avaliar suas condições de jogo horas antes da partida." Caso o meio-campista não jogasse, os cotados para sua vaga eram Daniele Massaro, Gianfranco Zola e Giuseppe Signori. Além disso, Dino Baggio e Demetrio Albertini também acusavam dores musculares, enquanto Franco Baresi havia se recuperado em tempo recorde após a lesão do menisco que aconteceu no jogo contra a Noruega, ainda na primeira fase.

Cerimônia de abertura

No Estádio Rose Bowl, antes da final, a cantora estadunidense Whitney Houston, que entrou em campo com Pelé, foi a artista principal para a cerimônia de abertura da decisão. Houston cantou cinco de seus sucessos, e teve o apoio de 2,5 mil figurantes. Pouco depois da apresentação terminar, o saxofonista Kenny G tocou o hino estadunidense no estádio. Presentes no estádio estavam figuras importantes do país, como o vice-presidente Al Gore, o ex-presidente George H. W. Bush, e o ex-secretário de estado Henry Kissinger. Além deles, astros do cinema estavam no estádio, como o ator Dustin Hoffman.

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Partida

Primeiro tempo

O Brasil deu a saída de bola às 12:30 do horário local, em frente a um público de pouco mais de 94 mil pessoas presentes e a temperatura em torno de 38 °C (100 °F). Segundo o portal esportivo brasileiro Trivela, o primeiro tempo foi caracterizado por muitas faltas e jogadas firmes. O meio-campista brasileiro Mazinho foi o primeiro atleta a receber um cartão amarelo no jogo, após falta cometida em cima de Nicola Berti aos três minutos de jogo. Aos onze minutos, o Brasil teve sua primeira chance de gol, com Romário, que recebeu cruzamento de Dunga pelo lado direito e cabeceou entre os zagueiros, mas o goleiro Pagliuca fez a defesa. Aos dezesseis, Romário lançou Bebeto na ponta esquerda; o atacante tentou realizar um passe de volta para Romário, mas a bola bateu em Maldini e foi para escanteio. A Itália teve a chance mais perigosa do jogo até então, um minuto depois: Baresi lançou a bola do campo de defesa, Massaro dominou, escapou dos zagueiros brasileiros, invadiu a área e chutou de perna direita, mas Taffarel conseguiu fazer a defesa. Aos 21 minutos, o Brasil foi forçado a fazer a primeira substituição no jogo, ao colocar Cafu em campo, no lugar de Jorginho, que sentiu dores. Três minutos depois, Branco cobrou falta da esquerda em direção ao gol; Pagliuca não conseguiu defender e a bola sobrou para Mazinho, que tentou chutar para o meio da área, mas o meio-campista se atrapalhou e a bola acabou saindo pela linha de fundo. A Itália também precisou fazer uma substituição no primeiro tempo, aos 34 minutos, ao substituir Roberto Mussi por Luigi Apolloni. O Brasil teve mais duas chances antes do fim do primeiro tempo: aos 37, com Romário, que arriscou um chute da entrada da área, e aos 42, com Branco, que cobrou falta; ambas as tentativas foram defendidas por Pagliuca.

Segundo tempo

Aos sete minutos, Bebeto aproveitou cruzamento de Zinho da esquerda e arriscou uma cabeçada de dentro da área italiana, para a defesa de Pagliuca. Entretanto, o atacante brasileiro estava impedido e o lance foi anulado. Aos dezenove, Donadoni arriscou um arremate de perna esquerda, mas Taffarel defendeu em dois tempos. Dez minutos depois, Mauro Silva arriscou um chute de fora da área. Pagliuca se atrapalhou na hora de realizar a defesa e deixou a bola escapar; ela bateu levemente na trave e o goleiro a recuperou. Aos 36, Donadoni fez jogada pela direita e cruzou; Roberto Baggio recebeu a bola, e da marca do pênalti, arriscou um chute, mas a bola foi acima do gol defendido por Taffarel. O segundo tempo terminou sem maiores chances de gol, e a partida foi para a prorrogação.

