Ástato
O ástato é um elemento químico de símbolo At, de número atómico igual a 85 e com massa atómica de aproximadamente u. Pertence ao Grupo 17 da classificação periódica dos elementos e, à temperatura ambiente, encontra-se no estado sólido.
Imagem: Maria do Mar Craveiro · BY-SA · Openverse
Este elemento altamente radioativo comporta-se quimicamente como os demais halogênios, especialmente como o iodo, porém o ástato possui um caráter mais metálico. Pesquisadores do Laboratório Nacional de Brookhaven identificaram as reações e as medidas elementares que envolvem o ástato. A maioria das características do ástato são conhecidas através dos seus isótopos sintéticos.[carece de fontes?] É o elemento mais pesado entre todos os halogênios e apresenta cinco estados de oxidação: +7. +5, +3, +1 e -1. Forma compostos com outros halogênios, tais como AtCl e AtI.[carece de fontes?]
Somente possui importância no campo teórico e não é conhecida uma aplicação prática para este elemento, provavelmente por ser tão radioativo que vaporiza por si mesmo quando acumulado em uma quantia apreciável.
O ástato (do grego astatos, que significa "instável") foi primeiramente sintetizado em 1940 por Dale R. Corson, Kenneth Ross MacKenzie, e Emilio Gino Segre na Universidade da Califórnia, Berkeley, Estados Unidos, bombardeando bismuto com partículas alfa.
Só existe na crosta terrestre e na forma de isótopos radioativos. A quantidade total presente na crosta é estimada em menos de 32 gramas, sendo considerado praticamente o elemento mais raro do Universo, até onde sabemos. É encontrado em minerais de urânio e tório, porém em quantidades muito pequenas (traços). Resulta do lento decaimento do urânio e do tório, por este pertencer à série radioativa destes elementos. Os poucos microgramas de ástato sintéticos foram produzidos pelo bombardeamento do bismuto com partículas alfa de alta energia.
Os isótopos do ástato (ou astatínio) variam do 191At ao 223At e todos são radioativos. O isótopo com meia-vida mais longa é o 210At, com somente 8,1 horas. O de menor meia-vida é o isótopo 213At, com 125 nanosegundos.
Por este ser altamente radioativo, deve ser manuseado apenas em investigações científicas e em condições especiais. A quantidade de ástato na natureza é tão pequena que não oferece risco à saúde humana. Entretanto, quando injetado em animais e por ser um halogênio, instala-se na glândula tiroide do mesmo modo que o iodo e há indicações de que seja altamente cancerígeno.