Prorrogação

Aos três minutos, Cafu recebeu lançamento de Dunga na direita e cruzou em direção à pequena área italiana; Pagliuca não alcançou a bola e Bebeto, com o gol aberto, não conseguiu chutar a bola corretamente, dando tempo para que o goleiro se recuperasse no lance, mesmo após dividida com Romário. A Itália respondeu no lance seguinte; Roberto Baggio chutou de fora da área e Taffarel espalmou a bola a escanteio. Aos nove, Zinho recebeu passe de Bebeto dentro da área e chutou de perna esquerda. Pagliuca fez a defesa e Apolloni afastou a bola para escanteio no rebote. Pouco tempo antes do final do primeiro tempo, Alberico Evani arriscou um chute de perna esquerda de fora da área, mas a bola passou longe do gol brasileiro. Aos três minutos do segundo tempo, Cafu recebeu passe de Bebeto dentro da área e cruzou rasteiro, buscando Romário; o centroavante tentou um arremate, mas, como estava desequilibrado, não conseguiu dar direção à bola e a mandou para fora. Aos oito, Roberto Baggio tabelou com Massaro e tinha espaço, mas seu chute foi fraco e Taffarel defendeu sem dificuldades. Viola realizou a última tentativa antes do fim da partida; ele recebeu a bola na entrada da área, escapou da marcação e finalizou de perna esquerda, mas a bola foi para fora.

Disputa por pênaltis

Esta foi a primeira vez que uma Copa do Mundo foi decidida em uma disputa por pênaltis. Baresi foi o primeiro jogador a realizar a sua cobrança e o primeiro a desperdiçá-la; o zagueiro italiano mandou a bola sobre o gol. Márcio Santos também errou sua cobrança ao chutar à meia altura no canto direito, para defesa de Pagliuca. Albertini abriu o placar para a Itália ao chutar no canto superior direito; Taffarel pulou para o canto esquerdo. Romário converteu sua cobrança ao também cobrar no canto superior direito. A bola chegou a resvalar na trave, mas foi para as redes. Evani e Branco converteram seus respectivos pênaltis e mantiveram o placar empatado. Massaro foi o próximo italiano a cobrar e o segundo a desperdiçar sua cobrança; ele cobrou no canto esquerdo, onde Taffarel pulou e realizou a defesa. Dunga então botou o Brasil em vantagem ao converter sua cobrança. No que tornou-se um momento marcante na história de Copas do Mundo, Roberto Baggio cobrou seu pênalti sobre o gol de Taffarel, finalizando o placar em 3–2 para o Brasil e garantindo o quarto título mundial da Seleção Brasileira.

Detalhes

Bandeirinhas: Venancio Zarate Mohammed Fanaei Quarto árbitro: Francisco Lamolina

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Pós-jogo e reações

Com a vitória, o Brasil conquistou seu quarto título de Copa do Mundo, tornando-se, assim, a primeira seleção a atingir tal feito. Além disso, a equipe brasileira encerrou um período de 24 anos sem conquistas de Copa do Mundo, sendo o último na edição de 1970. Ainda no campo de jogo, aproveitando os festejos pela conquista histórica, a equipe brasileira decidiu homenagear o piloto brasileiro de Fórmula 1 Ayrton Senna, que morreu cerca de dois meses antes em um acidente ocorrido no Grande Prêmio de San Marino, em Ímola. A homenagem veio estampada no cartaz que dizia: "Senna...aceleramos juntos, o Tetra é nosso". Em uma entrevista em 2019, Américo Faria, ex-superintendente da CBF, comentou: "Essa faixa quem fez fui eu e ela está guardada comigo até hoje", revelou. A conquista também simbolizou a redenção de Dunga perante parte da imprensa e da torcida brasileira. Criticado após a eliminação na Copa do Mundo de 1990 e frequentemente associado a um estilo de jogo mais pragmático, o volante levantou a taça como capitão da equipe tetracampeã, após receber o troféu do vice-presidente estadunidense, Al Gore. Romário recebeu a Bola de Ouro como melhor jogador do torneio, enquanto Roberto Baggio ficou com a Bola de Prata.

Brasil

Da parte dos jogadores, Taffarel dispensou as honras de "herói" por defender o pênalti de Daniele Massaro, afirmando que "defender pênalti é questão de sorte". Bebeto exaltou o time brasileiro, dizendo que o elenco "nunca perdeu a fé e que sempre teve humildade para reconhecer os erros". O treinador Carlos Alberto Parreira, por sua vez, comentou: "Não é todo dia que se ganha um título mundial. Só tenho a agradecer a este grupo e à comissão técnica (...) Estou muito feliz por poder oferecer o título ao povo brasileiro, especialmente àqueles que nos apoiaram", complementando que a Seleção Brasileira "tinha toda a confiança do mundo". Em relação à comemoração da população brasileira em seu país, no Rio de Janeiro, uma explosão de fogos de artifício coloriu a capital carioca para celebrar a conquista. Em Salvador, cerca de cinquenta mil pessoas festejaram o tetracampeonato brasileiro, acompanhados por cinco trios elétricos. Os torcedores brasileiros situados em Belo Horizonte promoveram uma apresentação pirotécnica no céu da cidade assim que o título se confirmou; na Praça Sete, área central da cidade, cerca de vinte mil torcedores assistiram ao jogo em um telão montado pela prefeitura. Finalmente, em São Paulo, no Vale do Anhangabaú, cerca de 75 mil pessoas assistiram ao jogo, participando de uma festa comandada pelo cantor Jorge Ben Jor após o fim da partida.

Itália

Responsáveis por dois dos três pênaltis italianos perdidos na decisão, Franco Baresi e Roberto Baggio comentaram sobre as suas cobranças após a partida. Baresi afirmou: "Pênaltis são como jogar na loteria. Acho que demos tudo o que podíamos. Nossas consciências estão limpas". Baresi, inclusive, tornou-se o sexto jogador da história a conquistar as medalhas de bronze, prata e de ouro em Copas do Mundo. Baggio, por sua vez, comentou que o cansaço foi o fator principal do seu erro na cobrança: "Eu sabia exatamente o que fazer e minha concentração estava perfeita. Só que eu estava tão cansado que eu chutei a bola forte demais." O técnico italiano Arrigo Sacchi exaltou a participação da equipe na final: "[A perda dos pênaltis] não diminui em nada o mérito deles (Baggio e Baresi). Os times estavam muito cansados e vinham de um campeonato muito exigente fisicamente. Fizemos o nosso melhor, mas falhamos nos pênaltis."

Outros

O estilo de jogo apresentado pelas equipes na decisão gerou debates sobre pragmatismo e espetáculo no futebol, especialmente devido ao caráter defensivo e ao placar sem gols após 120 minutos. Entre os críticos estava Johan Cruijff, ex-futebolista neerlandês e, na época, treinador, que se queixou do futebol apresentado pelas duas equipes na decisão: "Uma final sem gol é o pior para o espetáculo. Uma final que acaba em cobrança de pênaltis depois que nenhuma das seleções foi capaz de marcar um só gol já é por si só o pior dos castigos para o espetáculo. (...) A partida foi ruim e não vale a desculpa de que dificilmente em uma final se pode ver bom futebol. O que acontece é que o Brasil jogou demasiadamente preocupado com seu rival e em nenhum momento conseguiu impor seu domínio de bola." Em 2020, Tostão, ex-jogador brasileiro, elogiou a conquista da Seleção Brasileira, mas comentou sobre que o time "não fascinou", embora tenha sido eficiente. Veículos internacionais deram destaque à conquista brasileira. Ron Harris, jornalista do Los Angeles Times, dos Estados Unidos, descreveu as celebrações no Brasil como "possivelmente a maior festa de um único dia do mundo".

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Fontes consultadas

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